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"Eu estou sempre aqui, olhando pela janela n�o vejo arranh�es no c�u nem discos voadores. Os c�us est�o explorados mas vazios. Existe um biombo de ossos perto daqui. Eu acho que estou meio sangrando. Eu j� sei, n�o precisa me dizer. Eu sou um fragmento g�tico. Eu sou um castelo projetado. Eu sou um slide no meio do deserto. Eu sempre quis ser isso mesmo. Uma adolescente nua, que nunca viu discos voadores, e que acaba capturada por um trovador de fala cinematogr�fica. Eu sempre quis isso mesmo: armar hier�glifos com peda�os de tudo, restos de filmes, gestos de rua, grava��es de r�dio, fragmentos de TV. Mas eu sei que os meus l�bios s�o transmuta��o de alguma coisa planet�ria. Quando eu beijo eu improviso mundos molhados. Aciono gametas guardados. Eu sou a transmuta��o de alguma coisa eletr�nica. Uma not�cia de Saturno esquecida, uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado, uma odalisca andr�ide que tinha uma grande dor, que improvisou com restos de cinema e com seu amor, um disco voador." Fragmentos do texto "Disco Voador" de Fausto Fawcet Contracapa de Maria Bethania 25 anos - Polygram, 1990 "Perguntar-te-�o como atravessar a vida, responde, como uma corda esticada sobre o abismo, belamente, cuidadosamente, impetuosamente." P�ssaro Proibido - Polygram, 1976 "N�o pode alcan�ar as estrelas quem leva a vida de rastros quem � poeira do ch�o." Drama 3� Ato - Polygram, 1973 |