Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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SÍNDROMES PERIFÉRICAS (DE RAÍZES, PLEXOS E NERVOS)

Inervação Periférica:

1. Nervos periféricos (incluindo o trajeto periférico dos nervos cranianos)

2. Plexos nervosos

3. Raízes nervosas

4. Gânglios periféricos

 

Causas:

1.Metabólicas (DM, álcool)

2.Infecciosas/Inflamatórias (difteria, doenças virais, algumas bactérias, vasculites)

3.Trauma

4.Doenças heredodegenerativas

5.Substâncias tóxicas (organofosforados, chumbo)

6.Tumores ou paraneoplasias (Hodking)

 

Sintomatologia Geral

1.Fibras motoras predominantes: fraqueza, fadigabilidade muscular, atrofia pode ou não acontecer

2.Fibras sensitivas predominantes: parestesias (queimor, formigamento, furadela), distúrbio de propiocepção e temperatura (fibras grossas e mielinizadas), dor (fibras mais superficiais, amielínicas e terminações nervosas livres)

3.Fibras do SNA: desidrose, cianose

 

Tipos:

-mononeuropatia: apenas um nervo está comprometido (ex., nervo mediano, fibular). É causada por traumatismos.

-mononeuropatia múltipla: há mais de um nervo periférico comprometido, mas em estágios diferentes. Ocorre por hanseníase (ex., nervo ulnar e auricular magno).

-polineuropatia: (vide item correspondente)

-radiculoneuropatia: quando acomete só a raiz

-poliradiculoneuropatia: mais de uma raiz

-ganglioneuropatia: um só gânglio periférico

-ganglioradiculoneurite: gânglio e raiz

-lesão plexal: lesão de plexo

 

Neurite Facial: Na paralisia facial central, apenas a parte inferior da face é acometida. Na paralisia facial periférica o quadro clínico é ipsilateral de acordo com o nível do trajeto acometido.

1) Entre o sulco bulbopontino e o osso temporal: paralisia facial periférica (acomete o andar superior e inferior da face), olho seco (lesão antes da origem do nervo grande petroso superficial que irá fazer a inervação da glândula lacrimal), perda da sensibilidade gustatória dos 2/3 anteriores da hemilíngua, perda da salivação da glândula submandibular (ambos os déficits por lesão antes da origem do nervo corda do tímpano), hiperacusia (lesão antes da origem do nervo para o músculo estapédio). Pricipal causa: compressão por neuroma do acústico (90%).

2) Dentro do osso temporal: idem ao 1), mas com lacrimejamento normal (após a origem do nervo petroso).

Principal causa: trauma ocasionando secção ou compressão. O aparecimento dos sinais e sintomas pode ser agudo (até 24 horas depois do trauma), subagudo (até 72 hoas depois), crônico (maior que 72 horas) devido ao processo de degeneração Walleriana.

3) Após o forame estilomastóideo: apenas a paralisia facial periférica

Principal tipo: paralisia de Bell (é idiopática, porém comumente associada a  história de “choque térmico”; etiologias virais tem sido implicadas)

Tratamento: para pacientes com menos de 35 anos: prednisona. Para pacientes com mais de 35 anos recomendando-se o uso de complexo B com neurotróficos (Citoneurin, Benerva); Fisioterapia.

Neuralgia do Trigêmio:

Geralmente após os 65 anos. Dor aguda lancinante em salvas refratária a analgésicos associada a uma zona de gatilho, postura antiálgica. Pode ser causado por compressão de um vaso sobre o gânglio trigeminal localizado no cavum de Meckel que só é confirmada na cirurgia.

Tratamento: 1) Carbamazepina. 2) Alcoolização do nervo ou de uma raiz 3) Cirurgia.

Neurite do oculomotor:

Causas: traumática, infecciosa, tóxica, [DM]

Quadro clínico: oftalmoplegia: lateralização do globo ocular, estrabismo divergente na mirada contralateral à lesão, ptose palpebral, midríase. Tratamento: prednisona, fisioterapia. Infecção: Atb

Síndrome Radicular

Lesão na raiz posterior, que leva impulsos sensitivos para o corno posterior da medula. Causa ao longo da raiz acometida; dor que piora com o aumento da pressão intra-espinal devido à distensão da bainha subaracnóide que envolve a raiz. Exemplos: tabes dorsalis, herpes zoster, tumor da medula raquiana, hérnia de disco intervertebral. 

Síndrome do Nervo Periférico

-Geralmente o nervo periférico é misto, motor e sensitivo. Há paresia ou plegia, se o nervo for motor ou misto, hipoestesia ou anestesia, se o nervo for sensitivo ou misto, e hiporreflexia profunda. Causas: degeneração mielínica, degeneração Walleriana (degeneração mielínica por trauma) e degeneração axonal (compromete o axônio e a bainha de mielina).

-Lesão do neurônio motor inferior: monoparesia (de acordo com a raiz), hipotonia, abolição de reflexos profundos (tendinosos), atrofia muscular, reflexos cutâneo-abdominal presente e cutâneo-plantar em flexão (normal), fasciculações (contrações involuntárias de uma unidade motora).

-A lesão de fibras aferentes periféricas causa alteração de sensibilidade do território cutâneo de sua inervação. Lesão de raiz nervosa causa anestesia em faixa do dermátomo correspondente.

Síndrome do  2o Neurônio Motor:

Lesão no neurônio motor do tronco cerebral ou no corno anterior da medula, que envia impulsos para a musculatura voluntária via nervo periférico, geralmente misto, motor e sensitivo. Tais lesões costumam se exteriorizar ipsilateralmente por hipotonia, arreflexia, sem sinal de Babinski, atrofia muscular rápida e miofasciculações.. Um exemplo é a paralisia infantil ou poliomielite. Na paralisia do 1o neurônio motor, hipertonia, reflexos exaltados, sinal de Babisnki, o músculo quase não se atrofia.

 



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