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São Lucas Capítulo 9:

Os Apóstolos não puderam, mas ele o fez!

O capítulo 9 do evangelho de Lucas traz uma passagem que vista en passant esconde um ensinamento importante a respeito da relação que cada individuo pode ter com Deus.

Este capítulo inicia com Jesus dando poder e autoridade aos apóstolos sobre os demônios e para curar doenças. A partir deste momento, eles estão legalmente habilitados por Deus para exibirem prodígios extraordinários, sempre com o intuito de ajudar as pessoas a se livrarem dos seus padecimentos.

Alguns dias depois, na ausência de Jesus, um pai aflito aproxima-se dos discípulos que haviam recebido o poder divino e roga-lhes que libertem seu filho do jugo maligno de um demônio, visto que este o atormenta dia e noite.

Os discípulos tentam... Mas não conseguem.

É provável que um discípulo tenha tentado enquanto os outros apenas observavam. Como o primeiro não consegui, talvez outro tenha dito: Deixa que eu tento. Mas, ... também sem sucesso. Quem sabe um terceiro tenha dito: Deixa comigo! Vejamos se este espírito do mal não sai!... Outro fracasso.

É de se supor que o pai do menino tenha ficado decepcionado diante da impotência dos discípulos do Messias diante de um agente do mal. Como descreve o relato, o agente do maligno abusa fisicamente do inocente a ponto de deixa-lo dilacerado. Então ele resolve recorrer a Jesus como sua última esperança de cura da pobre criança.

Agora imagine a situação constrangedora na qual Jesus é colocado quando o homem diz:

Lucas 9:38-41 - “Instrutor, rogo-te que dês uma olhada no meu filho, porque ele é o meu unigênito, 39 e eis que um espírito o apanha, e ele clama repentinamente, e o espírito lança-o em convulsões, com espuma, e quase não se retira dele depois de o machucar. 40 E roguei a teus discípulos que o expulsassem, mas não puderam.”

Indignado e quem sabe envergonhado, Jesus profere sua verberação contra seus homens de confiança dizendo: Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei convosco e vos suportarei? – E acrescentou: Trazei aqui o teu filho!

Sabendo que seu confronto agora seria com o ungido de Deus, o ser maligno tenta, numa jogada suja, destruir a vida do menino. Ele o joga por terra e o agita com violência. Com palavras severas Jesus conjura a criatura imunda de modo que ela se vai e a criança fica instantaneamente curada. Todos ficam maravilhados e dão glória a Deus.

Os discípulos devem ter saído cabisbaixos, pois haviam fracassado em manifestar o poder de Deus. Felizmente Jesus corrigiu a situação a tempo.

Contudo, um outro episódio que ocorre na seqüência mostra um intrigante desfecho para este dia ruim na vida dos apóstolos.

Vejamos o relato nos versículos 49 e 50:

João disse: “Preceptor, vimos certo homem expulsar demônios pelo uso de teu nome e tentamos impedi-lo, porque ele não segue conosco.” 50 Mas Jesus disse-lhe: “Não tenteis impedi-lo, pois quem não é contra vós, é por vós.”

Como vê, o apóstolo João aproxima-se de Jesus e delata um certo homem que, usando o nome de Jesus consegue expulsar demônios. De fato o homem tinha esta capacidade, pois João usa “... vimos certo homem expulsar...”, indicado que haviam testemunhado o ocorrido. Não obstante, a sua reação e a dos outros foi de ciúme a ponto de tentarem impedi-lo. Sua justificativa era que o homem não seguia a Jesus assim como eles faziam. Mas, no íntimo se sentiam humilhados por um qualquer possuir poder para, em nome de Jesus, fazer aquilo que eles não estavam conseguindo.

Jesus reagiu dizendo: “Não tenteis impedi-lo, pois quem não é contra vós, é por vós.” Com isto Jesus indicou que o anônimo não era adversário deles, ao contrário, "todos estavam no mesmo barco", todos tinha fé em Deus, mediante Cristo. Por algum motivo, Jeová Deus concedeu poder àquele homem e, portanto ninguém devia impedi-lo.

Muito se pode aprender deste relato. Pode-se tirar a lição de que Deus aceitam cristãos independentes, que não estejam associados a qualquer grupo religioso, mas que demonstrem genuína fé em Cristo. Ora se Ele aceitou este cristão quando Jesus estava na terra, que dirá hoje com Jesus fisicamente ausente deste mundo! Outra é a de que não devemos achar que estamos com Deus e os outros estão como o Diabo. Neste relato, ambos, tanto os discípulos quanto o homem estavam com Deus, mesmo adorando a Deus de maneira diferente.

Entretanto, nem todos os que quer individualmente quer como grupo professam adorar a Deus ou ser seguidores de Cristo de fato o são. O próprio Jesus repetidas vezes condenou os que professavam servir a Deus, mas que na verdade estavam fazendo o trabalho do Diabo.

Uma boa notícia que se lê na bíblia, é que posteriormente os apóstolos dominaram o poder de fazer milagres, e de modo tão fantástico que se pode vibrar ao ler relatos como o  de Atos dos Apóstolos transcrito abaixo:

Atos 5:15-16: 15 de modo que traziam para fora os doentes, até mesmo às ruas largas, e os deitavam ali em pequenas camas e macas, a fim de que, quando Pedro estivesse passando, pelo menos a sua sombra caísse sobre alguns deles. 16 Também a multidão das cidades em volta de Jerusalém afluía, trazendo os doentes e os afligidos por espíritos impuros, e todos eles eram curados.

Louvado seja Deus!

 

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