Este texto corresponde a um
resumo incompleto [e, possivelmente, com erros]
sobre o assunto indicado.
O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial.
Para uma abordagem
adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
Este e outros resumos
encontram-se no site
www.geocities.com/claudio2ubr/medicina.
Sugestões, correções ou inclusões ao conteúdo
dos textos são bem-vindas e incentivadas.
PATOLOGIA CIRÚRGICA
Estudo anatomopatológico de órgãos ou suas partes retirados cirurgicamente (biópsias ou peças cirúrgicas). Tem como objetivo principal fornecer o diagnóstico da lesão, orientando o tratamento e o prognóstico do paciente.
O exame é precedido da realização de um procedimento cirúrgico, quer pode ser uma biópsia incisional, biópsia excisional, retirada parcial ou total de um órgão e biópsia por agulha grossa ("core biopsy").
A peça cirúrgica, acondicionada em frasco com solução de formol a 10% (10 vezes o volume da peça) deve ser entregue na sala de macroscopia logo após a cirurgia.
Para uma correta identificação na Patologia o material deve ser acompanhado de requisição preenchida com letra legível, informando o nome, prontuário, sexo, idade e cor do paciente, bem como a identificação da peça enviada, um breve resumo da sua história, suspeita clínica, data e assinatura com CRM do médico solicitante.
Existem duas modalidades principais de exame - o exame do material incluído em blocos de parafina e a biópsia por congelação.
Em alguns casos podem ser necessários procedimentos especiais, como imuno-histoquímica, microscopia eletrônica (fixado com gluteraldeído), hibridização "in situ" etc, que auxiliam para um diagnóstico mais preciso e podem fornecer índicadores prognósticos, porém retardam alguns dias a saída do laudo.
1)Inclusão em parafina
O exame anatomopatológico mais freqüente é a histopatologia com inclusão em parafina de pequenos fragmentos para confecção de um preparado histológico padrão, corado pela hematoxilina-eosina.
Quando chega ao laboratório de patologia cirúrgica a peça cirúrgica é identificada, analisada, descrita, clivada e fotografada, se necessário.
Os dados da requisição são transcritos para um livro de registros ou banco de dados em microcomputador, que serve de controle de todo o material.
Segue a análise macroscópica da peça cirúrgica: composição, tamanho, peso, coloração, consistência, superfícies externa e interna e de corte. As observações são anotadas freqüentemente acompanhadas de um desenho esquemático da peça e documentação fotográfica.
Após a clivagem, o material é incluído em blocos de parafina. Em segueida, cortes realizados no micrótomo são coletados e aderidos a uma lâmina de vidro, que vai para uma estufa para eliminar a parafina.
A coloração de rotina em histopatologia é a Hematoxilina-Eosina (H&E), que cora os núcleos em azul escuro e o citoplasma em rosa.
A próxima etapa é a observação da lâmina no microscópio e elaboração do laudo histopatológico.
O laudo final é então escrito, passado para o livro de registros e encaminhado para o arquivo da Anatomia Patológica. As lâminas, blocos de parafina, o documento original manuscrito e uma cópia datilografada são arquivados e o laudo datilografado original é enviado para o médico assistente ou entregue ao paciente. Ocasionalmente, em casos de transferência do paciente, lâminas e blocos de parafina são emprestados a outros serviços de Anatomia Patológica, como o do INCa.
2)biópsia por congelação
Procedimento rápido realizado durante o ato cirúrgico, em que é utilizado o micrótomo de congelação. Permite, além do diagnóstico durante a cirurgia da patologia do paciente, avaliar o grau de invasão do tumores pelo exame das margens cirúrgicas, linfonodos etc, orientando o cirurgião com relação à extensão do ato cirúrgico.
O fragmento retirado retirado pelo cirurgião é examinado macroscopicamente e, se necessário, seccionado e submetido a exame citopatológico.
A congelação, que dura menos de 5 minutos, vai permitir seu endurecimento a ponto se ser cortado em fatias com cerca de 5 micra de espessura. Para isto pode-se utilizar um micrótomo portátil e "bala" ou "spray" de gás carbônico ou então o criostato.
Os cortes obtidos são colocados em lâminas de vidro e corados por cerca de trinta segundos com o "azul de toluidina". O preparado é então coberto por uma lamínula de vidro e está pronto para ser observado no microscópio pelo anatomopatologista.
Por este exame tem uma pequena margem de dúvida ou erro, ocasionalmente o anatomopatologista não fornece diagnóstico e aconselhar ao cirurgião aguardar o exame do material após inclusão em parafina.