Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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SÍNDROME HIPEROSMOLAR NÃO CETÓTICA

Definição: desordem metabólica de instalação insidiosa que em geral se apresenta no diabetes tipo2, caracterizada por hiperglicemia extrema, hiperosmolaridade e desidratação profunda resultante de diurese persistente que levam a um estado mental variado.

Fisiopatologia: a resistência insulínica e o aumento de hormônios contra-reguladores leva a um quadro de hiperglicemia extrema que acarreta um estado tal de hiperosmolaridade que leva a uma depleção intracelular de água e a uma diurese osmótica persistente. A cetoacidose é discreta ou ausente pois há insulina suficiente para inibir a cetogênese hepática.

Diagnóstico #:

-síndrome hiperosmolar não cetótica: presença de insulina; gh, glucagon, catecolaminas, cortisol aumentados; lipólise: diminuída; hiperglicemia mais acentuada.

-cetoacidose diabética: pouca ou nenhuma insulina; gh, glucagon, catecolaminas, cortisol: muito aumentados; lipólise: aumentada

Quadro clínico: hiperglicemia grave; desidratação; hiperosmolaridade; ausência de cetonúria; poliúria; polidipsia; alterações a nível de SNC (sonolência; fadiga; sinais neurológicos focais; confusão mental; convulsões; coma).

Laboratório: glicose plasmática > 600 mg/dl; osmolaridade plasmática > 330 mOsm / Kg; ausência de níveis mínimos de cetonas no soro; cetonúria mínima ou ausente; pH < 7,3; bicarbonato > 20 mEq/l; “Na” baixo, normal ou alto (desidratação grave); K normal ou aumentado na admissão, posteriormente diminuído; glicosúria maciça; leucocitose com desvio para a direita sem que haja infecção pela desidratação; Acidose lática (devido a hipovolemia); acidose metabólica discreta ou ausente; enzimas séricas aumentadas (a acidose mimetiza o infarto); cloretos diminuídos ou aumentados.

Fatores precipitantes: infecção (pneumonia); doença intercorrente (AVC); ingesta aumentada de glicose, falta de ingesta líquida, falta de insulina; grandes queimados; IR; uso de medicamentos (difenilhidantoina; tiazídicos; corticóides; somatostatina); uso de drogas (cocaína); álcool;

Tratamento: hidratação; insulinoterapia; reposição eletrolítica; identificar e tratar fatores desencadeantes.

Prevenção:  ingesta líquida; atenção à infecções; alimentação controlada; companhamento médico.

 



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