TCA

 

Definição: classe de medicação empregadas no tratamento da depressão. Os ADT são potentes anticolinérgicos Ex: Imipramina; Amitriptilina; Amineptina; Clomipramina; Maprotilina; Mianserina; Nortriptilina; Trazodona

Localização:

Classificação:

-com amina secundária (ação mais rápida e duração menor): amitriptilina; doxepina;

Fisiopatologia: efeito anticolinérgico;

No Sistema Límbico, o ADT aumenta a NE e a 5HT na fenda sináptica através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos e da diminuição do número dos receptores pré-sinápticos do tipo alfa-2 adrenérgicos.

A gravidade da intoxicação decorre do seu efeito sobre o SNC e o aparelho cardio-vascular (ACV).

Quadro clínico: Os sintomas surgem nas primeiras horas e, nos casos mais graves já são evidentes na 2ª hora.

*SNC: curta fase de excitação e alucinação; mioclonia; convulsões tônico-clônicas ou distonia; coma; depressão respiratória; hipóxia; reflexos deprimidos; hipertermia.

*SNA: midríase; pele seca, ruborizada; mucosa seca; diminuição de peristaltismo; íleo paralítico; constipação; retenção urinária;

*AVC: hipotensão; arritmias ventriculares; taquicardia ventricular; ↑QRS; BAV 2o ou 3o grau; hipotensão.

Complicações: pancreatite, pseudo-obstrução intestinal, perfuração do intestino devido a excessiva distensão.

Diagnóstico#: coma de outra etiologia; intoxicação por outras drogas cardiotóxicas; distúrbios hidroeletrolíticos; doenças cardíacas.

Diagnóstico:

-clínico: história de ingestão ou depressão; sinais e sintomas característicos;

-laboratorial: hemograma; análise qualitativa no sangue e urina para TCA e metabólitos ativos; análise sanguínea de eletrólitos, glicose;

Tratamento:

-medidas gerais de suporte a vida;

-manter vias aéreas e ventilação assistida

-monitorização cardíaca;

 

*tratar coma, hipotensão, convulsões

*efetuar lavagem gástrica (evitar emese)

*administrar carvão ativado

*administrar Bicarbonato de Sódio 1 a 2 mEq/Kg IV em bolus, titule a dose para manter a duração do QRS em até 0,10s (o pH arterial não deve exceder 7.55)

 

-Observação de no mínimo por 24 horas.

-UTI;

-esvaziamento gástrico.

-Eméticos como ipeca com cautela, pois pode haver coma e a aspiração do vomito.

-Lavagem gástrica com abundante líquido. Deve ser realizado mesmo decorridas 12 horas da ingestão.

-Reativo de identificação – Forrest, que dá coloração rósea.

-Administrar carvão ativado na dose de l g/kg ou de 10 vezes a ingestão suspeitada. Doses seriadas de 25 a 50 g cada 4 horas são recomendadas.

-Medidas dialisadoras, não são recomendadas.

-Hemoperfusão com coluna de amberlite.

-Fisostigmina por via IV – 1-2 mg para adultos e 0,5 mg para crianças.

-Hipertermia, medidas físicas de esfriamento corporal.

-Convusões, administrar benzodiazepínicos.

-Correção da acidose. O objetivo é manter um pH sanguíneo entre 7,4 e 7,5.

-Fenitoína como anticonvulsivante e nas disritmias cardíacas. Doses de 40mg/min e 20 mg/min para adultos e crianças respectivamente.

-Hipotensão geralmente cede com solução fisiológica e correção da acidose, mas pode-se empregar dobutamina ou norepinefrina.

 

Contra-indicações: antiarritmicos tipo IA e IC (quinidina; procainamida; desopiramida); flumazil quando há ingestão concomitante de BDZ; fisostigmina; fenitoína; propranolol; verapanil;



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