Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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SÍNDROME EXTRA-PIRAMIDAL

As vias extrapiramidais são formadas pelos tractos vestíbulo-espinhal, retículo-espinhal, rubro-espinhal e tecto-espinhal. Elas são necessárias para que a via piramidal possa fazer o controle da motricidade voluntária. Sua função é regular tônus, postura e movimentos, sobretudo os automáticos.

 

As síndromes extrapiramidais ocorrem por lesão em neurônios motores corticais (córtex frontal pré–motor) ou subcorticais (gânglios da base, tálamo, subtálamo, formação reticular), cujos axônios não decussam nas pirâmides. Causam distúrbios de movimento como acinesia/hipocinesia, hipertonia plástica (sinal da roda denteada), hipercinesia (tremor de repouso).

 

As principais síndromes extrapiramidais são a síndrome de Parkinson e as síndromes causadores dos movimentos involuntários como coréia, balismo, atetose, distonia e discinesia (tremores).

 

a) Parkinson (bradicinesia, tremor involuntário, rigidez, fascies amímica)

b) Mioclonias (contração abrupta e breve de grupamentos musculares)

c) Coréia (contrações musculares bruscas, arrítmicas, breves porém mais duradouras que as mioclonias)

d) Distonias (movimentos lentos e amplos geralmente de porções proximais de membros, tronco e pescoço produzindo contorções e posturas anômalas)

e) Atetose (parecida com as distonias só que cometendo porções distais dos membros e com movimentos menos amplos)

f) Balismos (movimentos amplos, bruscos e violentos de grandes grupos musculares proximais)

g) Tremores involuntários

 

Síndrome de Parkinson: marcha em passos curtos (petit pass), mudança do centro de massa (o indivíduo pode não conseguir parar se não encontrar um obstáculo; o corpo encontra-se inclinado para frente e os joelhos semi-fletidos), fácies parkinsoniana (inexpressiva), tremor de repouso, hipertonia plástica, bradicinesia (movimentos lentos) e bradipsiquismo (o indivíduo demora a responder aos estímulos). A síndrome de Parkinson pode fazer parte da doença de Parkinson mas também pode ser secundária a tumores na região dos núcleos da base, comprometendo o circuito dopaminérgico. Outras causas são o AVE isquêmico e medicação por tempo prolongado (metoclopramida, cinarizina, flurolizina, haloperidol, butirofenonas,...); Vírus lento; Trauma; Intoxicação por monóxido de carbono; Idiopático.

 

A síndrome de Parkinson se manifesta por qualquer combinação das seguintes seis características básicas: tremor em repouso; rigidez; bradicinesia – hipocinesia; postura fletida –“posição de esquiador”; perda dos reflexos posturais; fenômeno da parada. Para um diagnóstico definido, pelo menos 2 têm de estar presentes, sendo pelo menos uma delas o tremor em repouso ou a bradicinesia.

 

O parkinsonismo pode ser por: Medicamentos (metoclopramida, flurolizina, haloperidol, butirofenonas,...); Vírus lento; Trauma; Intoxicação por monóxido de carbono; Idiopático.

 

Tratamento: derivados de L-dopa e agonistas dopaminérgicos + anticolinérgicos.

 



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