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CÂNCER DE BEXIGA

Classificação:

-Câncer Superficial de Bexiga (70%): limitado ao urotélio ou com invasão da lâmina própria: Tis (Neoplasia superficial, não papilífera, intraepitelial); Ta (Carcinoma papilífero confinado ao urotélio vesical); T1 (Carcinoma papilífero invade o tecido conjuntivo subepitelial).

-Câncer Invasivo de Bexiga: infiltram a camada muscular: T2 (Tumor invade a camada muscular: T2a invasão da muscular interna; T2b invasão da muscular externa); T3 (Tumor invade tecidos perivesicais: T3a invasão microscópica; T3b invasão macroscópica; (tumor extra-vesical); T4 (Tumor invade quaisquer dos seguintes órgãos: próstata, útero, vagina, parede abdominal, parede pélvica; T4a invasão da próstata, útero ou vagina; T4b invasão da parede pélvica ou abdominal)

-N1 (linfonodo único unilateral <= 2cm); N2 (linfonodo único entre 2-5 cm ou vários linfonodos < 5cm); N3 (linonofos > 5cm); linfonodos periaórticos;

-M1 (metástase à distância).

-estadiamento x espectativa de vida; T4: 3%

-GI (bem diferenciado); GII (moderadamente diferenciado); GIII (indiferenciado).

Epidemiologia:

Depois do câncer de próstata, os tumores de bexiga (carcinomas transicionais de bexiga) representam a neoplasia urogenital mais frequente do homem e a 5a. causa de óbito por câncer em pacientes com mais de 75 anos de idade.É três vezes mais freqüente em homens do que em mulheres. Sua incidência aumenta com a idade, geralmente ocorre após os 60 anos e é raro antes dos 40 anos

Patologia:

-Os carcinomas papilíferos de células transicionais representam mais de 94% das neoplasias malignas de bexiga, seguido do carcinoma espinocelular e adenocarcinoma com 3% e 2%, respectivamente.

-O padrão de crescimento do CB é papilífero e nodular (tumoral sólido) ou misto, em 70% e 30% dos casos, respectivamente. O padrão de crescimento nodular tem pior prognóstico do que o papilar.

-tipo histológico mais freqüente em tumores vesicais malignos da criança: rabdomiossarcoma.

Quadro clínico: Hematúria; disúria; polaciúria; urgência; dor lombar; dor pélvica; edema de m.i.; anemia;

Metástase:

As metástases hepática, óssea e visceral apresentam pior evolução clínica que a metástase linfática, de pele e de pulmão.

Diagnóstico: urografia; citologia; citoscopia; US; marcadores tumorais (antígeno de tumor vesical BTA; proteína da matriz do núcleo).

-sinal inicial: hematúria macroscópica;

-achado mais freqüente na US, urografia: falha de enchimento e perda da elasticidade da bexiga;

Tratamento: cistectomia radical + derivação urinária;

Classicamente, a reconstrução do trato urinário é feita pela ureteroileostomia cutânea. Alternativamente, pela neobexiga ortotópica ou pelo reservatório urinário continente.

No homem, a próstata é removida em monobloco com a bexiga e na mulher, a bexiga é retirada em conjunto com o útero e anexos (esvaziamento pélvico anterior).

Tumores superficiais: ressecção transuretral do tumor (RTU)

 



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