My American Life 2
My American Life 2



Prólogo
- Eu sei que nós somos inseparáveis. - disse ele.
- Eu te amo para sempre.
- Para sempre.

Os segundos passavam, e cada vez mais eu sentia ele longe de mim. Só restavam alguns dias para que minha vida virasse um buraco outra vez, para que as flores não tivessem mais cheiro, para que o sol não brilhasse mais, para que as árvores perdessem suas vidas. Restavam alguns dias para ele ir embora outra vez, para eu me sentir sozinha, sentir falta dele. Restavam só alguns dias... alguns dias. Se eu pudesse fazer qualquer coisa para que ele vivesse a eternidade comigo, mas o que? Não posso fazer nada. Tenho que acreditar que o para sempre existe, tenho que seguir... mesmo sendo difícil, mesmo sofrendo tudo... outra vez.

Capítulo 1 - Ele pode ser o rosto que não consigo esquecer

Fiquei me espreguiçando na cama, até dar vontade de levantar. Fiz minha higiene matinal, mas continuei com meu pijama de malha fria. Desci as escadas que nem uma bêbada, e bati na parede. Ri sozinha da minha falta de atenção e continuei andando rumo à cozinha. Abri a geladeira e fiquei meio minuto pensando em nada. Fechei a geladeira, e abri-a novamente para pegar um pêssego. Sentei-me a bancada da cozinha e comi o pêssego, continuando sem pensar em nada. Olhei sobre a janela. Ah! O 4º dia do ano. O sol brilhava fortemente, os pássaros cantarolavam, e o dia estava maravilhoso! Fiquei tentando adivinhar que horas eram, umas 10 da manhã no máximo.
Resolvi ver onde todos estavam.
Ouvi meu pai conversando com a minha mãe, e fui para o quintal. Meu pai estava fazendo churrasco, Sandra tomando sol, Suzan brincando com bonecas, e minha mãe ajudando papai. Sorri da cena, era linda. Me aproximei deles.
- Bom dia! - eu disse sorrindo.
- Wow, boa tarde! - disse meu pai rindo.
- Churrasco em?
- Claro, temos que aproveitar o dia.
- É... tá lindo mesmo! Vou me trocar e volto.
- ...
- Oi?
- ligou para você.
- Ah - sorri ao ouvir o nome dele. - Já ligo para ele.
Fui correndo ao meu quarto, e peguei o telefone. Disquei o número o mais rápido possível, e fiquei esperando.
~ Alô?
- !
~ Olha quem resolveu acordar!
- Ah, nem tá tão tarde.
~ Você sabe que horas são?
- Umas 10.
~ Quatro da tarde.
- QUATRO?
~ É, dorminhoca.
- Wow! Mas então... o que tá fazendo?
~ Ah, acabei de almoçar... e to arrumando umas coisas. E você?
- Meu pai tá fazendo churrasco.
~ Legal! Vamos sair para jantar?
- Vamos!
~ Eu, você, o , e o , que tal?
- Ótimo!
~ Pego você ás 7 então dorminhoca.
- Ok chatinho.
~ Beijos, te amo.
- Eu também te amo.
Desliguei o telefone sorrindo, e me joguei na cama.
Escolhi uma roupa confortável, e desci para ficar um pouco com a minha família. O churrasco do meu pai estava realmente incrível. O resto da tarde passamos jogando baralho, assistindo TV, e rindo. O ano começou com tudo...

- , o chegou! - gritou minha mãe da ponta da escada.
- Estou indo!
Dei minha última olhada no espelho, e desci saltitando.
- Oie!
Meus olhos brilharam só em vê-lo.
- Oi. - disse ele abrindo os braços.
Abrecei-o com toda a minha força possível.
- Tchau gente.
Quando fechei a porta de casa, me beijou. Igual todas as outras vezes, senti borboletas em meu estômago, fogos de artíficio no céu, e é claro, o cheiro mais íncrivel, que era o dele.
Ele parou e encostou sua testa na minha, ficamos uns 40 segundos olhando no olho do outro, até que ele sorriu. Sorri também.
- Os meninos estão nos esperando no restaurante.
- Então vamos.
Fomos andando mesmo, de mãos dadas. A lua já começava a aparecer, e em breve começariam as estrelas. Eu olhava para ele às vezes pelo canto do olho e sorria.
Chegamos ao restaurante - pizzaria - e encontramos e lá.
- Oi gente.
- Oi. - disseram eles sorrindo.
Fizemos o pedido, e ficamos esperando a pizza chegar. Fazia um bom tempo que não saíamos juntos, nós quatro. Desde quando eu comecei a namorar o . Ri sozinha ao lembrar que ele é meu namorado.
- A menina ri sozinha. - disse .
- Lembrei de umas coisas.
- De quando o enfiou a cara do no bolo?
- Eu não sabia dessa! - eu disse me matando de rir.
- Cala a boca ! - disse tacando um pacotinho de katchup.
- Você fez isso? - disse - Comigo? Não lembro!
- Ui!
- idiota!
- Ah cara, foi engraçado, coisas de infância. - disse rindo, ah o sorriso dele.
- Queria ter visto. - eu disse.
A pizza chegou, e começamos nossa refeição, mas é claro que alguém tinha que começar com suas brincadeiras.
- ... - disse .
- Que?
Splatch!
A única coisa que podíamos ver, era a cara do cheia de katchup!

- Faz tempo que não vinhamos aqui - disse deitando-se na grama ao meu lado. - Só que agora é seu né... meu pequeno e lindo esconderijo.
- É, faz tempo, 4 dias. Você quis dizer seu ex-esconderijo né? Agora é todo meu.
- Coetado dele, não vai sobreviver por tanto tempo...
- Ah, ! - eu disse rindo. - Veremos então...
- Quando eu voltar... er, é, er quero ver ele inteiro.
- Claro, quando você voltar vai estar até melhor.
Depois que ele tocou no assunto, ficamos em silêncio. Simplesmente acabou. Eu não queria me lembrar que ele estaria longe de mim mais uma vez...
- Eu preciso falar com você... - disse ele colocando sua mão em cima da minha.
- Fale. - tentei disfarçar um sorriso.
- Você sabe o quão importante é o emprego do meu pai, não sabe?
- Sei. - estremeci.
- Então... bom , lembra ano passado, nós estávamos sofrendo problemas famíliares, e financeiros...
- Sim, eu me lembro... Mas onde quer chegar?
- É que...
- Fala , tá tudo bem. - outra tentativa de sorriso fracassado.
- O emprego é muito... im-importante para meu pai, e eles... precisam..dele amanhã.
Fiquei sem falas, só respirei fundo e suspirei.
- Me desculpa... - disse . - Se fosse por mim, eu...
- , por favor, não fala nisso agora. Tá tudo bem ok? Eu sabia que isso ia acontecer, eu estou bem, é...
Ele acariciou meus cabelos, e me beijou. Ficamos um tempo depois só olhando as estrelas, estava deitada em seu peito, a batida de seu coração me acalmava e me dava motivos para continuar lutando por um final feliz perfeito.
- ... você pode me levar para casa?
- Claro.
Andamos em silêncio novamente, nenhuma palavra... Parei em frente a minha casa, e fiquei o observando.
- Até amanhã? - eu disse quebrando o silêncio.
- É... eu vou viajar de noite.
- Ok.
Abracei-o e não queria mais soltá-lo, o queria meu, para sempre, o queria do meu lado todos os minutos, todos os segundos, todo o tempo ao meu lado, queria sentir a minha música favorita, que era seu coração batendo.
- Eu te amo demais, e nada vai mudar isso, nunca - disse . - Você vai ter uma surpresa em seu quarto essa noite.
- É? O que ?
- Você descobrirá.
- Ah, me diz!
- Você já vai ver amor - disse ele me abraçando. - Vou indo, te vejo de manhã, nem pense em acordar 4 da tarde.
- Não vou. - eu disse rindo.
Ele me beijou e foi sumindo. Quando já era impossível vê-lo entrei em casa e fui correndo para o meu quarto. Encontrei na cama um buquê de rosas vermelhas cor sangue, com uma carta.
Sorri sozinha, e abri-a.
Ela pode ser o rosto que não consigo esquecer, um traço de prazer ou arrependimento, pode ser o tesouro ou, o preço que tenho que pagar, Ela pode ser a canção que o verão canta, pode ser o arrepio que o outono traz, pode ser as centenas de coisas diferentes, que acontecem em um dia, ela pode ser a bela ou a fera, pode ser a fome ou a ceia, pode se transformar todo dia em céu ou inferno, ela pode ser o espelho dos meus sonhos, um sorriso refletido em uma correnteza, ela pode não ser o que parece dentro de sua casca, ela que sempre parece feliz na multidão, cujos olhos podem ser tão reservados e tão orgulhosos, ninguém pode vê-los, quando eles choram, ela pode ser o amor que não vai durar, pode vir a mim de sombras do passado, que eu lembro até o dia que morrer, ela pode ser a razão pela qual eu sobrevivo, o porque de eu estar vivo a pessoa com quem me preocuparei nos anos dificeis, eu, levarei seu sorriso e suas lágrimas, e fazer deles minhas lembranças, por que onde ela for, eu tenho que estar ,o sentido de minha vida é ela, ela, ela...


Capítulo 2 - Eu levarei seu sorriso.

Não consegui evitar as lágrimas após ler aquela carta. Escrita com sua letra perfeita e com certeza com todo seu coração. Era íncrivel como ele tinha posse sobre mim, sobre minhas emoções.
Queria poder também escrever em um único pedaço de papel o que eu sentia por ele. Não consegueria, fato. Coloquei as rosas em um vaso ao lado de nossas fotos.
Não conseguia dormir. Relí a carta cinco vezes, até cair a ficha. Amanhã ele irá embora, irá levar a maior parte de mim. Amanhã talvez fosse o último beijo nosso do ano.
Sacudi a cabeça querendo não pensar nisso. Era inevitável não chorar. Ele é a minha vida, o motivo de acordar sorrindo.
Relí a carta pela última vez. Imaginei ele em um cavalo branco, sorrindo. E em um impulso, eu já estava dormindo.
- Acorda ! - chacoalhava-me minha mãe.
- Oque?
- Acorda!
- Que horas são? - eu disse escondendo meu rosto com a almofada.
- Onze da manhã.
- Ah, levantei.
Fui rebolando até o banheiro, e fiz minha higiene matinal. Escolhi qualquer roupa confortável e vesti-a. O 5º dia no ano não estava tão bonito assim. O céu estava nublado oque indicava que iria chover. Odeio chuva.
Desci correndo, peguei um copo de suco, e fiquei sentada no balcão. Tentei me lembrar do meu último sonho, mas não conseguia, até que, em um segundo tudo voltou a minha mente.
- O que faz aqui ? - perguntei-o.
- O que faço aqui? - disse ele rindo. - Voltei meu amor.
Fiquei paralisada só o olhando.
- Pode dizer agora que é tudo oque você queria, e me beije. - disse ele ainda rindo.
- Não posso.
- Não pode?
- Não, porque não é isso o que eu quero.

Sacudi a cabeça. Sonho imbecíl, sonho idiota. Nunca na minha vida diria isso ao homem da minha vida. Uigh.
Acabei de tomar meu suco, e fiquei sentada olhando o ponteiro do relógio. O toque do meu celular tirou minha distração. Era ele.
- Oi !
~ ! Você pode vir aqui em casa agora? Sabe... arrumar umas coisas e tal.
- Posso. - eu disse rindo.
~ O que achou do meu presente?
- Ah, o que posso dizer? Incrível, amei, chorei.
~ Oh! Que bom que gostou.
- Eu amei!
~ Own. Mas então, que horas você pode vim?
- Vou agora.
~ Ok, to te esperando, te amo.
- Também te amo.
Desliguei e fiquei brisando.
Peguei minha bolsa, avisei minha mãe e saí andando até a cada da família Jonas. O céu estava horrível, ele estragou a primeira semana do ano. Ia dar uma chuva forte, um temporal. O vento estava gelado e me encolhi, estava só com uma blusinha. Acho que não pensei na chuva quando me deu a idéia de vir a pé.
Avistei a casa, e fui correndo, mesmo sabendo que iria passar mal depois. Só queria chegar lá o mais rápido possível.
- Oi ! - disse abrindo a porta. Ele estava só com uma bermuda, e sem camiseta.
Confesso, fiquei babando.
- Oi!
Ele me beijou. Quase derreti em seus braços.
- , você correu não é? - disse .
- Só um pouco. - senti minhas buxexas corarem.
- , você sabe que não pode!
- Não vou mais fazer isso.
Cumprimentei a Sra. e o Sr. Jonas.
Subimos ao quarto de , e lá estavam , e Frankie!
- ! - disse Frankie me abraçando.
- Oi meu bebê! - disse apertando suas buxexinhas. Ele fez uma careta.
- Que bagunça!
Havia blusas, calças, brinquedos, etc. Tudo jogado no chão, na cama!
- Vamos arrumar tudo!
(...)
- Enfim. - eu disse me jogando na cama.
- Ah, conseguimos guardar tudo! - disse . - Pensei que nunca iriamos terminar!
- Mas você são bagunçeiros em! - eu disse.
- Nem, nem, só algumas bagunçinhas. - disse .
- Vou pegar sorvete - disse . - Vem comigo !
- Ok!

- Vai querer do que? - disse .
- Morango.
Fiquei sorrindo só ao vê-lo. Meu princípe encantando, a minha vida.
- Prontinho. - disse ele me dando a taça.
- Obrigada.
- Vamos assistir um filme.
Ele escolheu um lá, eu nem prestei atenção para dizer a verdade.
- Que horas são, ?
- 3 horas.
- Que horas...?
- Sete.
- Hm.
Ele me abraçou de lado, e ficamos abraçadinhos o filme todo, mesmo eu nem sabendo o nome do filme, ou o que se passava. Não conseguia prestar atenção em nada, só conseguia imaginar que dentre algumas horas, ele iria novamente. Até que eu estava um pouco calma... eu acho.
- ...
- Oi?
- O filme terminou.
- Ah! Super legal...
- Eu sei que você não assistiu, bobinha.
Ele se aproximou de mim, conseguia sentir sua respiração. Olhei-o nos olhos, senti um aperto no coração, então...ele me beijou.
As outras duas horas, ficamos fazendo coisas inúteis, e sem graça.
- Eu vou pra casa. - eu disse.
- Já?
Fomos até o portão, e ficamos parados sem mencionar nenhuma palavra.
- Eu volto antes de você ir. - eu disse suspirando.
- Tá bom então! - disse ele me abraçando.
- Eu te amo !
- Eu também , muito.
Nos beijamos, e fui embora. É claro que no caminho para casa eu chorei, e muito. As gotas de água já começavam a cair, junto com minhas lágrimas
Cheguei em casa, e fui correndo para o meu quarto. Peguei a carta e comecei a reler. Pronto, o vazio já havia voltado.
Peguei um pedaço de papel, e comecei a escrever o que eu sentia. Eu sei que não iria sair a mesma coisa, mas eu tentei. Olhei para o pequeno pedaço de papel, com minha letra horrível. Guardei em um envelope, e fiquei deitada olhando o relógio, faltava 1 hora.


~
Capítulo 3 - A minha vida, é sua.

O ponteiro do relógio estava me irritando. Aquele barulhinho irritante, uigh. Eu precisava ir á casa do agora. Mas eu não estava tão afim de despedidas, e coisas do tipo. Suspirei. Despedidas, meu ponto fraco. Eu sempre dizia para mim mesma, que não iria chorar, mas no final, eu sempre chorava.
Mas é impossível não chorar, olha o nome, despedida. Droga! Como eu fui burra. Tinha que aproveitar todos os momentos, uigh. Agora ele vai embora, e Deus sabe quando vai voltar.
Olhei para o relógio outra vez. Ótimo, ainda tenho tempo.
Meu pai me acompanhou até a casa dos Jonas, ele iria levá-los ao aeroporto. Cheguei lá, e todas as caixas, malas, etc, estavam na frente de casa. Apenas estava no portão...
Desci do carro, e sorri para ele. Meu pai entrou na casa da família, para ajudar pegar as últimas coisas. Ele se aproximou, e ficou me encarando.
- Para de me encarar. - eu disse envergonhada.
- Ainda assim! - disse ele me abraçando. - Eu sinto sua falta já.
- Eu também. Não me imagino aqui sem você.
- Ai ! - disse ele me abraçando, quase me esmagando.
- ... quero respirar.
- Ah tá. - disse ele me soltando. Rimos.
Meu pai, e a família Jonas saíram com as últimas coisas. Senti uma pontada no coração...
- Vai com a gente no aeroporto né? - disse .
Olhei para o meu pai, e ele deu os ombros.
- Vou.
No caminho, meu pai e Sr. e Sra. Jonas ficaram conversando, e eu e meus bebês ficamos zuando. Chegamos ao aeroporto, meu coração parou por um minuto, me senti gelada, olhei pelo canto do olho, .
Descemos do carro, pegamos as coisas...
- ... é agora.
- . - eu disse pegando a carta do meu bolço. - Para você.
- ...
- Não abre agora! Abre no dia que você achar que precisa abrir!
- ... - ele me abraçou.
- Vamos? - disse Sr. Jonas.
- Tchau . Eu te amo muito.
- Tchau ! Eu te amo.
- Você vai ter outro presentinho no seu quarto.
Ri.
Então ele se foram.
- Pois é. - disse meu pai me abraçando de lado. - Vamos?
- Vamos...
No carro meu pai ligou o som, e tava tocando uma música ridicula, para me ajudar. Eu não estava chorando, se eu chorasse na frente do meu pai, ele ia ter um ataque, sem mentiras.
- Vamos comprar sorvete. - disse meu pai parando na frente da padaria.
- Sorvete...
- Vai querer do que? - disse .
- Morango

Droga!
- Posso ficar no carro?
- Ok, vai querer do que?
- Morango.
- Já volto.
Não chora, não chora, não chora! Ótimo!
- Voltei menina.
Tentei sorrir.
- Sua mãe vai ficar feliz quando voltarmos com sorvete.
- Ah pai. - eu disse rindo mesmo. - Pai, como você conheceu mamãe?
- Ah - disse ele sorrindo. - Ela era nova na escola, uma metida, vivia sempre com os cabelos arrumados, e com as roupas mais cara da cidade, eu quando vi ela, odiei. Mas depois... ela não era quem eu achava que era, totalmente diferente! Diferente de todas as outras, o jeito dela me fassinava! Ela tinha assuntos diferentes, legais, sempre animada. Então... eu percebi, que toda vez que eu via ela, meu coração parecia sair pela boca, e eu sentia essas borboletas que vocês tanto dizem. Um dia tomei coragem e abri outro assunto, ela ficou em choque! - disse ele rindo - Porque nós éramos muito amigos, acho que nunca passou pela cabeça dela ser outra coisa. Mas depois, ela disse que sentia o mesmo por mim, e ficamos juntos. E hoje... - disse ele me olhando. - Temos os maiores tesouros.
- Own pai, que lindo!
- Eu sei...
Chegamos em casa, e todas estavam na sala.
- Trouxemos sorvete!
Coloquei para todos, e ficamos sentados na sala... Passar um tempo com a minha família, era a melhor coisa agora.
- Quem escolheu morango? - disse Sandra.
- Eu.
- Eca!
Depois nós ficamos assistindo a fita de casamento do meu pai, e da minha mãe. Comédia total.
- Seu vestido era um bolo. - disse Sandra rindo.
- Na época, era lindo. - disse minha mãe com os olhos brilhando.
- Olha que horrível o buquê da mamãe!
Buquê! ! Presente!
- Já volto!
Fui correndo e abri minha porta com tudo. E lá estava outro buquê, com uma carta. Abri-a, e comecei a ler...

Capítulo 4 - Toda carta...

Hoje você está tão bonita, ninguém consegue brilhar mais do que você, eu juro que é verdade. Não se preocupe com a distância, eu estou aqui se você se sentir sozinha, leia essa carta mais uma vez, e feche seus olhos, escute a minha voz, eu estou do seu lado. Ah, é oque você fez comigo, o que você fez comigo?. Eu sei que os tempos andam difíceis, mas acredite em mim menina, nós teremos a vida que queremos, acredite em mim. Eu ainda tenho tanta para te falar, se cada carta que eu escrevesse pudesse tirar seu fôlego, eu escreveria muitas, mais apaixonada por mim você ficaria, e nós teriamos tudo. Mil milhas parecem longe, mas temos aviões, carros, trens... eu ando até você se não tiver outro jeito. Nossos amigos vão rir de nós, e nós vamos rir deles, porque sabemos que eles nunca se sentiram assim, eu posso prometer a você, que pelo tempo que passamos juntos, o mundo nunca mais será o mesmo, e é a sua culpa. Esta aqui é para você, só para você. É isso oque você fez comigo... Te amo.

Ri. Ele sabia escrever oque sentia em palavras tão bonitas. Agora sim, eu tinha absolutamente certeza que ele me amava mesmo, que ele estaria comigo em todos os sentidos, e que não me deixaria, eu tinha essa certeza! Nada mais pode nós separar... é um amor verdadeiro, não é? Só oque eu precisava fazer era...acreditar, só isso.

- Preciso te matricular na escola. - dizia minha mãe enquanto pegava a lasanha do forno. - Um mês para as aulas.
- Nem me lembre - disse revirando os olhos. - Mãe... eu estava pensando.. talvez fosse melhor mudar de escola, não é?
- Não.
- Sim mãe! Iria ser mais fácil e eu...
- ... - disse ela hesitando. - essa é a sua vida. Não tente fugir dos problemas, tudo bem? Eu sei que tudo vai lembrar ele, mas você já é uma mulher! Você precisa enfrentar as coisas.. não adianta fugir do problemas, uma hora eles vão encontrá-la.
- Mas...
- Sem mas. Me ajude a colocar a mesa.
Revirei os olhos. Talvez ela não estivesse tão errada assim, talvez ela estivesse certa. Se eu tinha mesmo a absoluta certeza de que ele me amava, porque ficar tão preocupada? Bobagem.
O dia passou normal, sem nada para fazer. Minha mãe me matriculou - na mesma escola - e quis conversar comigo sobre 'coisas'. Essas coisas incluíam , e a maioria era bobagem, eu sei.
Resolvi arrumar meu quarto, estava uma bagunça total. Agora que eu estava um pouco diferente, poderia doar as roupas velhas... elas nem são mais usadas mesmo. Comecei com a caixa rosa em cima do guarda-roupa. Ela estava empoeirada, mas ainda tinha o laçinho azul-bebê. Abri-a e estava cheia de...cartas. Eram cartas de amigos, parentes, e uma carta dele! Eu não me lembro de ter recebido uma carta dele antes.
O papel retorcido e amassado estava amarelo, o envelope sem vida. Abri-o e lá estavam palavras e mais palavras escritam com uma letra perfeitamente perfeita, e com certeza.. com seu coração.
Eu tento fechar os olhos, e não pensar em nada, mas na minha mente, você aparece. Estou com medo de estar apaixonado por você, eu só quero o seu bem. Não consigo ficar ao seu lado, tento te fazer feliz, busco forças para tentar, mas você parece não perceber. Eu quero estar ao seu lado, mas você parece não querer estar do meu. Eu posso gritar eu te amo, com todas as forças, mas você não me ouvirá. Você não percebe que eu te amo, eu te amo. Tente me entender, e não me julgue por favor, você é quem me faz feliz, e isso não tem sentido sem você. Aqui agora há outro menino, totalmente diferente de quem você parece ver. Um menino idiota completamente apaixonado pela menina perfeita. Se um dia querer ver um sorriso verdadeiro em meus lábios, apenas diga eu te amo, mas seja verdadeira. Eu preciso de você.
27/11/2006.
Eu te amo.
.


Aquela.. aquela carta! Eu nunca havia lido aquela carta! Quando ele mandou? 2006? 3 anos atrás! 3 anos atrás eu escondia o maior segredo de minha vida, tentando viver ao lado de meu melhor amigo, tentando ignorar meu coração, que se quebrava a todo estante cada vez mais. 3 anos atrás...
- Essa carta é para você. - disse .
- Para mim? - me dando cartas?
- Eu... eu não sabia como dizer, então resolvi escrever... apenas leia.
Abri o envelope.
- Não! - disse ele colocando a mão na minha. - Não agora...
- Ok, então eu abrirei depois?!
- Você nunca entenderá, não é?
Então ele virou as costas e saiu andando. Virei a carta e com sua letra estava escrito ' Eu só preciso dizer que te amo'


Essa era a carta! Aquele que ele me entregou e disse para ler depois. Mas depois desse dia ele não falava mais comigo! Então... eu joguei a carta... mas... então, ele, ele me amava o tempo todo? E quando ele disse que eu nunca entenderia... era porque, ele me amava.
Uma lágrima escorreu em meu rosto. Coloquei a carta em seu envelope, e a coloquei do lado das outras.
Meu celular tocava, olhei no retrovisor e era ele.
- !
~ Oi ! Tá tudo bem?
- Tá sim e aí?
~ Ótimo.
- Que bom!
~ O que tá fazendo?
- Estava arrumando umas coisas...
~ Hm.
Peguei a carta, e abri-a novamente.
- Eu tento fechar os olhos, e não pensar em nada, mas na minha mente...
~ você aparece?
- Eu...eu nunca li essa carta! Quer dizer, eu li agora.
~ Essa carta... eu... .
- E eu fui burra! Eu chorava todos os dias, e dizia para mim mesma que você nunca me amaria, porque... ! Eu fui burra, me desculpe! Eu achava que você que me fazia sofrer mas era eu que fazia você sofrer, me desculpe!
~ Eu... eu sempre te amei , e era bem mais que amizade. Eu tinha medo... quando eu entreguei a carta, eu parei de falar com você.. porque eu achava que você nunca mais olharia na minha cara.
- E eu... ! Você sempre...
~ Sim , eu sempre te amei, desde o começo. Desde o começo o sentido da minha vida era você. Eu sempre tive a total certeza disso!
- Eu...
~ E eu sempre te amarei! O sentido da minha vida sempre vai ser você... só você.

n/a: Ah gente, eu tenho que agradecer vocês! Primeiro, vocês me entenderam e me deram forças, eu estava com medo de não entenderem, mas estava completamente enganada! Vocês são as melhores leitoras que alguma autora pode querer ter! *-* E para mim vocês são mais que leitoras, são amigas mesmo! Muito obrigada por me compreenderem, eu fiquei tão feliz, que até postei 8) USAHUEHUAHUEHAS', juro que sempre que der vou estar postando aqui, obrigada mais uma vez, bjs ♥


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