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A imprensa da �poca entendeu que a m�quina santista n�o funcionou muito bem no primeiro jogo, ficando muito al�m de suas possibilidades. Talvez em fun��o da dura marca��o da equipe europ�ia, disposta num r�gido 4-4-2. Apesar das dificuldades, o time praiano conseguiu marcar ainda no primeiro tempo, Pel� aos 31 minutos, obrigando o Benfica a procurar um jogo mais ofensivo e, portanto, mais aberto. Aparentemente, a estrat�gia lusa daria resultados, pois logo aos 13 minutos do segundo tempo Santana empatou. O gol animou ainda mais a equipe portuguesa a procurar o ataque e facilitou as coisas para o Santos, permitindo que Coutinho aos 19, e Pel� aos 41, liquidassem o jogo, embora o mesmo Santana conseguisse diminuir aos 42. O juiz paraguaio Rubem Cabrera n�o comprometeu. Na noite de 11 de outubro, 75 mil torcedores se espremeram no Est�dio da Luz, em Lisboa, para ver o Benfica vencer ao Santos. A vit�ria apertada da equipe brasileira, em pleno Maracan�, a for�a do Benfica, tido, naquele momento, como a mais forte equipe do mundo, o gramado molhado e bastante pesado - certamente pior para o Santos - enchem de otimismo a torcida portuguesa. Para apitar, o juiz franc�s Pierre Sewinte. Na Tribuna de Honra, o embaixador do Brasil, Negr�o de Lima, foi recepcionado pelo presidente de Portugal, Am�rico Thom�s. No Brasil, fato raro, o Minist�rio da Justi�a, autorizou a transmiss�o do jogo durante o hor�rio da Voz do Brasil. Come�a o jogo e o Benfica, mostrando que tem certeza de conseguir o terceiro jogo, vai com tudo para o ataque. Aos 15 minutos Coluna, astro da equipe e da sele��o portuguesa, perde gol feito cara a cara com Gilmar. O susto acordou o time santista. Aos 17, Pepe dribla Jacinto, serve Pel� que ruma firme para o gol. Passa por Raul e Humberto, invade a �rea, e fulmina, sem apela��o, o goleiro Costa Pereira. Santos 1 X 0. O Jogo pega fogo e fica empolgante. Apenas dois minutos depois do gol santista, o sempre perigoso Eus�bio vence Gilmar, mas a bola encontra a trave do peixe. O jogo est� l� e c�. Aos 27 Pel� mostra que faz a diferen�a. Recebe de Coutinho, dribla dois zagueiros e, de novo, fulmina o pobre Costa Pereira, Santos 2 X 0. O Benfica se desespera, esquece qualquer plano t�tico, e corre atr�s do preju�zo. Se exp�e cada vez mais. N�o importa, � preciso marcar logo o gol da poss�vel rea��o. O Santos toma conta do jogo e toca a bola de forma cadenciada. Sabe que � quest�o de pouco tempo a marca��o do terceiro gol. E tem raz�o. Pel� inferniza a zaga lusa novamente. Dribla Cruz, dribla Cav�m, dribla tamb�m Jacinto e toca suavemente para Coutinho. A� � sair para o abra�o. Costa Pereira batido, a bola no canto e no placar Santos 3 X 0. O Benfica j� est� liquidado, vencido, quando mais uma vez Pel� dribla tr�s zagueiros, finaliza e Costa Pereira defende parcialmente para o pr�prio Pel�, antecipando aos desesperados defensores portugueses, tocar para o gol, anotando Santos 4 X 0. Pouco mais de 10 minutos depois Pepe tamb�m marca. Santos 5 X 0. Um Massacre. Nunca os portugueses poderiam imaginar tal placar. No final, com o Santos j� desconcentrado, o Benfica, que n�o se entregou em nenhum momento, ainda consegue marcar aos 40 (Eus�bio) e aos 44 (Santana), diminuindo o Placar. Santo 5 X 2 Benfica. O p�blico aplaude de p� aos brasileiros. Aos m�gicos brasileiros. Ao Santos Futebol Clube, o novo Campe�o Mundial.
![]() Time da final: Gilmar, Olavo, Mauro, Dalmo e Calvet, Zito, Lima, Dorval, Coutinho, Pel� e Pepe.
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