AMAZÓNIA

 

UMA FLORESTA EM VIAS DE EXTINÇÃO

 

 


"Algumas pessoas consideram a destruição da florestas tropicais em todo o mundo o mais assustador de todos os desastres ecológicos recentes, pois é algo que podem medir. As florestas tropicais, localizadas numa faixa estreita em volta do Equador, em África, na América Central e do Sul, estão a desaparecer tão rapidamente que, quando chegarmos ao ano 2000, talvez 80% já tenham desaparecido." ("50 coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra" -1993)


    Esta página tem como principal objectivo dar a conhecer um pouco o que se passa naquela que é considerada (felizmente) por muitos como o “Pulmão do Mundo”.
    A verdade é que, apesar do patriotismo de muitos sul americanos para proteger a maior floresta do mundo, são ainda bastantes aqueles que minimizam a sua importância...

    Mas de quê deriva esta importância crucial de uma floresta tropical húmida como a Amazónia?
    E porque são cada vez mais estas florestas destruídas?

 

Índice:

O Estado actual das florestas tropicais virgens

Bilhete_de_identidade:_Amazónia

Breve_descrição_desta_floresta_tropical

O porquê da importância da Floresta Amazónica

 Será possível ainda salvar a floresta amazónica?

Amazónia: Links relacionados
 
 

O Estado actual das florestas tropicais virgens

“As florestas são extremamente valiosas. Delas obtemos a madeira para construção, para o fabrico de papel ou para utilizar como combustível. E das plantas que nelas crescem, extraímos alimentos, medicamentos, cosméticos e muitos outros produtos.”

Quais os factos?

          Mas o que poderá acontecer de tão grave se estas florestas deixarem de existir?
 

 

 

 

 

Bilhete de identidade: Amazónia

 

        Amazónia:
 

 

 

 

 
 


 

 

 

 

 

Breve descrição desta floresta tropical

 

 

    A floresta tropical húmida da América do Sul é denominada também de "Inferno Verde", devido à sua impenetrabilidade, pois qualquer expedicionário encontra serias dificuldades em explorar o seu interior, protegendo-se dos inúmeros perigos, insectos e outros tantos...

   Mas quem tem a coragem de se aventurar nestas andanças, é recompensado pela magnífica presença em força da mais pura natureza.

    A vista aérea compreende um impressionante tapete interminável, verde, constituído pelas copas das árvores, mas a vista do solo não é menos deslumbrante. Troncos gigantescos, de mais de 40 m de altura e uma variedade impressionante, erguem-se sob o tecto espesso de folhas e ramos, por onde com muita dificuldade penetrará a luz do sol.

 

 
 


 
 

O porquê da importância da Floresta Amazónica
 

     São vários os problemas que afectam esta região...
 

 

 

 
A floresta Amazónica á a maior floresta equatorial do mundo, a sua bacia hidrográfica (a maior do planeta) apresenta mais de 20 mil km de vias navegáveis e possui três tipos de ecossistemas que abrigam a maioria de espécies vivas da Terra.

 
Só isto poderia salientar a sua importância crucial ao bom desenvolvimento do nosso planeta.

Mas esta floresta não apresenta somente um nível de importância para o ser humano. Não devemos nunca esquecer que a Amazónia é uma das nossas garantias para um futuro vindouro.

Porquê?

O que poderá acontecer se a destruição da floresta Amazónica não parar nos próximos tempos?

1.     É o "pulmão do mundo".

2.     É um tributo à vida e à biodiversidade.

3.     Impede a desertificação da região.   

4.     É a pátria de muitos de muitos nativos, que habitam nesta região muitos antes dos povos europeus lá terem chegado.

5.     Poderá revelar-se indispensável como a farmácia do futuro.

 
 

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    Porque é a peça mais importante na nossa reserva de oxigénio, sendo considerada o "pulmão do mundo".

    Se as árvores são os organismos vivos maiores fornecedores de energia, em termos de O2 produzido (produzem cerca de 40 % do oxigénio necessário à subsistência humana) , e biomassa acumulada, são também os maiores purificadores do ar, em CO2 absorvido.

    Sem  repetir  números que indicam quanto das áreas foram destruídas, somente na maior das Florestas tropicais refiro que, apenas em 1987, foram lançados na atmosfera cerca de 518 milhões de toneladas de carbono.

    Constituiu uma décima parte da quantidade total de combustíveis fósseis que foram lançados à atmosfera nesse ano, e ocorreu somente através de incêndios para o abate indiscriminado de vastas áreas das florestas tropicais.
 


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É também importante não esquecer que esta região é um todo tributo à vida.

A floresta Amazónica abriga dentro dela mais de 50 % das espécies vivas da Terra.

Ou seja,  qualquer ameaça séria que ponha em risco a existência desta floresta põe em causa mais de metade do nosso património biológico.

A sua perda implicaria muito mais que uma simples perda de muitas espécies, animais ou vegetais.

Mas estas florestas não devem ser encaradas como um ZOO, em que possam ser conservadas pequenas reservas para manter alguns animais no seu habitat, enquanto tudo o mais é completamente dizimado.  
 

 

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    Ao examinar-se com atenção o solo duma floresta tropical,  encontramos uma fina camada com alguns centímetros de espessura, de terra escura e fértil, mas logo seguida de um solo amarelado, formado de areia e argila, e extremamente pobre em nutrientes.

    Após cortada a vegetação nativa, resta somente uma fina camada de húmus contendo alguns nutrientes, que poderá garantir o florescimento rápido de outros tipos de vegetação, como árvores de pequeno porte, arbustos, cana, plantações para o gado...

    O problema surgirá poucos anos depois, quando essa fina camada se esgotar, pois então não existirá mais deposição de ramos e folhas mortas e, consequentemente, o solo empobrecerá irremediavelmente.
 

    Assim, aos poucos o solo que fora o sustento de uma verdadeira floresta, vai-se tornando mais pobre e nu, cada vez mais arenoso, até que se torna num deserto. Uma vez chegado a esse ponto, muito dificilmente um pequeno arbusto voltará aí a crescer. Muito menos as grandes árvores da floresta original.

Toda esta área poder-se-á transformar num deserto.

Será possível imaginar, que daqui a alguns milhares de anos,  tudo o que restará no local que foi outrora a maior floresta do mundo será cerca de seis milhões de km 2 de terras desérticas: um novo deserto, o deserto da Amazónia?
 

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E para aqueles que viveram desde à séculos no seu paraíso florestal, como se adaptariam à devastação do seu mundo?

Os nativos, até aqui representados por inúmeras tribos índias, estão em rápido desaparecimento.

Um índio que convive com este ecossistema desde à milénios, sabe como utilizá-lo sem danos de maior.

Sabe que a melhor maneira de colonizar a Amazónia é cultivando pequenas áreas de cada vez, deixando em si toda uma área inteira de floresta intacta.

E não o contrário, que parece ter um dia surgido na mente dos empresários e políticos: derrubar e utilizar toda a floresta, deixando apenas um pequeno número de reservas naturais que testemunhassem o que fora em tempos o ecossistema primitivo.

 

 

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As florestas tropicais encerram pequenos mistérios que se podem transformar em verdadeiros milagres: remédios para as mais variadas e graves doenças.

Entre as 250.000 e 550.000 espécies de plantas desconhecidas, muitas delas poderão conter uma utilização farmacopeia de extrema importância, como a cura para todo o tipo de doenças, lesões, ou até mesmo para o tratamento de doenças graves como o cancro ou a Sida.

Se tivermos em conta que somente foram estudadas cerca de 2.000 plantas, existindo ainda mais de 250.000 para estudar, muitas surpresas os biólogos e farmacêuticos podem encontrar.

Mas se esta é uma óptima notícia de final de século (quem não deseja que o homem encontre as curas para as doenças mortais destes tempos?), existe sempre o reverso da medalha.

Porque se as florestas  tropicais continuarem a serem destruídas a  200.000 km 2 por ano, poderão desaparecer ou extinguirem-se dezenas de milhar de espécies vegetais e arriscamo-nos a perder substâncias insubstituíveis para a saúde.
 
 

 

Será possível ainda salvar a floresta amazónica?

Uma exploração cuidada, uma exploração sustentável da madeira aparece como uma das alternativas mais apoiadas e relativamente benigna.

Talvez essa seja a única maneira de não transformar a Amazónia num imenso deserto de solos degradados e miséria.

Finalmente, parece que o senso começou a entrar na cabeça de muitas pessoas.

Especialmente de pessoas que resolveram, de alguma maneira, participar em campanhas que apoiam a causa quase perdida destas florestas. A Rainforest Action Networké uma delas.

Você mesmo pode ajudar nesta campanha pela conservação das florestas. Quer através de apoios financeiros a organizações como a The Rainforest Action Network, quer pressionando as autoridades e participando em campanhas que tenham em vista a preservação das florestas, ou simplesmente através de um simples boicote.

Porque não substituir as exóticas madeiras usadas em mobiliário, tábuas ou contraplacados e obtidas pelo abate de milhões de árvores numa floresta onde elas são tão necessárias, por outras madeiras , mais comuns e, quem sabe, mais baratas?

Não pense que, por na Europa não existirem florestas tropicais, estas não são necessárias. E que você, por não morar perto de alguma, é incapaz de contribuir para a sua preservação.

Porque somos responsáveis pelo erros que cometemos, e para que mais tarde esses erros não se transformem na perdição dos nossos descendentes, não podemos ficar parados.

Amazónia: Links relacionados
 

·        Rain Tree

·        In the Amazon

·        Acre Amazon Link

·        WWF Brazil

·        Rainforest

·        Forests

·        Panda

 


Bibliografia

                                             i.      Lambert, David, Planeta Terra, Edições ASA, 1985; da colecção "O mundo no ano 2000" assinada por Isaac Asimov

                                           ii.      Mundos da Natureza, Quetzal editores, Lisboa, 1995; do original: " Nature Worlds", Duncan Baird Publishers, 1994

                                          iii.      Branco, Samuel Murgel, O meio ambiente em debate, Editora Moderna, São paulo, Brasil , 1991

                                         iv.      Reckvin, Andrew, Amazónia em perigo-o assassínio de chico mendes, Círculo de leitores, 1990; do original "The burning seson-The murder of Chico mendes and the Amazon Rain Forest"

                                           v.      Quo n.º 6 Março 1996; Artigo " Uma farmácia em vias de extinção" escrito por M. Quintana e V. Toro

                                         vi.      Fórum Ambiente n.º Janeiro 1998; Artigo "AMAZÓNIA- Crónicas de uma destruição anunciada" escrito por Jorge Paiva e Jorge Palmeirim

                                        vii.      "5o coisas simples que você pode fazer para salvar a Terra", The Action Network Group



 
 

Texto e página elaborado por Célia Luisa Pinheiro Gaião, aluna de Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa-1998
 
 

 


 

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