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Com pressa o
trabalho vai esperar enquanto você mostra às crianças o
arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando. PATRICIA CLIFFORD Eu
estava com pressa. Passei
correndo pela sala de jantar usando meu melhor vestido, concentrada em me
preparar para um encontro de negócios noturno. Júlia, minha filha de
quatro anos, estava dançando ao som de sua música favorita, Cool,
do filme Amor, Sublime Amor. Eu estava com pressa, à beira de chegar atrasada. No entanto, uma vozinha dentro de mim disse: "Pare." Então parei. Olhei para ela. Aproximei-me, peguei sua mão e a rodopiei. Minha filha de sete anos, Catarina, entrou em nossa órbita e eu também a peguei. Nós três dançamos alucinadamente pela sala de jantar até chegarmos à sala de estar. Ríamos. Rodopiávamos. Será que os vizinhos podiam ver a loucura pelas janelas? Não tinha importância. A música chegou ao fim com um floreio dramático e nossa dança terminou com ela. Dei um tapinha em seus traseiros e mandei que fossem tomar banho. Elas
subiram as escadas, sem fôlego, seus risinhos ecoando pelas paredes.
Voltei aos meus afazeres. Estava dobrada para frente, enfiando papéis em
uma pasta, quando ouvi a mais nova falar para a irmã: -
Catarina, você não acha que
a mamãe é a mais melhor
de todas? Congelei.
Eu quase correra pela vida, perdendo aquele momento. Meu pensamento foi
para os prêmios e os diplomas que cobriam as paredes do meu escritório.
Nenhum prêmio, nenhuma realização que eu jamais alcançara, poderia se
comparar a isso: "Você
não acha que a mamãe é a mais melhor?" Minha
filha disse isso quando tinha quatro anos. Não espero que ela o diga com
quatorze. Mas, aos quarenta, se ela se inclinar por cima daquela caixa de
pinho para dizer adeus para o recipiente descartado da minha alma, quero
que o diga. "Mamãe
não é a mais melhor?" Não
combina com meu currículo. Mas quero isso gravado na minha lápide.
Gina
Barrett Schlesinger |