Urso-Polar
Seu nome científico é Thalarctos maritimus
da ordem dos Carnivora (carnívoro) e da família Ursidae (Ursos). O urso-polar é uma das maiores espécies
de urso. Alguns exemplares podem atingir cerca de 2 metros de comprimento e pesar 700
kilos. Embora pesado e maciço, move-se com facilidade na paisagem branca do Ártico. O
pêlo longo e gorduroso mantém seu corpo aquecido, e a camada de gordura subcutânea é
uma proteção adicional contra o frio. Bom pescador e caçador, o urso-polar investe
contra suas pressas na água ou em terra firme. Na água sente-se à vontade porque a
gordura e o ar nos pulmões permitem que ele flutue com facilidade. Além disso, as
membranas entre os dedos fazem do urso-polar um nadador mais eficiente que os outros
ursos: é o único que dispõe desse recurso.
Paciente e esperto, o urso-polar aguarda o momento em que a foca sobe a superfície
para respirar. Uma enérgica patada é suficiente para matá-la. Depois, basta puxá-la
para fora da água.
O urso-polar acasala na primavera. No outono, as fêmeas grávidas escavam uma toca e
caem num estado semi-sonolência. Os filhotes nascem nesse abrigo, durante o inverno.
A ninhada é, no máximo, de três filhotes. Estes nascem cegos e sem pêlos, e são
amamentados por cerca de três meses e meio.
Nadador lento (sua média é 4km/h), porém excepcionalmente resistente, o urso-polar
pode permanecer na água durante horas. Ao nadar, ele usa apenas as patas anteriores para
a propulsão.
Os pêlos na planta dos pés protegem o urso-polar do frio e oferecem-lhe mais firmeza
ao caminhar sobre o gelo.
A presa favorita do urso-polar é a foca, mas ocasionalmente ele ataca a
raposa-branca, o boialmiscareiro e a rena. E devora peixes como o bacalhau e o salmão

Distribuição geográfica: espécie exclusiva do
hemisfério norte, o urso-polar habita as regiões do Ártico (Alasca, norte do Canadá,
Groenlândia, extremo norte da Europa e Sibéria).
Habitat: os gelos eternos da calota polar, ilhas
do oceano glacial Ártico e as costas setentrionais da América e Eurásia.
Medidas de proteção: o meio inóspito do Ártico
torna difícil um calculo do número de ursos-polares; estima-se que existem atualmente
cerca de 20.000. Esse número reduzido é atribuido por diversos fatores - a caça de que
têm sido vítimas, ao longo do tempo, e casuais naturais. O urso-polar vive em grupos
pequenos de três ou quatro indivíduos, e, por isso, fica mais exposto a agressões
externas. A fêmea dá à luz uma vez por ano, e a cria é, no máximo, de três filhotes
com dito antes, - número muito pequeno, que não favorece o aumento da espécie. Até os
dois ou três primeiros anos de vida, os filhotes permanecem com a mãe, com quem aprendem
a caçar e a sobreviver. Nesse período, são extremamente indefesos e presas freqüentes
do lobo, um de seus inimigos naturais. O urso-polar goza de proteção na Ex-União
Soviética desde 1.956. No entanto, só em 1.973 a dinamarca, a Noruega, o Canadá, os
Estados Unidos e a própria Ex-União Soviética se assossiaram num plano internacional de
preservação da espécie. A caça foi proibida em águas internacionais, mas
reconheceu-se esse direito às populações indígenas (esquimós). Ficou terminantemente
proibida a caça de avião, um "esporte" muito praticado por milionários
norte-americanos, bem como qualquer tipo de caça motorizada. Fêmeas e filhotes gozam de
proteção absoluta.