A população mundial cresce de maneira avassaladora. Nos primeiros 1.750 anos da era cristã, os habitantes da terra passaram de 200 milhões a um bilhão.
Nos últimos 245 anos para
seis bilhões e a previsão é de que os próximos 300 anos a população do planeta
atinja nove bilhões de seres humanos.
Este crescimento explosivo e
a urbanização acelerada após a 2ª guerra mundial, resultam na utilização
predatória de recursos naturais e na degradação do meio ambiente.
Um dos maiores problemas
para se atender a esta demanda crescente de bens de consumo é a produção cada
vez mais volumosa de lixo nos centros urbanos.
Do total de lixo gerado nos
centros urbanos, calcula-se que algo entre 35% e 45% do que vai parar nos
aterros sanitários, lixões controlados ou lixões a céu aberto, são compostos
por materiais não degradáveis que podem ser reaproveitados. São resíduos que
ocupam grandes espaços, enquanto que as áreas destinadas aos aterros estão cada
vez mais escassas.
A continuar neste ritmo
acelerado de geração de resíduos, a montanha de lixo sobre a terra em 2.050
deverá chegar a um trilhão e 500 bilhões de toneladas, se transformados em
pessoas de 75 quilos, isso seria suficiente para lotar duzentos milhões de
estádios com a capacidade do Morumbi em São Paulo.
Em 2.665 cidades brasileiras
o lixo é despejado a céu aberto, isto significa mais de 50% dos municípios
brasileiros.
São produzidas 241.614
toneladas de lixo diariamente no país, destes 75% são lançados a céu aberto e
0,7% são lançados em vazadouros de áreas alagadas. Apenas 23,3% recebem
tratamento mais adequado, segundo demonstra a pesquisa nacional de saneamento
básico realizada pelo instituto
brasileiro de geografia e estatística – IBGE, em 1989.
O lixo hospitalar,
responsável por vários casos de doenças é recolhido diariamente somente em
2.442 municípios brasileiros. Do total coletado, 42,3% são despejados em
vazadouros a céu aberto, 6% são jogados em aterros, 0,4% fica em aterros de
resíduos especiais, e, 45% do lixo não têm coleta especial, sendo misturadas ao
lixo comum e depositados em vazadouros e aterros que não possuem tratamento.
O lixo industrial, por sua
vez, é coletado em 1.505 municípios dos 4.425 pesquisados. Desse total, 66% não
tem coleta especial e também se misturam ao lixo comum.
Em síntese, o brasileiro
convive com a maioria do lixo que produz. Montanhas cada vez maiores de
resíduos sólidos, representam uma série ameaça à saúde e a qualidade de vida,
e, o potencial de desenvolvimento é afetado pelo manejo inadequado das
"sobras" sólidas
DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO
Lixos são os restos das
atividades humanas, consideradas pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou
descartáveis.
Apresenta-se geralmente sob
estado sólido, semi-sólido ou semilíquido.
CLASSIFICAÇÃO DO LIXO
Existem várias formas
possíveis de se classificar o lixo. Ex. Por sua natureza física: seco e
molhado;
Por sua composição química:
matéria orgânica e matéria inorgânica;
Pelos riscos potenciais ao
meio ambiente: perigosos, não inertes e inertes (NBR 10004)
LIXO DOMICILIAR
É aquele originado da vida
diária das unidades familiares, constituídos por restos de alimentos, tais
como: cascas de frutas, verduras, produtos deteriorados, restos de alimentos,
jornais, revistas, garrafas plásticas e de vidro, embalagens em geral, papel
higiênico, fraldas descartáveis, entre outros.
LIXO COMERCIAL
É aquele originado dos
diversos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. Ex.
Supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, hotéis, restaurantes,
etc.
LIXO PÚBLICO
São aqueles resultantes dos
serviços de limpeza de vias públicas (varrição manual, varrição mecânica,
limpeza especial, limpeza de córregos e canais e de terrenos, restos de podas
de árvores e limpeza de praças e jardins e limpeza das áreas de realização de
feiras-livres).
RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE
São os resíduos produzidos
em hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias e postos
de saúde entre outros.
Tipos de resíduos gerados:
agulhas, gazes, seringas, bandagens, algodão, órgãos e tecidos removidos, meios
de cultura e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis,
remédios vencidos, e uma gama de outros resíduos.
Estes resíduos podem ser
sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos
e assépticos tais como: papéis, restos da preparação de alimentos, e outros
materiais que não entraram em contato direto com pacientes, estes resíduos
podem ser considerados como domiciliares.
LIXO DE PORTOS, AEROPORTOS,
TERMINAIS RODOVIÁRIOS E FERROVIÁRIOS
Os resíduos produzidos
nestes locais são de características sépticas ou assépticas.
Sépticas: Provoca infecção. Contém germes patogênicos.
Basicamente originam-se de material de higiene e asseio pessoal e restos de
alimentos que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados ou
países.
Assépticas: Isento de germes patogênicos, são considerados
como domiciliares.
LIXO INDUSTRIAL
É originário das diferentes
atividades industriais, portanto apresentam características e composição muito
variada, pode ser um resíduo inerte ou altamente tóxico.
Composição do resíduo:
cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plástico, papel, madeira,
fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas, etc.
LIXO AGRÍCOLA
São os resíduos sólidos das atividades agrícolas e
da pecuária, como embalagens de adubos, ração, restos de colheitas e esterco de
animal (grande escala).
ENTULHO/CALIÇA
São resíduos da construção civil como demolições e restos de obras,
solos e escavações. Este material geralmente é inerte e sendo assim, passível
de reaproveitamento.