Definição: A hemodiálise usa um dialisador, ou filtro especial, para limpar sangue. O dialisador é conectado a uma máquina. Durante o tratamento, o sangue flui por tubos para o dialisador. O dialisador filtra os resíduos e o excesso de líquido. O sangue limpo flui através de outro tudo de volta para o corpo.
Classificação:
-intermitente
(convencional): o método baseia-se na retirada rápida de solutos e líquidos em
pouco tempo, constituindo uma sessão de hemodiálise. O esquema padrão consiste
de 3x4h/sem;
-contínua: os métodos
contínuos retiram líquido e solutos lentamente durante um período prolongado,
geralmente de 24-48h. Indicado para paciente com IRA ou IRC agudizada, em
estado crítico, com instabilidade hemodinâmica, hipotensão severa ou choque.
Princípos Básicos: uma membrana de celofane com poros minúsculos é interposta entre o sangue e um líquido (ou fluido) de limpeza ou líquido de diálise. O sangue tem uma concentração muito alta de moléculas de produtos inúteis do sangue, que não existem no fluído de diálise. Esse fluído aquecido a 38º C é composto em geral por 100 litros de uma mistura de água e vários tipos de compostos (bicarbonato de sódio, cloreto de potássio e sódio, magnésio, cálcio e glicose).
Na diálise as moléculas de resíduos metabólicos do sangue tendem a atravessar a membrana do dialisador em direção ao líquido de limpeza, uma solução menos concentrada. A passagem das moléculas sanguíneas para o fluído dialisador continua até que a concentração dos dois líquidos se iguale totalmente. O tamanho do orifício da membrana impede que moléculas grandes como são os glóbulos e proteínas do sangue passem para o líquido dialisador e se percam.
Há dois modos de se ligar o paciente ao hemodialisador.
-No primeiro, mais usado em pessoas que vão precisar de poucas sessões de diálise, insere-se um tubo de plástico muito delgado numa artéria e outro numa veia do doente, que fica assim conectado à máquina.
-Para um arranjo mais permanente
usa-se um procedimento chamado fístula. Nele une-se cirurgicamente uma veia e
uma artéria superficiais. Depois de umas seis semanas, a conexão fica com as
paredes bem espessas e pode então ser perfurada continuamente com agulhas
ligadas à máquina por tubos plásticos próprios.
Indicações: pacientes musculosos ou obesos; problemas abdominais (hérnias; estmas; cirurgia recente); lombalgia crônica; hipoalbuminemia; más condições sócio-economicas e educacionais; problemas psiquiátricos.
Complicações: hipotensão;
anafilaxia; cãibras; hipertensão arterial aguda; pseudo-gota; demência;
trombose; pericardite uremica; prurido..
Obs:
-Com o objetivo de evitar a coagulação do sangue no interior da máquina ou nas conexões, injeta-se heparina na tubulação.
-É importante que não haja formação de bolhas no sangue, pois sua presença na circulação do paciente poderia causar obstrução dos vasos sanguíneos pulmonares. Para evitar esse problema há um "detector de bolhas" no hemodialisador.
-É necessário utilizar uma bomba para forçar o sangue através da membrana do hemodialisador, pois se o sangue chegar frio ao paciente seu corpo entra rapidamente em hipotermia.
-A freqüência com que um paciente precisa ser submetido à diálise depende da gravidade de sua doença renal e das condições de ligação arteriovenosa com a máquina. Mas a maioria dos pacientes renais crônicos precisam de duas a três sessões semanais de hemodiálise, cada uma com duração de duas a quatro horas.