CÁUSTICOS

 

Definição: emergência endoscópica.

Classificação:

-ácidos (corrosivos): Exposiçao oral ou nasal com subsequente deglutiçao de agente químico que apresente pH < 7.0, em quantidade ou concentraçao suficiente para causar lesao tecidual. Ex: H2SO4  (desentupidores; baterias de veículos; polidores de metais; limpadores de vasos sanitários); HF (polidores de metais); HCl;

-alcalinos (cáusticos propriamente dito): Esposição oral ou nasal com posterior deglutição à substância química que apresenta pH maior que 7.0 em solução, em quantidade suficiente para provocar danos aos tecidos. Em geral, são mais tóxicos que os ácidos; Alterações significativas são mais comumente observadas após ingestões de amônia, KOh, NaOH ou Hipoclorito de sódio.

Fatores de risco: A extensao da lesao depende do pH, do volume ingerido, do tempo de contacto e concentraçao da soluçao.

Quadro clínico:

dor intensa; espasmo reflexo da glote; vômitos; complicações pulmonares; lesões esofágias moderadas; lesões gástricas distais (antro, piloro); desidratação; hipotensão; choque; irritações respiratórias nas inalações; queimaduras na pele; edema de conjuntiva; lesões de córnea; estenose cicatricial do esôfago.

Patologia:

-Ácidos: necrose de coagulação;

-Bases: necrose de liquefação;

Complicações: estenose de esôfago; ca

Diagnóstico#:

Ingestao de álcalis|ácidos; Reaçao alérgica com envolvimento de vias aéreas superiores; Ingestao de cáustico ou oxidante; Ingestao de corpo estranho; Queimadura térmica; Infecçao de VAS

Diagnóstico:

Gasometria Arterial; Coagulograma; Hemograma; ECG; Eletrólitos; Glicemia; Funçao hepática e renal; Avaliaçao Radiológica: Rx de tórax e abdome; Endoscopia esôfago-gástrica, preferencialmente entre 6 e 24 horas após a exposiçao; Contraste esofagogástrico ou TC torácica podem ser úteis na detecçao de perfuração;

 

Endoscopia esôfago-gástrica (ácidos):

-Grau 0 Exame normal

-Grau 1 Edema ou hiperemia de mucosa

-Grau 2a Ulceraçoes superficiais e localizadas, friabilidade, bolhas

-Grau 2b Grau 2a mais ulceraçoes anulares confluentes

-Grau 3 Múltiplas ulceraçoes profundas, área de necrose

 

Endoscopia esôfago-gástrica (álcalis):

-Grau I: Apenas inflamação

-Grau II: poucas ulcerações, necroses focais limitadas a uma parte do esôfago

-Grau III: ulcerações múltiplas e áreas de necrose extensas envolvendo todo o esôfago e hemorragia intensa

 

*efetuar esofagoscopia endoscópica (flexível) para avaliar lesão

Tratamento:

*contra-indicações: eméticos; lavagem gástrica; neutralização; líquidos via oral; carvão ativado;

*ácidos: enxaguar ou lavar a boca com água ou soro fisiológico.

*álcalis: remover qualquer material visível da boca, com água ou solução salina

*lavar pele com água por 15  20 minutos

*demulcentes (óleo de oliva; clara de ovo; leite); controle da dor; dieta zero; Ab; corticóides (I,II); EDA; lavagem abundante em caso de contato com os olhos.

*Monitorizaçao dos sistemas cardiovascular, respiratório e renal, balanço hidroeletrolítico e ácido-básico, além de observaçao clínica

*cirurgia em casos de perfuração, peritonite, hemorragia maciça

 

-álcalis: As lesões de graus I e II devem cicatrizar completamente somente com cuidados de suporte e podem ser tratados em hospitais gerais. Pacientes com lesões de grau I geralmente podem aceitar líquidos orais, mas aqueles com lesões de grau II podem requerer um período de nutrição parenteral total ou por jejunostomia. Nas lesões de grau III, os pacientes necessitam de tratamento intensivo e requerem uso de nutrição parenteral total ou por jejunostomia até cicatrização documentada e, provavelmente, vão desenvolver estenose de esôfago.



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