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Definição: inflamação na tireóide
Classificação:
-Hashimoto (linfocítica crônica): doença auto-imune na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireóide levando a uma inflamação crônica.
-mixedema primário (tireoidite atrófica):
-silenciosa (linfocítica transitória)
-pós-parto (linfocítica após o parto)
Epidemiologia:
-Hashimoto: mais freqüente em mulheres e em pessoas com predisposição genética,
Fisiopatologia: predisposição genética + fatores ambientais => quebra da auto-tolerância => ativação de células T específicas auto-reativas => doença auto-imune da tireóide.
-Hashimoto: o próprio organismo desenvolve anticorpos anti-tireóide (anti-tireomicrossomais, anti-tireoperoxidase ou anti-tireoglobulina). Em sua fase inicial, o processo inflamatório leva a uma ruptura dos folículos tireoidianos causando um hipertireoidismo transitório; com o cessar do processo, o indivíduo retorna a um estado de eutireoidismo ou até mesmo hipotireoidismo, dependendo do grau da lesão folicular.
Quadro clínico: pode alternar estados hipo e hipertireoideos, terminando em hipo.
-Hashimoto: O sinal principal é um bócio (aumento de volume da tireóide) indolor; as manifestações podem ser do tipo hipo-, hiper- ou eutireoidismo. Em geral o quadro é de diminuição gradativa de funcionamento da tiróide (hipotireoidismo).
Exame físico:
-Hashimoto: tireóide aumentada, firme, não dolorosa, lisa ou levemente irregular, sem nódulos isolados, em geral simétrica e difusa.
Diagnóstico#:
-doença de Graves: a captação tireoidiana de iodo radioativo é tipicamente baixa na tireoidite de Hashimoto e alta na doença de Graves;
Doenças co-existentes: vitiligo, doenças auto-imunes tais como anemia perniciosa, atrofia auto-imune da supra renal, atrite reumatóide, hepatite ativa crônica, LES, doença de Sjogren, DM, miastenia grave, candidíase, hepatite auto-imune.
Diagnóstico:
-Hashimoto: clínico; dosagem de TSH, T4 livre e anticorpos anti-tireóide (anti-tireomicrossomais, anti-tireoperoxidase ou anti-tireoglobulina); captação com Iodo 131; biópsia por aspiração com agulha fina.
O diagnóstico da doença de Hashimoto é confirmado por concentrações elevadas de anticorpos anti-tireoideanos.
A biópsia é importante para estabelecer o diagnóstico em pacientes mais jovens e naqueles com bócio eutireoideano, nos quais a doença não é evidente pelas provas de laboratório.
Tratamento: em caso de hipotireoidismo, tratamento com hormônios da tireóide; cirurgia indicada em pacientes nos quais não se pode excluir o câncer da tireóide ou em outros com sintomas compressivos ou bócios muito grandes que não respondem a terapêutica supressiva com hormônio da tireóide.