DOENÇA DIVERTICULAR DO CÓLON

 

Definição:

*Divertículos: herniações (cavidades) que se desenvolvem na parede de um órgão oco, variando de tamanho de alguns milímetros a vários centímetros.

*Diverticulose (doença diverticular): presença de divertículos na parede do cólon

*Divertículite: inflamação do divertículo, que pode evoluir para fístula.

Localização: usualmente no sigmóide ou na metade esquerda do intestino grosso;

Classificação:

-hipertônica: restrita ao sigmóide, os divertículos são de colo longo, como uma raquete; mais propensa a complicações

-hipotônica: doença difusa, mais comum;

Epidemiologia: principalmente 60-80 anos

Etiologia:

-hipertônica: hipermotilidade da musculatura;

-hipotônica: diverticulose cerrada simples;

Fisiopatologia:

A doença é precedida por uma alteração muscular na parede do intestino.

-hipertônica: a alteração muscular é uma elevação do tônus, por aumento da força de contração dos músculos da parede intestinal, o que aumenta a pressão intestinal e causa a hipertrofia desta musculatura; está associado a menor volume fecal à ser expelido devido à ingestão de dietas pobres em fibras e outros fatores, dentre eles os emocionais;

-hipotônica: a alteração muscular é a redução do tônus, decorrente do enfraquecimento da parede muscular que ocorre por envelhecimento ou doença. Os divertículos hipotônicos são formados quando a parede do intestino, com a camada muscular adelgaçada, permite que a pressão interna elevada por constipação crônica ou uso de laxativos, por exemplo, empurre a mucosa pelo ponto mais fraco, pelo orifício por onde penetra a artéria que vai nutrir a mucosa.

Fatores de risco: contipação intestinal; enfraquecimento da musculatura colônica.

Quadro clínico: assintomático; prisão de ventre; dor abdominal intermitente em QIE; alteração do ritmo intestinal; fezes em cíbalo;. alça sigmóide palpável e dolorosa.

Diverticulite: dor abdominal aguda no QIE; constipação; massa palpável no QIE; perda de sangue pelo ânus; febre e leucocitose.

Diverticulite: dor intensa e persistente, geralmente na fossa ilíaca esquerda ou hipogástrio; náuseas, vômitos; diarréia ou constipação; febre; dor à palpação; perda de sangue pelo ânus; leucocitose; pode ocorrer sinais de irritação peritoneal

Exame físico:

diverticulite: massa palpável na fossa ilíaca esquerda ou hipogástrio

Complicações: perfuração do intestino; abscesso; formação de fístula; diverticulite e hemorragia maciça;

Diagnóstico#: apendicite aguda; neoplasia colorretal; colite isquemica; doença intestinal inflamatória; torçãoou cisto ovariano; parasitoses.

Diagnóstico: retossigmoidoscopia; colonoscopia; imagem; TC; clister opaco; cintilografia com radio-isótopos, arteriografia.

-retossigmoidoscopia e colonoscopia: auxiliam no diagnóstico diferencial com carcinoma ou outras lesões inflamatórias.

-clister opaco: demonstra a presença de divertículos; Sinais radiográficos característicos: espessamento da parede colonica > 4mm; atenuação da gordura; abscessos; divertículos

-exames laboratoriais: leucocitose;

-na fase aguda são contra-indicados colonoscopia e clister opaco; o diagnóstico deve ser confirmado preferencialmente por TC.

Tratamento: clínico; cirúrgico

*Diverticulose:

-clínico: A dor requer tratamento com analgésicos . O de primeira escolha é a Pentazocima , na dose de 0,5 mg / Kg de peso corporal , por via intramuscular. Obstipação: dieta rica em fibras vegetais (presentes nas cascas de cereais, casca e bagaço de frutas, talos de folhas)

-cirurgico: instabilidade hemodinâmica persistente, necessidade de grandes transfusões sanguíneas, hemorragias recorrentes; fístulas; obstrução intestinal parcial persistente. A cirurgia corresponde a hemicoloctomia parcial, com retirada do segmento onde se encontra o sangramento. Quando não é possível a localização , resta a colectomia abdominal total.

*Diverticulite:

-clínico: dieta oral zero; atividade física moderada ou repouso no leito, nos casos mais graves; dieta líquida, sem resíduos (pobre em fibras vegetais); tranqüilizantes menores e anticolinérgicos suaves, em geral em associação; ampicilina, VO, 2g/d; hidratação venosa; nos casos mais graves, administração parenteral de antieméticos (metoclopramida), gentamicina (5mg/kg/d) + clindamicina (1,2-2,7g/d) ou cefoxitina (4-6g/d), IV por 7-10d;

-cirúrgico (ressecção segmentar do cólon acometido): tratamento clínico não é eficaz; obstrução intestinal; abscesso, perfuração livre para a cavidade; fístula; sepse urinária a partir de fístula colovesical; peritonite generalizada. O tratamento consiste em ressecção segmentar do cólon acometido (geralmente o cólon esquerdo ou o sigmóide), podendo ser acompanhada de colostomia temporária.

Profilaxia: Para as pessoas assintomáticas recomenda-se uma dieta rica em fibras (farelo de trigo não processado; pão integral; cereais, legumes, vegetais, frutas, etc)



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