A Política de Abstençom
A dataçom deste texto é desconhecida, mas parece ser a base das conferências de Morris em dous encontros co mesmo entitulamento, organizados respeitivamente polas seiçons da Liga Socialista em Hammersmith e Clerkenwell em Julho e Agosto de 1887.
Evidentemente, para a leitura do texto deve ter-se em conta que em certos aspectos corresponde por completo a outra época, nom obstante conserve ainda muitos elementos de actualidade.
Foi traduzido do original inglês. O estilo do texto é o dum borrador de conferência, com numerosas recurrências, resultando-nos impossível dar-lhe umha estruturaçom por apartados. Por isso optamos por insertar umhas divisons meiante asteriscos cada certo tempo, co objeto de establecer pausas ali onde parecia convinte.
Comunistas de Conselhos da Galiza
Todos os socialistas que poda considerar-se que tenhem algumha reivindicaçom desse título estám de acordo em propôr a necessidade da transformaçom dos meios de produçom da propriedade individual à propriedade comum: isto é o menos que o partido pode aceitar como termos de paz cos capitalistas; e obviamente som termos difízeis para os últimos, dado que significam a destruiçom do capital individualista.
Este mínimo que nós reivindicamos é, portanto, algo muito grande: a sua realizaçom provocaria umha revoluçom tal como o mundo nom tem visto todavia, e todas as reformas menores da civilizaçom acerca das que se tem pensado ou nas que seria possível pensar estariam incluidas nela: nengum partido político tem tido nunca um programa à vez tam definido e tam inclusivo: muitos socialistas estariam satisfeitos se o partido nom propuxese nada salvo esta reivindicaçom; e se nom houvese nengum partido que propuxer qualquer outra penso que todos os socialistas sentiriam-se obrigados a apoiar ao partido que tivese esta plataforma até o final: mas a sombra da revoluçom estupenda que a aboliçom da propriedade privada dos meios de produçom efectuaria projecta-se nas nossas opinons e política actuais.
Nom podemos evitar especular sobre quais seriam as conseqüências do cámbio, e como afetaria o que se deixase da nossa civilizaçom, nom somentes no que respeita à produçom da riqueza, senom tamém no que respeita à religiom, a moral, a relaçom entre os sexos, os métodos de governo ou administraçom, e em resumo o conjunto da vida social: da maioria destas matérias nom direi nada mais neste escrito, senom que somentes aludirei brevemente às matérias directamente relacionadas coa produçom industrial e a administraçom dos assuntos.
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Agora entre os socialistas hai alguns que pensam que a aboliçom da propriedade privada dos meios de produçom somentes produziria um estado estável da sociedade que nom levaria mais longe o comunismo, que o produto do trabalho efectuado na matéria prima e ajudado polos instrumentos que seriam propriedade comum, nom deveria ser comum, senom que seria o preço da energia, a indústria e o talento: "a cada qual de acordo coas suas obras".
Em caso de que haja alguns nom socialistas na sala, podo sinalar que este estado de cousas nom seria do tudo diferente do actual, baixo o qual a gente pode viver ociosa e forçar a outros a trabalhar para eles se acontece que estám em possessom dumha parte no monopólio dos meios de produçom, que é o privilégio da sua classe; se puidera levar-se a cabo e manter-se sem sustentamento artificial, seria essa auténtica "carreira aberta ao talento" que Napoleom supunha ignorantemente que sustinha o seu cesarismo burguês: mas alguns de nós consideramos que, sem tal sustentamento artificial, isso levaria-nos de volta novamente a umha nova forma da sociedade de classes; que aqueles que desenvolvam a maior parte de certas qualidades nom necessáriamente as mais úteis para a comunidade, ganhariam umha posiçom superior desde a que seriam capazes de forçar ao menos dotado a servir-lhes.
E, de facto, aqueles que limitam a revoluçom do socialismo à aboliçom da propriedade privada meramente dos meios de produçom contemplam umha sociedade na que a produçom estará baixo a tutela do Estado; na que o Estado centralizado traçaria arbitráriamente a linha onde acaba a propriedade pública e começa a propriedade privada, interferiria coa herdança e coa acumulaçom de riqueza, e em muitos sentidos actuaria como um amo e tomaria o lugar dos velhos amos: actuando com intençom benévola de facto, mas com artificialidade consciente e por meio do emprego a força óbvia que seria sentida em todas partes e que às vezes ao menos seria evadida ou incluso resistida, e assi por último poderia incluso levar a umha nova revoluçom que poderia levar-nos para atrás durante algum tempo, ou poderia levar-nos adiante a um estado de verdadeiro comunismo segundo a madurez ou imadurez da revoluçom socialista estatal:
em resumo, para alguns de nós parece como se esta visom do socialismo indicase simplesmente a cristalizaçom do que somentes pode ser um estado transicional da sociedade, e nom pode ser estável em si mesmo: nós consideramos, por outro lado, o objectivo do socialismo como a igualdade de condiçom: dado que a produçom de bens e o abastecimento da comunidade deve ser sempre umha matéria de cooperaçom; nom podedes, quando fosse desejável, averiguar quais som as "obras" de cada home; e se puidesedes, nom veriamos razom para establecer um nível superior de sustento para A porque el poda executar mais trabalho que B, mentres que as necessidades dos dous som justamente as mesmas: se a sociedade vai ser de utilidade para B, deve defende-lo contra a tirania da natureza; e se em lugar de defende-lo frente à natureza se da a volta e a ajuda a castigar ao pobre B por nom ter nascido coa mesma capacidade de desenvolvimento muscular que A, a sociedade é umha traidora para B, e se el é um home com algo de espírito rebelará-se contra ela.
Nós os comunistas, por conseguinte, dizemos que nom é possível proporcionar realmente a recompensa ao trabalho, e que se fosseis capazes de faze-lo assi teriades ainda que reparar meiante a caridade os máis do débil contra o forte, nom seriades capazes todavia de evitar umha lei de pobres: o exercício devido das energias de cada um para o bem comum, e da capacidade para o uso persoal, nós dizemos que constituem as únicas reivindicaçons para a possessom da riqueza, e o direito da propriedade a única salvaguarda contra a criaçom de privilégio novo, que teria que ser abolido como o privilégio velho.
Todo isto é admitido por muitos que nom se chamarám comunistas, porque nom desejam que nada se anteponha à gente no presente, exceito o estado de cousas transicional: e muitos dos nossos comunistas da nossa parte estám ansiando admitir que a comunizaçom dos meios de produçom conduzirá inevitavelmente à comunizaçom dos produtos do trabalho tamém, e que, como comecei a dizer, este é um programa suficientemente grande para propôr à gente da nossa geraçom, e as conseqüências da sua realizaçom pode deixar-se na actualidade que cuidem de si mesmas.
De modo que ve-se que apenas hai umha questom em disputa sobre este ponto entre socialistas e comunistas. Assumirei, portanto, neste escrito que o objectivo de imediato dos socialistas é a transformaçom das matérias primas e os instrumentos de trabalho da propriedade privada à propriedade comum, e logo seguirei a inquirir quais som os meios meiante os quais esse objectivo pode levar-se a cabo. Nom teria falado a respeito das diferentes opinions sobre os objectivos do socialismo se nom sentira que essas opinons, como tenho dito noutra parte, seria provável que influenciasem as visons da gente no que se refire aos meios de realizaçom.
As opinions no que se refire aos meios nom som em absoluto contérminas coas duas escolas dos chamados socialistas e comunistas, mas som quase assi, e naturalmente, dado que os anteriores estám dispostos a aceitar como umha necessidade um governo central todo-poderoso e autoritário, umha ediçom reformada, pode-se dizer, do governo estatal existente na actualidade; mentres que os comunistas, ainda que nom tenhem claro que tomará o lugar disso entretanto, ao menos tenhem claro que quando o hábito da vida social esteja establecido, nengum tipo de governo central autoritário será necessário ou suportado.
Os socialistas moderados, ou aqueles que nom podem ver nada mais que o período de transiçom por conseguinte, crêem no que pode denominar-se um sistema de reformas acumulativas como os meio para a fim; cujas reformas devem levar-se a cabo por meio do parlamento e dum executivo burguês, o único poder legar existente na actualidade, mentres que os comunistas crêem que seria umha perda de tempo para os socialistas empregar a sua energia em levar adiante reformas que longe de levar-nos mais cerca do socialismo serviriam mais bem para sustentar o presente estado de cousas; e nom acreditando na eficácia das reformas, nós nom podemos ver nengumha razom para tentar usar o parlamento de nengum modo; exceito quiçais alçando-o como um exemplo para mostrar quanto desprezível pode ser um corpo que posa como o representante do conjunto da naçom, e que em realidade nom representa nada mais que a firme determinaçom da classe privilegiada ou monopolista de aderir-se ao seu privilégio e monopólio até que sejam forçados a renunciar a el.
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Bom, hai, parece, duas políticas ante nos, que, se se me permite, chamarei para abreviar a Política da Acçom Parlamentar e a Política da Abstençom. Mas antes de que siga adiante, devo dizer que, embora a questom de qual das duas política tem que adoptar-se ao longo é sem dúvida a mais interessante, ainda na actualidade somentes hai umha política aberta a nós, a de predicar o socialismo a tanta gente como podamos chegar. Isto, nom hai dúvida, parece-lhes a muitos um trabalho obtuso, nom ofrezendo nengumha recompensa a nengum de nós no sentido de notoriedade ou posiçom: mas depóis de tudo este é o caminho que todo os novos credos tenhem que seguer, e se o descuidamos pola nossa pressa ou impaciência, nunca chegaremos ao ponto no que se nos forçará a umha acçom mais definida.
Agora, a respeito dessas duas políticas, eu nom me pararei na primeira, nom porque eu nom esteja de acordo com ela, pois nom o estou, senom porque tem sido exposta o bastante a miúdo e com argumentos e avogaçom o suficientemente copiosos: convencer aos votantes de que tenhem que enviar socialistas ao parlamento, quem devem tentar conseguer a aprovaçom de medidas para os interesses das classes trabalhadoras, e transformar gradualmente o parlamento actual, que é um mero instrumento em maos dos monopolizadores dos meios de produçom, num corpo que deve destruir o monopólio e logo dirigir e administrar o trabalho libertado da comunidade. Esta, penso, é umha formulaçom correcta das visons de aqueles que fomentam a política da acçom parlamentar.
Tal esquema ou plano de campanha soaram-lhes práticos e razoáveis a muitos, ou à maioria se se quere: e ainda que é correcto, na consideraçom de qualquer esquema, considerar os seus inconvintes, ainda incluso quando admitimos que esses inconvintes existem, nom necessariamente condenamos o esquema: assi que nom direi nada no presente sobre os inconvintes que, depóis de todo, devem ser patentes para aqueles que consideram a política como umha boa e necessária. De facto, se nom fosse possível outro plano de campanha para o ataque sobre o monopólio, teriamos que aceitar todos os inconvintes, abafar todas as dúvidas e leva-la a cabo como todas as nossas forças. Mas hai outro plano de campanha possível que devo expôr-lhe cumha amplitude bastante maior baixo o apodo, como dixem, da Política de Abstençom.
Este plano está fundado na necessidade de fazer a luita de classes clara para os obreiros, de sinalar-lhes que mentres o monopolio exista eles somentes podem existir como os seus escravos: de modo que o parlamento e todas as demais instituiçons existentes no presente som mantidas co propósito de suster esta escravitude; que os seus salários nom som senom raçons dos escravos, e se fossem incrementados dez vezes nom seriam nada mais: que mentres dure a dominaçom burguesa eles podem, de facto, tomar parte nela, mas só baixo os termos de que nom devem fazer nada para atacar o grande edifício do que a sua escravitude é o fundamento. Nom mais que isso: que se lhes pide que votem e enviem representantes ao parlamento (se som "obreiros" tanto melhor) de modo que podam sinalar que concesons pode ser necessário para a classe dominante fazer co propósito de que a escravitude dos obreiros poda continuar:
numha palavra, que votar pola continuidade da sua própria escravitude é toda a acçom parlamentar que lhes será permitida assumir baixo o régime actual: os deputados das associaçons liberais, dos clubes radicais, dos obreiros estám no presente, e os deputados socialistas estarám no futuro, observados com complacência polas classes governantes em tanto serven para a fim do sustentamento da estabilidade da sociedade de ladrons da maneira mais segura e menos problemática, enganando-os para tomar parte no seu próprio governo. Umha grande invençom, e bem digna da reputaçom do Bretóm de ser prático -- e fraude! Quanto melhor que a tosca repressom de ferro do velho mundo desse torpe Bismark, que à vez irrita e consolida aos obreiros e depende para o seu éxito temporal ainda da ausência de acidentes tais como umha repentina crise comercial ou umha derrota do exército alemám.
A Política de Abstençom funda-se, entom, nesta vissom: que os interesses das duas classes, os obreiros e os capitalistas, som irreconciliáveis, e mentres os capitalistas existam como classe, eles tenhem o monopólio dos meios de produçom, tenhem todo o poder da sociedade regulada e legal; mas, por outro lado, que a utilizaçom deste poder para manter subjugada a umha populaçom agravada, que se sinte perjudicada e que se organiza para a resistência ilegal quando a oportunidade o permita, imporá tal peso sobre as classes governantes como nom serám capazes de suportar; e finalmente derrubarám-se baixo ela, e tomarám um de dous cursos, ambos o nascimento do medo actuando no instinto de prolongar e suster a sua vida, que é essencial em todos os organismos.
Um curso seria provar o efeito de concesons ao grande, ou o que semelharia ser tal co propósito de diminuir o número dos descontentos; e este curso haveria de ter, quase com certeza, um éxito parcial; mas estou seguro de que nom um éxito tam grande em retardar a revoluçom como o que teria co acordo expresso dos representantes socialsitas no parlamento: no último caso as concesons seriam consideradas como umha vitória; mentres que se fossem a obra dum governo odiado do que a gente estivera distante, seriam receadas como um cevo e desdenhadas como o último recurso dumha tirania cada vez mais desvalida.
O outro curso ao que um governo, reconhecido como umha mera tirania, seria conduzido por umha política de abstençom, seria a repressom rigurosa de qualquer que parecera ser perigoso para el; é dizer, das opinions e aspiraçons das classes trabalhadoras como um todo: pois na Inglaterra ao menos, nom haveria nengumha tentativa de adoptar este curso até que a opiniom estivesse tam desenvolvida e organizada que o perigo para o monopólio parecera iminente. Em resumo, os dous cursos som o fraude e a força, e indudavelmente num país comercial como este os recursos do fraude seriam esgotados antes de que a classe dominante recorrera ela mesma à força aberta.
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Ora eu digo que ambos estes cursos indicarám o derrubamento do governo de classe, e na minha consideraçom conduziria-se a eles mais rápidamente meiante a abstençom de prestar-lhe qualquer ajuda na forma de impulsar medidas paliativas no parlamento, e sinalando-lhe assi um modo de retardar a revoluçom; mas é algo natural que esta abstençom que nós proponhemos como um arma para conduzir à classe dominante a medidas extremas deva ser respaldada por umha opinom extendida, pola convicçom dum vasto número de persoas de que a base da sociedade deve cambiar-se, e o trabalho libertar-se meiante a aboliçom do monopólio dos meios de produçom, cujo monopólio é actualmente a base da nossa sociedade.
Mas, por suposto, a necessidade de obter este estado de opiniom nom está confinada a aqueles socialistas que defendem a abstençom da acçom parlamentar: a criaçom de socialistas deve ser um preliminar para a clarificaçom da questom: que vam fazer os socialistas? Agora está claro que o primeiro passo em direcçom a esta fim é a proposiçom dos princípios do socialismo, predicando-os tam amplamente como seja possível; isto é práticamente todo o que até o presente fumos capazes de fazer, e qualquer éxito que tiveramos na tarefa (a gente terá opinions diferentes acerca disso) temos trabalhado nel cumha energia mui considerável. Mas tem-se dito que a mera predicaçom dos princípios, nom importa quanto muito a sua aceitaçom poda implicar a acçom definida no futuro, nom é suficiente; que se deve ofrezer aos recrutas algo que fazer além de meramente aumentar o exército de predicadores dumha maneira ou de outra.
Bom, eu estou de acordo com isso, enquanto a isto, que o tempo chega num movimento tal como o nosso quando está pronto para cambiar dum mero movimento intelectual a um movimento de acçom, e que esse tempo deve aproveitar-se, e se nom hai nengum bom plano de acçom preparado o movimento adoptará um mau a falta de nengum em absoluto.
O plano ofrezido por alguns dos nossos amigos o espuxem antes como umha tentativa de tomar possessom do parlamento por meios consitucionais co propósito de utiliza-lo para propósitos inconstitucionais: esse plano considero-o um mau polas razons que tenho indicado já e tentarei exponhe-lo mais plena e consecutivamente do que fixem antes. Ainda se o plano tivo o seu nascimento de nada mais sólido que da impaciência, e o cansanço que de seguro assedia a umha pequena minoria que predica a revoluçom, é um signo esperançador que deva ser proposto, e proposto dumha maneira que nos compele, aos que nom estamos de acordo com el, a propôr algumha alternativa a el, ainda quando pensamos, como eu confesso que o fago, que todos os planos de acçom som prematuros no presente.
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Bom, eu tenho exposto umha parte do nosso plano, ou seja, suster um distanciamento estrito de tomar parte num governo cujo objecto é o mantenimento do monopólio: dira-se, por suposto, que isto nom é acçom: mas eu digo que é, se se combina, como é seguro que o fará, coa predicaçom resolta dos princípios cumha visom para a acçom quando essa devém possível sem empenha-la pola aliança coa mesma tirania que nos unimos para destruir: isto convirte-se entom no fundamento dum grande instrumento de ataque sobre umha maioria de força bruta conhecido como "o boicote". Pois antes de que podamos começar a usar isso, devemos agrupar-nos juntos pola consciência plena de que estamos oprimidos por umha classe à qual nom pode evitar oprimir-nos e a cuja opressom nom podemos evitar resistir.
Mas de novo poderá-se dizer que antes de que podamos começar a boicotar devemos ter número; como vai ser obtido mais que interessando a umha ampla parte da gente em reformas que terám um aspecto plausível do melhoramento da sua posiçom? Esta é umha questom perspicaz, mas espero poder respostar satisfatóriamente. Será assunto nosso dar um novo giro a todo o ardente descontento dos obreiros e à perpetua luita do trabalho contra o capital que está agora débil e incompletamente organizada polos sindicatos.
Esses corpos, que crescerom em poder num tempo no que o princípio do capitalismo nom era atacado, podem até que sejam radicalmente alterados tratar somentes cos seus abusos acidentais; e tenhem tamém a qualidade essencial de ser sociedades de socorro (benefit societies), que estariam mui bem se negasem os direitos do capital em conjunto e fossem corpos de luita completos; porque a empresa da sociedade de socorro significaria entom, justamente, a caixa forte do exército (army chest*); mas na actualidade, quando os direitos do capital som admitidos e todo o que se reivindica é umha parte proporcional dos benefícios, significa um tipo de socorro para os patronos, umha taxa de pobre adicional arrecadada dos obreiros.
Tal e como vam as cousas, a posiçom dos sindicatos, como nada mais que sociedades de socorro, tem-se convertido em impossível; em conjunto, o que dim aos amos é isto: Nós nom vamos intervir coa vossa gestom dos nossos assuntos exceito em tanto que podemos reduzir o vosso salário como os nossos gerentes. Nós reconhecemos que somos máquinas e que vos sodes as maos que nos guiam; mas pagaremos tam pouco como nos seja possível pola a vossa guia e vos combatiremos nesse ponto.
Bem, os amos podem contestar, e o fam: Meus amigos, vos estades a pôr fim nom aos nossos benefícios somentes, senom à nossa funçom de guia, e dado que sodes, como admitides, as nossas máquinas, quando a nossa guia se vai, vai-se tamém o vosso sustento. Nom, nós conhecemos os vossos intereses melhor do que vos mesmos, e resistiremos as vossas débiles tentativas de reduzir os nossos salários; e dado que nós organizamos o vosso trabalho e o mercado do mundo que el abastece, nós manejaremos os vossos salários entre outros assuntos.
Ora, esta é a ruela cega na que os sindicatos tenhem entrado agora: digo de novo que, se estám determinados a ter amos para manejar os seus assuntos, devem esperar em troco pagar por esse luxo. Para ir algo mais longe, devem sair dessa ruela cega e entrar na estrada aberta que conduz ao socialismo. Devem apontar a gerir os seus próprios assuntos, o que é, de facto, o assunto do mundo: lembrando que o preço que pagam polos seus chamados capitans da indústria nom é nengum simples pagamento monetário --nom um mero tributo que umha vez pago os deixa livres para fazer o que lhes praza--, senom um regulamento autoritário do curso das suas vidas, o que comerám, beberám, levarám, que casas terám, os livros, ou periódicos mais bem, que lerám, até os mesmos dias nos que tomarám os seus feriados como um rebanho de gando conduzido da quadra ao pasto.
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Bom, eu digo que o auténtico assunto dos nossos propagandistas é inspirar este objectivo de que os obreiros se convirtam nos donos dos seus próprios destinos, das suas próprias vidas, e isto pode efectuar-se quando um número suficiente deles se convenza da verdade meiante o establecimento dumha vasta organizaçom obreira --a federaçom segundo os seus ofícios, se se quere, de todos os obreiros que tenham despertado ao facto de que som escravos do monopolio e, portanto, ao ser despertados, os seus rebeldes tamém--; homes que estám convencidos de que as matérias primas e os instrumentos de trabalho somentes podem pertencer a aqueles que podem usa-los: permita-se-lhes anunciar essa transformaçom dessas cousas em propriedade comum como o seu programa, e nom se contemple qualquer outra que podam ter que fazer antes de que tenham conquistado esse programa, como o tam necessário trabalho polo caminho para capacitá-los para viver até que tenham marchado ao grande campo de batalha. Permita-se-lhes establecer, por exemplo, que salários tenhem que pagar-se por parte dos seus gerentes temporais, que número de horas pode ser convinte trabalhar; permita-se-lhes fazer arranjos para o enchimento da sua caixa forte militar (military chest*), o cuidado dos enfermos, os desempregados, os despedidos: deixe-se-lhes tamém apreender como administrar os seus próprios assuntos.
O tempo e tamém as forças me falham para dar qualquer esquema de como poderia fazer-se todo isto; mas suponhendo a formaçom de tal corpo, nom podo evitar pensar que para os dous últimos propósitos eles poderiam fazer uso do chamado plano de cooperaçom.
Ora bem, no que respeita a este grande corpo obreiro, eu espero que todos os socialistas estejam de acordo comigo em defender a sua formaçom, e tamém admitam que o progresso de tal corpo é umha obra muito grande e merece todos os nossos esforços para levar-se a cabo; onde alguns socialistas diferirám de min, será que eles nom serám capazes de ver por que todo isto nom deve ir pari passu coa acçom parlamentária.
Bem, eu tamém espero que estejam de acordo comigo em considerar necessario sinalar aos obreiros a irreconciabilidade entre o auténtico trabalho livre e o capitalismo individualista; certamente, para levar a cabo esta verdade, é necessário manter os dous campos do trabalho e do monopólio tam diferenciados como seja possivel.
Se tal organizaçom obreira, como tenho exposto ante vostede, fosse posta em pé, e tomase raizes e crescese, e se espalhase como ela, se as cousas estivesem maduras para essa ou outra forma de preparaçom para a acçom, qual seria o estado de cousas no país? Por um lado, as classes úteis associarom-se juntas para o propósito dum cámbio na base da sociedade que reconheceria a sua utilidade e a utilidade de todos os demais; que aboliria as classes em conjunto; polo outro lado, um comitê da classe inútil ou monopolista, autoritária porque possue o influjo sobre o exército, a marinha e a policia, mas sem poder algum para fazer algo mais que lançar esse poder de destruiçom a aqueles que fam todo o que se produz, e destruindo assi o seu próprio sustento junto co do seu inimigo; sem poder nengum para suborna-los meiante concessons, porque o partido do povo demanda somentes um cousa, a aboliçom da classe que pola sua parte exige governar.
Que poderia sair da oposiçom destas duas forças, a sociedade trabalhadora útil e a classe inútil que nom reivindica outra cousa que viver sobre a anterior? Que poderia provir desta oposiçom senom a destruiçom da inútil? Poderia triunfar a reacçom armada? Certamente, só durante algum tempo; isso no peor caso; mas provavelmente nem apareceria incluso para conquistar: haveria quiçais algumha tentativa débil de suprimir a associaçom popular pola força; mas seria sem entusiasmo e remataria cedo se esse partido fose verdadeiro para si mesmo e sentise o seu poder na associaçom. Qual seria a utilidade do governo autoritário, fazendo leis para gente que negase o seu direito, e sentise como seu dever evadi-las ou resisti-las em cada ponto? Nada procederia de elas, simplesmente caeriam mortas.
E agora advirta-se que este movimento, esta força para a revoluçom que pola que todos nós chamamos somentes pode desenvolver-se a partir desta oposiçom consciente dos dous poderes, a autoridade monopolista e o trabalho livre: todo o que tende a mascarar essa oposiçom, a confundi-la, debilita a força popular e da um novo arrendamento de vida à reacçom, que nom pode de facto criar nada, pode somentes apoiar-se por um tempo polo favor de tais travas em debilidades semelhantes da força popular. Se a nossa própria gente está formando parte do parlamento, os instrumentos do inimigo, eles estám ajudando a fazer as mesmas leis que nom obedeceremos. Onde está o inimigo entom? Que temos que fazer para ataca-lo?
O inimigo é um princípio, se di: certo, mas o princípio deve estar encarnado; e como pode ser encardado melhor que nessa assemblea delegada polos proprietários do monopólio para defender o monopólio em todos os aspecos? alhanar as dificuldades dos monopolistas incluso a expensas do sacrifício aparente dos seus interesses "para a melhora da sorte das classes trabalhadoras"? professar a amizade cos chamados moderados (como se puidera haver algunha moderaçom ao tratar cum monopólio, algo salvo a favor ou em contra)? em resumo, apartar a umha parte do povo do lado do povo, te-la no medio desvalida, ofuscada, cansada co compromisso incessante, ou a derrota certa, e ainda ponhe-la ante o mundo como a guardia avançada do partido revolucionário, a representante de todo o que é activo ou prático do partido do povo?
Esta é a avantage, nom especulativa senom certa, que o envio de membros socialistas ao parlamento entregaria aos reaccionários: antes, permita-se-nos tentar, o digo umha vez mais, suster um grande corpo dos obreiros fora do parlamento, chame-se o parlamento obreiro se se quere, e quando isso seja feito tenha-se seguro que os seus decretos se obedecerám e nom os do comitê de Westminster.
E seja o que seja que poda dizer-se da possiblidade de tal plano noutros países, na Bretanha é possível, porque a mera posiçom política dos obreiros é melhor aquí que em qualquer outro lugar de Europa; ainda que hai países nos que o sufrágio está mais extendido: o hábito da democracia tem ganhado influjo incluso sobre aquelas persoas e partidos que no sentimento e na aspiraçom som menos democráticos; e nom podem fazer o que quereriam, de modo que qualquer governo inglês tory (conservador) ou liberal é estorvado nas suas tentativas reaccionárias e nom se atreve a atacar a expressom da opiniom abertamente a menos que levado à desesperaçom; a associaçom obreira que tenho exposto ante vostede nom será abertamente atacada polo seu inimigo o parlamento até que seja demasiado tarde, até que tenha realizado a primeira parte da sua obra inspirando a esperança no conjunto dos obreiros, a esperança da sua gestom dos seus próprios assuntos e da libertaçom deles mesmos do monopólio.
Agora dirá-se, e por suposto verdadeiramente, que os defensores da acçom parlamentária entre nos estám justamente tam desejosos de ver establecida esta grande organizaçom obreira como o estamos nós: mas, em primeiro lugar, nom podo evitar pensar que o esquema do parlamento encontraria-se na prática pechando o passo da formaçom dessa organizaçom amplamente extendida, coa sua unicidade de objectivo e fanqueza de acçom, que me parece é o que queremos: que o esforço face o éxito no parlamento absorverá qualquer outro esforço, que tal éxito em breve chegará a ser considerado como a fim.
Contudo, pode-se dizer que podemos guardar-nos contra este erro e evita-lo; nom estou mui seguro de que isso poda ser, mas deixemos passar isso: a organizaçom na que estou pensando teria um sério ponto de diferência de qualquer que poderia formar-se como umha parte dum plano parlamentário de acçom: o seu objectivo seria actuar directamente, qualquier cousa que se fixese nela seria feita polas gentes mesmas; nom haveria, conseqüentemente, nengumha possibilidade de compromisso, de que a associaçom se convertise noutra cousa que o que pretendia ser; nada poderia tomar o seu lugar: antes, todos os seus membros nom formulariam senom umha alternativa ao éxito completo, a saber, o completo fracasso. Pode-se dizer tanto de qualquer plano que implique que os representantes da gente formem parte dum corpo cujo propósito é o escraviçamento contínuo da gente?
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Penso que podo explicar melhor o que ao meu juiço se refire a estes dous planos de acçom se aporto um esboço do que penso que aconteceria se se adoptase outro: só entendam que eu nom quero profetizar, somentes tentar delinear as conseqüências lógicas dessa adopçom.
Tomemos primeiro a política de abstençom, e começemos desde onde estamos agora, o movimento socialista ainda na sua fase intelectual: umha fase na que somentes aqueles que tenhem pensado sobre a matéria vem a necessidade de pôr a sociedad sobre umha base nova; um tempo no que a necessidade (necessity) nom é compelida neles polas suas necessidades imediatas (imm. needs). Mentres isto dure somentes aqueles unirám-se ao movimento com sinceridade, os que tenhem inteligência suficiente para aceitar os princípios e para prever os acontecimentos a partir deles; mas eles formarám um corpo sólido impossível de suprimir ou de ser desalentado pola esperança postergada justo por essa razom; ensinarám a outros, e instruirám-se meiante a ensinança; e enquanto chegue o derrubamento do sistema monopolista que se aproxima, mais íntima convicçom forçará-se nas mentes de mais e mais gente, até que finalmente as meras necessidades da vida forcem à parte principal dos obreiros a unir-se a eles; e eles nom encontrarám neles umha mera agregaçom de descontento, senom um corpo de persoas que podem ensinar os objectivos do socialismo e ser consultados serenamente sobre os seus métodos.
Eles convertirám-se entom nesse poderoso corpo do que tenho falado, o representante da sociedade da produçom, a oposiçom directa à sociedade de exploraçom que estará representada polo governo constitucional, as leis que tem elaborado e que apoia e a força bruta organizada que brande. O corpo revolucionário encontrará os seus deveres divididos em duas partes, o mantenimento da sua gente mentres as cousas estám avançando face a luita final, e a resistência à autoridade constitucional, incluindo a evasom ou desaire (disregard) das leis arbitrárias da última. As suas armas principais durante este período serám a cooperaçom e o boicote, o último incluindo todas as folgas que podam ser necessárias:
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Agora, para umha breve história do plano de acçom parlamentária: Partindo do mesmo ponto que os abstencionistas, tenhem que predicar a campanha eleitoral como umha necessidade absoluta, e dedicar-se a ela assi que seja possível: terám entom que propòr um programa de reformas deduzido dos princípios do socialismo, que admitiremos que sempre manterám à frente tanto como seja possível; necessáriamente terám que apelar por apoio (é dizer, votos) a um grande número de gente que nom som socialistas convencidos, e o seu programa de reformas será o cevo para capturar estes votos: e para o votante ordinário será este cevo o que será a matéria de interesse, e nom o princípio para cujo progresso eles proporám-se actuar como um instrumento: quando o noviço com direito ao voto lea o manifesto dum corpo parlamentar, escassamente se dará de conta da declaraçom de princípios que a encabeça, mas criticará com afinco as propostas de medidas a ser levadas a cabo que encontra baixo ela: e ainda se el vai trata-las honestamente, se lhe terá que contar que estas medidas nom som propostas como umha soluçom da questom social, senom que som --em resumo--, o cevo que se lança para el, de modo que el poda ser levado a indagar e a aceitar os verdadeiros princípios do socialismo.
De modo que será impossível tratar com el honestamente, e os deputados socialistas quando entrem no parlamento representarám um corpo de opinom heterogéneo, ultra-radical, democrático, descontento nom político, mais que um corpo de socialistas; e serám as suas opinions e preconceitos o que inclinará a acçom dos membros no parlamento. Os deputados socialistas terám que actuar com estas travas sobre eles, e qualquer cousa que proponham terá que ser umha mera matéria de compromisso: ainda incluso aquelas medidas que eles nom proponham: porque muito antes de que o seu partido se faga o suficientemente poderoso para formar ainda um grupo formidável para a aliança com outros partidos, umha seiçom ou outra de políticos ordinários servirá-se deles e impulsará medidas que passarám em curso por ser o mesmo que os socialistas tenhem estado solicitando; porque umha vez conseguidos membros do parlamento socialistas, e para o público ordinário, eles serám os representantes dos únicos socialistas.
Agora, o resultado de tal "éxito" será a necessidade dum novo programa socialista por um lado, e polo outro um acrescentamento de força para os moderados; e esta classe de cousa seguirá umha e outra vez, com polo menos um aspecto de derrota cada vez; e cada vez umha vitória temporal nom para os socialistas, senom ou para os reaccionários ou polo menos para o Partido Democrático progressivo.
Este último (sempre um partido débil e ineficaz neste país) será penetrado em certa medida cum tipo de semi-socialismo, mas perderá por este mesmo facto muitos dos seus membros para os reaccionários "moderados" por umha parte, ainda que pola outra ofrezerám umha base de recrutamento para os socialistas. Tamém deste modo isto seguirá até que ou o partido socialista no parlamento desaparece no partido democrático avançado, ou até que olhem ao seu redor e descubram que eles, ainda sendo socialistas, nom tenhem feito nada mais que proporcionar diversas oportunidades aos reaccionários para alargar a base do monopólio criando umha nova classe meia baixo o actual, e retardando assi o dia do grande cámbio. E quando eles se volvam conscientes disso e tenha sido descuberto que a acçom parlamentária foi um fracasso, que podem fazer senom iniciar todo de novo outra vez, e tentar formar dous campos, cada um dos quais consciente da sua verdadeira posiçom de ser, um os monopolistas e o outro os escravos do monopólio.
Ainda incluso suponhendo que tenham éxito e, por meio de atormentar ao parlamento constitucional coas reformas acumulativas, se manejem para levar-nos à crise da revoluçom, as suas dificuldades estariam entom longe de acabar: pois eles teriam entom que governar um povo que fora mais induzido ignorantemente ao socialismo que instruido para aceita-lo como umha necessidade entendível: e ao governar a tal gente eles teriam esta devantage, que nom teriam a educaçom que a sua ajuda na organizaçom da sociedade da produçom lhes teria proporcionado, ensinando-lhes como seria no futuro e formando os hábitos da vida social sem os quais qualquer esquema de socialismo nom é senom a roda do moinho sem a força motriz.
O seu mesmo éxito conduziria à contra-revoluçom; porque teriam que reprimir a ignoráncia, que nom se esforçaram por resolver nos seus tempos militantes, pola força bruta. Sem dúvida, esta contra-revoluçom levaria-nos ao longo a um estado de verdadeira sociedade de novo: mas, necessitamos passar por toda essa dificuldade, confusom e miséria? permita-se-nos começar a obrar contra a contra-revoluçom, estando seguros de que os que nos chamamos a nós mesmos socialistas entendemos ao que estamos apontando, e devemos sentir-nos em caso no nosso novo país quando cheguemos alí --nós e todo o que levamos ao novo país--.
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Mas nom direi nada mais no presente contra a acçom parlamentária, que alguns dos nossos amigos consideram o passo necessário agora para o progresso do socialismo, senom que mais bem tentarei resumir o que tenho dito a favor do plano de abstençom dessa acçom.
Por acima de tudo, é necesário que as classes trabalhadoras percibam a sua posiçom actual, que entendam que estám numha posiçom inferior nom acidentalmente, senom como conseqüência necessária da posiçom das classes que vivem graças ao monopólio. Quando tenham apreendido esta leiçom, eles apreenderám com ela a necessidade dum cámbio na base da sociedade: som suficientemente fortes se se associam devidamente para levar a cabo este cámbio; mas a sua devida associaçom depende do seu conhecimento de que, a partir das normas presentes da sociedade, nom conseguirám nada mais que concesons destinadas a perpetuar a sua escravitude presente: devem saber que som convidados a votar e a tomar algo de parte no governo co propósito de que podam ajudar aos seus governantes a descubrir o que deve conceder-se e que pode ser rejeitado polos obreiros; e para dar-lhes umha apariência de liberdade de acçom.
Mas os obreiros podem formar umha organizaçom que, sem prestar atençom ao parlamento, poda forçar dos governantes as concesons que podam ser necessárias no presente, e cujo objectivo seria a aboliçom total das classes e o governo monopolistas. A acçom que umha organizaçom tal estaria compelida a tomar educaria aos seus membros na administraçom, de modo que no amanhá da revoluçom fossem capazes, a partir dum conhecimento total das necessidades e capacidades dos obreiros, de levar o assuntos coa menor quantidade possível de equivocaçons, e nom faria quase nada que tivese que desfazer-se, e por isso nom ofreze nengumha oportunidade à contra-revoluçom.
Isto parece-me o caminho directo para a realizaçom do socialismo, e por conseguinte ao longo o caminho mais curto. Admito que exigirá qualidades de paciência, devoçom e esquecimento de si nos seus pioneiros, mas seria trivial dizer que a impaciência, o descuido e o egotismo nom som obstáculos para qualquer causa, e tem que luitar-se contra eles; e se o militante do socialismo nom pode contar com alistar persoas que estám algo por acima do promédio, nem com manter apartadas outras que estám mui por debaixo del, nom hai nada que poda fazer-se mais que sentar-se ainda e ver o que acontecerá. Isso, nom obstante, nós nom devemos e nom podemos faze-lo; algo devemos fazer nom importa quanto fatalistas podamos ser: a minha esperança é que o que devemos fazer mostrará-nos que somos socialistas em essência e em espírito ainda agora, quando nom podemos ser socialistas económicamente.
Notas da traduçom:
* Semelha que com military chest e army chest fam referência às caixas de resistência sindicais.