Contraportada:
«...Nas condiçons de existência do proletariado condensam-se, na sua forma mais inhumana, todas as condiçons de existência da sociedade actual; o home tem-se perdido a si mesmo mas, ao mesmo tempo, nom só tem adquirido consciência teórica dessa perda, senom que se tem visto obrigado directamente, pola miséria em adiante ineludível... a rebelar-se contra essa inhumanidade; e é por todo isto que o proletariado pode libertar-se a si mesmo.» (K. Marx / F. Engels, A Sagrada Família, 1844).
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«[No modo de produçom capitalista] o trabalho vivo aparece como alheo à força de trabalho viva, da qual é, sem embargo, o trabalho e a manifestaçom, porque tem sido cedido ao capital a cámbio [das condiçons e meios de trabalho, ou seja,] de trabalho materializado, produzido polo trabalho mesmo. A força de trabalho comporta-se com respeito a si mesma como com respeito a algo alheo, e se o capital estuvivesse disposto a pagar ao obreiro sem fazer-lhe trabalhar, este aceitaria a oferta de bom grao. O seu próprio trabalho -como a orientaçom que recebe- é-lhe, pois, alheo, do mesmo modo que a matéria prima e o instrumento. Em consequência, o produto apresenta-se-lhe tamém como umha combinaçom estrana de matéria, instrumento e trabalho, propriedade de outro; rematada a produçom, o trabalho tem-se empobrecido na medida da força vital gastada nel, e já o trabalho deve volver a começar para a força de trabalho puramente subjetiva e despojada dos seus meios de existência.
Se descobresse que os produtos do trabalho som seus, condenasse a dissociaçom das suas condiçons de realizaçom e pensasse que se lhe impóm umha situaçom intolerável, o obreiro teria conseguido umha imensa consciência -que, por outra parte, desprende-se do modo de produçom baseado no capital-. As campás dobrarám polo capital; assi, quando os escravos se derom conta de que nom podiam ser propriedade de terceiros e tomarom consciência da sua persoa, a escravitude puxo-se a vegetar artificialmente e deixou de representar por mais tempo a base da produçom.» (K. Marx, Grundrisse, 1857-59).
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«...Coa acumulaçom do capital desenvolve-se a luita de classes e, por conseguinte, a consciência de si mesmos entre os obreiros...» (K. Marx, A lei geral da acumulaçom capitalista, de O Capital, livro I, cap. 23).