Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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SÍNDROME PIRAMIDAL

S. <Piramidal | do 1o Neurônio Motor | do Neurônio Motor Superior >:

 

-via piramidal: tracto cortico-espinhal; função motora somática; continua como (75-90%) tracto cortico-espinhal l., funículo l.; cruzado no bulbo, e (10-25%) tracto cortico-espinhal a.,funículo a., cruzado na medula;

 

Ocorre por lesão do tracto córtico-espinhal, formado por neurônios que saem do córtex frontal, giro pré-central, área motora, para fazer sinapse com o 2o neurônio motor, no corno anterior da medula.

Tais lesões causam déficits motores que interferem na execução dos movimentos. As lesões que ocorrem antes do cruzamento das fibras possuem sintomatologia contra-lateral e as que ocorrem após ipsilateral.

Na fase aguda da síndrome (2–3 semanas), devido à retirada súbita dos impulsos descendentes corticais, ocorre plegia ou paresia com arreflexia ou hiporreflexia, tanto superficial quanto profunda, e flacidez.

Com o passar do tempo ocorre hipertonia elástica, hiper-reflexia profunda, abolição dos reflexos superficiais, sinal de Babinsky, melhora motora proximal de membros, sincinesias, sinreflexia, disartria e afasia. Pode ocorrer ainda clônus, porque os reflexos extensores começam a reaparecer.

O indivíduo apresenta marcha ceifante onde há um trajeto em forma de meia-lua, sendo também denominada marcha parética espástica.

A paresia e a plegia constituem os componentes deficitários da síndrome e os demais sintomas constituem os componentes de liberação.

A hipertonia elástica (sinal do canivete) ocorre pela perda da modulação realizada pelo 1o neurônio motor sobre os núcleos extrapiramidais localizados no córtex frontal pré–motor, que passam a atuar sem oposição. Espasticidade é a hipertonia elástica acentuada.

A hiperreflexia, sobretudo flexora, ocorre pela perda da modulação facilitadora do 1o neurônio sobre o 2o neurônio extensor. Os reflexos flexores são os primeiros a se recuperar.

O primeiro reflexo a retornar é o cutâneo–plantar aberrante ou Babinski (dorsiflexão do hálux à estimulação da sola do pé).

A melhora motora proximal ocorre pois existe alguma inervação bilateral nas porções proximais.

Sincinesia é o movimento do lado plégico desencadeado por um movimento do lado normal.

As lesões da via piramidal podem ocorrer em doenças cérebro-vasculares, como no AVE da cápsula interna.

 

Resumo: Na fase aguda, plegia ou paresia com arreflexia ou hiporreflexia e flacidez. Com o passar do tempo, hipertonia elástica, hiperreflexia profunda, abolição dos reflexos superficiais, sinal de Babinsky, melhora motora proximal de membros, sincinesias, sinreflexia, disartria, afasia e clonus. Ocorre em lesão do tracto córtico-espinhal, como no AVE da cápsula interna.

 



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