TRANSPLANTE RENAL

 

Definição: substituição dos rins doentes por um rim saudável de um doador.

Todo o paciente renal crônico pode se submeter a um transplante desde que apresente algumas condições clínicas como: suportar uma cirurgia, com duração de 4 a 6 horas; não ter lesões em outros órgãos que impeçam o transplante, como cirrose, câncer ou acidentes vasculares; não ter infecção ou focos ativos na urina, nos dentes, tuberculose ou fungos; e não ter problemas imunológicos adquiridos por muitas transfusões ou várias gestações.

O TR apresenta melhor custo/benefício que a hemodiáli-se ou CAPD e o paciente passa a desfrutar de uma qualidade de vida superior após o funcionamento de seu novo órgão. As taxas de sobrevida pós-TR são bastante superiores àquelas dos pacientes em hemodiálise ou CAPD.

É muito importante em todo o transplante, seja de doador vivo ou não que o sangue e os tecidos sejam compatíveis. Essa semelhança evita que o sistema de defesa imunológica do receptor estranhe o novo rim e o rejeite. Para isso, são feitos exames da tipagem sangüínea (ABO) e dos antígenos dos glóbulos brancos (HLA).

O transplante de doador vivo é um processo que segue os seguintes passos:

1: São afastadas as contra-indicações de ordem física e de fundo emocional;

2: Compara-se o grupo sangüíneo do doador e do receptor que devem ser compatíveis;

3: Verifica-se a compatibilidade (HLA), semelhança entre o receptor e o doador;

4: Estuda-se o doador para verificar se pode doar sem prejuízos e se não tem alguma doença;

5: Estuda-se o receptor para verificar se não está sensibilizado para evitar crise aguda de rejeição contra o rim doado;

6: Deve-se começar antes da cirurgia o tratamento com os imunossupressores;

As contra-indicações absolutas são: a) incurável (tu malígno e infecção); b) recusa do doente; c) distúrbio psiquiátrico; d) doença neurológica grave;

As contra-indicações relativas são: a) doença do trato urinário baixo; b) doença crônica cardio-pulmonar; c) doença aortoilíaca; d) doença venosa ilíaca-cava; e) doença renal c/ alta probabilidade de recidiva

Complicações: nefropatia crônica do enxerto; rejeição guda; imunossupressão inadequada; tipagem HLA ruim; funcionamento atrasado do enxerto; rim doado de mulher; doados com HA ou hiperlipidemia; toxicidade por ciclosporina; CMV infecção.



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