Definição:
-lombalgia: condições de dor, dolorimento, rigidez com pouca ou sem dor, localizadas na coluna lombar;
-lombociatalgia: dor que se irradia daquela região acima delimitada, para um ou ambos membros inferiores.
-ciatalgia: dor tem início em uma ou outra das raízes da coxa, ultrapassando o(s) joelho(s), e alcançando, na maioria das vezes, o pé homolateral.
Localização: Mais de 90% das herniações discais estão localizadas nos espaços L4/L5 e L5/S1.
Etiologia: cólicas renais (cálculos e infecções), stress, distensão, estenose do canal vertebral, fraqueza muscular do tronco, longos períodos em pè ou sentado, hernias de disco, artroses (desgastes), artrites (reumatismos), inflamações de ovários, osteoporose, fraturas, deformidades congênitas e adquiridas (cifose, escoliose, lordose), desequilíbrios musculares (ex: gravidez); tumores
Fatores de risco: salto alto;;
Quadro clínico: dor localizada na região lombar que se exacerba a pequenos movimentos, acompanhada de espasmo muscular paravertebral, que acarreta escoliose antálgica; pode ser súbita, relacionada a certos tipos de movimento e quase sempre a partir de um esforço, ou dor de início insidioso, com piora gradativa.
-compressão discal: a lombalgia se inicia após um esforço bem definido;
-osteoartrose: dor intensa principalmente com fraturas; a lombalgia aparece após o repouso noturno e melhora com movimentos suaves;
-hernia de disco: dor radicular (lombo-ciática);
-estenose: claudicação neurológica (dor cede quando o paciente senta);
-metastases: dor intensa em qualquer posição; dor noturma.
Exame físico: inspeção do paciente em pé, quando se nota a escoliose antálgica caracterizada pela retificação da lordose lombar e a alteração do centro de gravidade do corpo humano; pede-se ao paciente que se incline para a frente, fletindo a coluna, movimento este muito doloroso ou até impossível de ser feito. Os movimentos de extensão e os laterais também são dolorosos.
A palpação mostra pontos dolorosos e o próprio espasmo muscular.
Os sinais neurológicos, como o sinal de Lasègue (positivo em 98% das hérnias discais), e as manobras voluntárias de Valsalva (que pioram o quadro doloroso), além de outros sinais, caracterizam o comprometimento radicular.
Diagnóstico#: tumor; lesões degenerativas;
Diagnóstico: exames: urina; US transvaginal; toque retal; Rx simples da coluna; RM; cintilografia;
A osteoporose pode ser diagnosticada pelo Rx ou pela densitometria óssea;
Nas lombalgias rebeldes, a radiografia deve ser feita e, nos casos de suspeita de hérnia distal, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
Tratamento: analgésicos; relaxantes musculares; AINES; fisioterapia.
O tratamento da lombalgia comum sem comprometimento radicular se baseia nos antiinflamatórios, analgésicos e repouso. Quando existe alteração radicular, o repouso é fundamental. Fisioterapia é recomendada na maioria dos casos e a necessidade de tratamento cirúrgico, hoje em dia, vem diminuindo cada vez mais.
-conservador: medicamentos; fisioterapia; coletes; orientação medica;
Acetaminofen (paracetamol) 500 mg, 4 a 6 vezes ao dia,
Dipirona, 500 mg, até 4 vezes ao dia
AINES
-cirúrgico
O tratamento cirúrgico da hérnia de disco está indicado nos casos com déficit neurológico grave agudo (menos de 3 semanas), com ou sem dor; na lombociatalgia hiperálgica e, nas outras de menor intensidade, apenas para os pacientes que não melhoram após 90 dias de adequado tratamento clínico
A cirurgia também está indicada: na espondilolise, com espondilolistese, e espondilolistese degenerativa, com dor lombar que não melhora com tratamento clínico; escorregamento vertebral progressivo no jovem (mesmo assintomático); lombociatalgia e claudicação neurogênica devidas a canal estreito que não responderam ao protocolo de tratamento conservador