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Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

 

Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Esta pergunta deve ressoar todos os dias na mente daqueles que têm sofrido injustiça. Na busca por uma resposta alguns se voltam contra Deus achando que, visto que Ele é onisciente, em parte é o responsável por tudo o que ocorre no mundo, tanto pelas coisas boas quanto pelas más.

É confortador saber que Deus não pode provar a ninguém com o mal, pois na sua essência não há lugar para nada pertencente à escuridão. O discípulo cristão Tiago escreveu sob inspiração: “Quando posto à prova, ninguém diga: “Estou sendo provado por Deus.” Pois, por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém” (Tiago 1:13). Assim, se queremos ser honestos, não podemos responsabilizar nosso Pai Celeste pelas desgraças da vida.  

Um inspirado sábio da antiguidade chamado Salomão escreveu: “O tempo e o imprevisto sobrevêm a todos eles” (Eclesiastes 7:1-2). É uma dura verdade que mostra que viver é uma atividade de alto risco. O imprevisto, que pode ocorrer na forma de fatalidades ou outras desgraças podem encurtar tanto a nossa existência quanto a dos nossos entes queridos.

 Alguns oráculos da parte de Deus são difíceis de entender, que dirá de aceitar. Jeová, o Deus vivente, inspirou Salomão a escrever: “Um nome é melhor do que bom óleo, e o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce. Melhor é ir à casa de luto, do que ir à casa de banquete, porque esse é o fim de toda a humanidade; e quem está vivo deve tomar isso ao coração.” (Eclesiastes 7:1-2).

 

Como pode o dia da morte ser melhor que o dia em que se nasce? Se analisadas sem muito cuidado estas palavras parecem provindas de alguém que perdeu a sanidade. Contudo, um olhar perspicaz revela a sabedoria divina manifestada nas entrelinhas.

 Quando alguém nasce, não se sabe que sorte de pessoa ela será. Será boa, justa, amorosa? Ou ingrata, desleal, de má índole? Mas quando alguém morre quase sempre se pode efetuar este julgamento, têm-se uma idéia de que tipo de pessoa ela foi. Mesmo assim, nosso julgamento não é o importante. Mais importante é o julgamento que Deus faz a nosso respeito, importante é o modo como somos vistos por Ele. Construímos ao longo dos anos um bom nome perante àqueles que nos rodeiam? Construímos um bom nome perante Deus? Esta é a mensagem que Salomão quis passar no texto acima.

Jesus disse certa vez: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam. Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração. (Mateus 6:19-21) Deste modo, ao passo que levamos nossa vida, é sábio de nossa parte investirmos em bens espirituais. Eles serão nos serão muito úteis quando estivermos perante Deus para prestar contas do que fizemos com a nossa vida.

Aos que foram injustiçados de modo irreparável ficam as palavras do Salvador Jesus que disse no seu famoso sermão do monte: “Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mateus 5:6). No paraíso que Jesus prometeu aos fiéis (Lucas 23:43) coisas ruins não mais ocorrerão e a injustiça será coisa do passado, pois também sob inspiração o apóstolo Pedro escreveu: ”Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça” (2 Pedro 3:13).

(c) 2005 - José Sérgio dos Santos

21/05/2005

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