clipslogo.jpg (38712 bytes)

 

 

AGENDA CULTURAL

NOT�CIAS

BARES
RESTAURANTES

TURISMO

ClipsBR.gif (2133 bytes)

NOT�CIAS

Arquivo

Direito

Economia

Esporte
Inform�tica
Brasil
Mundo
Litteratus
Personalidades
Pol�tica
Opini�o
Participe
A Revista
Anuncie
Equipe

Arquivo

A saga da cidade destruidora

A arte de representar, expressar sentimentos, passar a realidade , sonhos, ilus�es... S�o cores, formas, telas, personagens, figurinos, passos, caretas, alegrias, risos e tristezas num misto de sincronismo, m�sica e tradi��o de uma Campinas que n�o existe mais.

Campinas sempre se destacou no cen�rio nacional porque era considerada a cidade que inspirava, transpirava e aspirava cultura. Em contrapartida, tamb�m se destacou por destruir tudo que fazia parte de sua tradi��o art�stica e cultural.

H� quem diga que a cidade s� teve destruidores � frente do poder Executivo. Vejam s� o atual prefeito Francisco Amaral (PPB) com seu projeto arquitet�nico Campinas Renasce.

Parece que a cidade est� em busca do novo, do in�dito e jamais se renova. At� porque todos os projetos de reurbaniza��o ou arquitetura que foram lan�ados, nenhum foi conclu�do.

Desde 1842, quando era chamada de Vila S�o Carlos, Campinas j� come�ava a cavar seu pr�prio buraco. Para mais tarde ser apelidada de demolidora de pr�dios e, mais especificamente, de Teatros.

Em 21 de abril de 1816 foi publicado um edital para a constru��o da Casa de C�mara e Cadeia cujo terreno foi demarcado no ano de 1797. Esse pr�dio localizava-se na atual Pra�a das Andorinhas, no centro de Campinas. Resolveram transferir o pr�dio e em pouco tempo o demoliram.

Em 1887 s�o demolidas as torres da Igreja do Ros�rio. N�o contentes e alegando mau estado de conserva��o optaram por derrub�-la inteira.

Em 1939 demoliram o Teatro Rink para dar lugar ao Cine Rink que desabaria em 1951. Recentemente, a prefeitura decidiu que demoliria tamb�m o Teatro Jos� de Castro Mendes. Vereadores e cidad�os mobilizaram-se e impediram seu desabamento.

Um dos teatros mais famosos que Campinas j� teve foi o falecido Teatro Municipal Carlos Gomes, posterior ao primeiro, o Teatro S�o Carlos que tamb�m foi demolido ap�s 72 anos de efervesc�ncia cultural.

A hist�ria do Teatro Municipal Carlos Gomes come�a em 4 de julho de 1921 e sua constru��o em 1924 nos moldes do teatro Opera de Paris. Nesta �poca Miguel Penteado era o prefeito municipal. J� em 1926, a prefeitura resolveu concluir o edif�cio porque o ent�o prefeito Orosimbo Maia rescindiu o contrato com o engenheiro Mariano Montesanti.

Ap�s oito anos de espera o pr�dio do teatro foi conclu�do em 10 de setembro de 1930.

Na noite de inaugura��o, uma quarta-feira, todos os convidados congestionavam as ruas 13 de Maio e Costa Aguiar. O povo assistia a chegada das distintas fam�lias campineiras que se dirigiam ao teatro. Nesta �poca, como hoje, o povo n�o tinha acesso ao teatro, apenas a elite. A partir da�, o dia-a-dia do teatro era repleto de apresenta��es de grandes companhias de teatro, �peras, saraus, cerim�nias, eventos, bailes, entre outros que simbolizavam o encontro social da elite campineira. Com o tempo o teatro se popularizou, foi inaugurado no seu espa�o uma biblioteca, cinema e galeria de arte.

O teatro chega ao fim em novembro de 1964 quando a Secret�ria de Cultura Jaci Milani e a Secret�ria de Obras Ondina Rocha Novaes anunciam a demoli��o do teatro. Imediatamente foram suspensas todas as atividades programadas no teatro e, em seguida sua interdi��o. Alegavam irregularidades no edif�cio.

Com os laudos em m�os, o ent�o prefeito Ruy Novaes determinou a demoli��o do Teatro Municipal de Campinas.

As pe�as, em estilo italiano, que decoravam o teatro foram distribu�das por toda a cidade e regi�o, outras tombadas pelo Patrim�nio Art�stico da cidade.

A demoli��o do Teatro Municipal foi uma das coisas que mais marcou a gest�o do prefeito Ruy Hellmeister Novaes. Conhecido por suas revolu��es arquitet�nicas na cidade e suas equipes de demoli��o. Desde ent�o, ficou taxado de " O Demolidor ". Depois de 35 anos, todo o glamour do Municipal foi abaixo, virou p�.

Patr�cia Santos

Hosted by www.Geocities.ws

1