ENTREVISTA:TV CULTURA
ENTREVISTA EM "OFF" ( OU
SEJA, QUE NÃO PODEMOS OUVIR AS PERGUNTAS) DE MARIO PRATA PARA A
TV CULTURA.

- "
Meu último livro ' Diário de um Magro ', quando ele
entrou na lista dos dez mais vendidos, foi subindo,
subindo, mas ele nunca chegava em primeiro, ficava em
segundo...Em primeiro eram sempre livros de vidas
passadas, né. Aí eu resolvi ler esses livros, constatei
que era tudo ficção. Não tô menosprezando o trabalho
deles, mas pra mim, como escritor, é ficção. Mas pera
aí, também vou fazer um, e fiz. Inventei um psiquiatra,
Dr. Leonardo Ramos. É um argentino que tá aqui a mais
de vinte anos fazendo terapia, regressão...E a gente
conseguiu levantar doze vidas, e nesse livro tem
seis...Ele brinca muito comigo porque fala que eu só
coloquei os bonzinhos, tem uns mais barra pesada que não
estão no livro.
- São
três mulheres, uma bicha, um índio e um padre
português. Se eu fosse escolher os personagens que eu
fui no passado não seriam esses, sabe? Eu optaria por
outros.
- É
sempre interessante você poder conviver com você
mesmo...Mas a que eu mais me identifiquei foi o Anhangá,
que é um índio da época do descobrimento do Brasil. O
mundo dele é muito tropicalista, então Anhangá é um
personagem que eu gosto muito e a última vida que eu
tive, era a Georgette, fui uma prostituta manca duma
época linda, final do século passado em Paris, e ela
foi amante do Tou. Lautrec, ela não, eu, né? O
interessante é que eu tinha uma perna mais fina,
esquerda, e vários dos grafites, dos desenhos dele, era
eu.
- Tem
vida sofrida. Eu coma Gema, fui esposa do Dante
Aligherie, foi uma coisa muito sofrida. Eu tive nove
filhos em nove anos..E os filhos só me deram
dor-de-cabeça. Alguns morreram enquanto eu era viva...O
livro é muito engraçado e tem essa parte histórica da
pesquisa que é muito interessante. Têm receitas das
épocas, vestuário, como era a vida sexual das pessoas,
porque, normalmente, os livros sobre vidas passadas que
eu li, falam assim: ' Está em 1511 a.C....', mas não
dão o cenário, a fala, a maneira de agir, o social da
pessoa e esse livro é o contrário, tem momento
que até é mais pesquisa do que personagens."

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