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Definição: doença aguda infecciosa das meninges e do encéfalo; em que há formação de exsudato inflamatório no espaço sub-aracnóideo.
Epidemiologia: mais freqüente nos meses frios, favorecido pela aglomeração intradomiciliar
Distribuição Geográfica: universal;
Etiologia: bacteremias (95%); trauma crânio-encefãlico (TCE); otites médias; traumatismo raquimedular; Agentes: Estreptococo pneumoniae (pneumococo); Neisseria meningitidis (meningococo); Haemophilus influenzae; Estreptococo grupo B; E. coli; Bacilos G-; Listeria monocytogene;
-RN(0-3m): Estreptococos grupo B; E. coli; Bacilos G-; Listeria;
-Lactentes e Crianças (3 meses a 5 anos): H. influenzae; pneumococo; meningococo
-5-60a: pneumococo; meningococo
->60a: pneumococo; meningococo; G-; listeria.
Reservatório: Homem doente ou portador
Transmissão: A transmissão se dá por via respiratória, de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas
Período de Incubação: 3 a 4 (2 a 10) d
Período de Transmissão: Em geral, até 24h após início do tratamento
Fisiopatologia (?):
-as bacteremias tem a infecção da orofaringe como foco de origem; a bactéria atravessa o epêndima e faz reação inflamatória ao redor dos vasos subaracnóideos e dos feixes nervosos; a presença de elementos inflamatórios leva ao aumento da pressão intracraniana, que desencadeia os sintomas.
Quadro clínico: confusão mental; cefaléia; contração da musculatura paravertebral; vômitos; irritabilidade; abaulamento da fontanela anterior; papiledema; paralisia facial; bradicardia; rigidez de nuca;
-Lactentes: hiper ou hipotermia; prostação; choro constante; irritabilidade; choro à mobilização da cabeça; abaulamento das fontanelas (PIC; edema); sonolência, torpor, coma; vômitos, diarréia
-Crianças maiores que 1 ano: Sd. Infecciosa (febre, anorexia, mialgia, prostração); Sd. Neurológica (rigidez de nuca, hiperestesia, hemiparesia, fotofobia, crise convulsiva, Sinal de Kernig e Brudzinski); Sd. de HIC (cefaléia, vômito, anisocoria, bradicardia, alteração do nível de consciência)
-Outras Manifestações: lesões cutâneas: meningite por meningococo: desde petéquias até bolhas hemorrágicas - lesões tipo vasculites, de coloração violácea, não desaparecem a digito-pressão
Exame físico: Sinais meningeos: rigidez da nuca. Brudzinski; Kernig; Lasegue
Achados Laboratoriais: caracterizada por LCR. turvo, com proteinorraquia aumentada, glicorraquia diminuída e hipercitose á custa de leucócitos polimorfonucleares alterados; Legenda: Normal; Bacteriana; Asséptica; Neuro tb; CIE: contraimunoeletroforese
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N |
B |
A |
N |
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Celularidade |
0-4 |
>500 |
<500 |
<500 |
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PMN (%) |
0 |
>75 |
<25 |
<25 |
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Ptn |
40 |
>40 |
<40 |
>40 |
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Glicose |
>40 |
<40 |
>40 |
<40 |
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Bacterioscopia |
- |
+ |
- |
+ |
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Cultura |
- |
+ |
- |
+ |
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CIE |
- |
+ |
- |
- |
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Aglut Látex |
- |
+ |
- |
- |
Complicações: neurológicas (surdez; empiema subdural); sistemica (CIVD); febre; vasculite (petéquias).
Diagnóstico#: encefalite por herpes vírus; hemorragia subaracnóidea; neurotuberculose; toxoplasmose; neurocriptococose; sífilis
Diagnóstico: clínico; punção lombar. Se uma pessoa está infectada, o liquor apresenta pus.
-contra-indicações de PL: presença de infecção cutânea no local da punção (absoluta); sinais de hipertensão craniana e crianças trombocitopênicas (relativa)
Tratamento: antibióticos (penicilina G cristalina IV); isolamento (meningococo); antibioterapia; hidratação; ventilação; controle de convulsões; controle de temperatura; correção de anemia.
*0-3m: (ampicilina + gentamicina); ou ceftriaxona (C3), em caso de Listeria;
*3m-5a: (ampicilina ou penicilina) + cloranfenicol; C3
*>5 anos: ampicilina ou P cristalina (pneumococo); ceftriaxona (C3): pode começar por ceftriaxona; depois do antibiograma, se for pneumococo, pode mudar para P cristalina;
*idosos e imunossuprimidos: igual a infância.
-Tempo de Tratameno:
--H. influenzae: 10 dias (variação 14-21 dias)
--meningococo: 7 dias ( variação 5-10 dias)
--pneumococo: 14 dias ( 10 -21 dias)
--enterobactérias: 21 dias no mínimo
--estafilococo: 21 dias no mínimo
Prognóstico: Em caso de complicações, 80% dos doentes podem morrer.
Imunidade: específica para cada subgrupo
Profilaxia: rifampicina (600 mg 12/12h) para pais, irmãos, médicos, pessoas que ficaram em contato com a criança por pelo menos 4 horas. Usar máscara em caso de meningococo;
Prevenção: evitar locais
fechados com aglomerações, em especial no inverno, e procurar um médico em caso
de contato com pessoas doentes. A vacinação é indicada quando há epidemia da
doença e imuniza por 3 a 4 anos.
Medidas de Controle: Controle de Contatos; Controle de Portadores; Vacinas; Isolamento; Desinfecção;
Obs:
-A doença meningocócica pode se apresentar sob a forma de uma infecção na nasofaringe, com sintomas localizados ou sem manifestações; como uma septicemia grave (meningococcemia), caracterizada por mal-estar súbito, febre alta, calafrios, prostração, acompanhada de manifestações hemorrágicas na pele (petéquias e equimoses); e, ainda, sob a forma de meningite de início súbito, com febre, cefaléia intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca, além de outros sinais de irritação meníngea.