Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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ACIDENTE OFÍDICO

Classificação: botrópico (~90%); crotálico (~10%); elapídico (~0,5%):

Quadro clínico:

*Acidente Botrópico: resposta inflamatória (dor, edema, rubor); ação necrótica (cianose; bolhas; equimoses; linfadenite; perda tecidual; hemorragias); no local da picada as manifestações mais freqüentes são edema, dor, equimose e sangramento. Alterações sistêmicas, como a incoagulabilidade sangüínea (avaliada pela determinação do tempo de coagulação), pode ser acompanhada de fenômenos hemorrágicos como gengivorragia, hematúria, sangramentos por ferimentos recentes. Oligoanúria e/ou altera-ções hemodinâmicas, como hipotensão arterial persistente e cho-que, definem os casos como graves.

*Acidente Crotálico: ação mitóxica sistâmica, neurotóxica, coagulante, nefrotóxica; o veneno provoca miosite e mionecrose e neurotoxicidade; o quadro local é pouco expressivo, não há edema ou dor, eventualmente sendo referida parestesia local. Das manifestações sistêmicas, o quadro neuroparalítico é de aparecimento precoce caracterizando-se por ptose palpebral, diplopia e oftalmoplegia. Mialgia generalizada, acompanhada de mioglobinú-ria, se manifesta cerca de 6 a 12 horas após o acidente, podendo haver evolução para insuficiência renal aguda, causa maior de óbito desse grupo.

*Acidente Elapídico: o quadro neuroparalítico se manifesta por ptose palpebral, diplopia, mialgia e dispnéia, podendo evoluir para insuficiência respiratória aguda e óbito.

Exame físico:

Complicações:

-acidente botrópico: IrnA; infecções

-acidente crotálico: IRn

-acidente elapídico: paralisia do diafragma e da musculatura acessória da respiração.

Diagnóstico: provas de coagulação, determinação do Tempo de Coagulação (TC), hemograma, dosagens de uréia e creatinina, eletrólitos, creatinofosfoquinase (CPK), desidrogenase láctica (LDH) e aldolase, exames de urina

Achados Laboratoriais: O tempo de coagulação (TC) e de tromboplastina parcial ativada (TTPA) são aumentados pela ação coagulante do veneno.

Tratamento:

-acidente botrópico: soro anti-botrópico; Nos acidentes considerados leves (edema,TC normal ou alterado) deve-se administrar 4 (quatro) ampolas de soro anti-botrópico (SAB), endovenoso. Nos acidentes moderados (edema evidente, alterações sistêmicas), administra-se 8 (oito)ampolas de SAB. Em acidentes graves, com edema intenso, alterações sistêmicas evidentes) o tratamento consiste na adeministração de 12 (doze) ampolas de SAB. Deve-se, ainda, avaliar a necessidade de antibioticoterapia.

-acidente crotálico: alcalinizar e diluir a urina; neutralizar o veneno: soro anti-crotálico; O tratamento consiste na neutralização através de soro anti-crotálico, classificando o acidente desde leve, tratando com 5  ampolas, moderado, com 10  ampolas e grave, com 20  ampolas.

-acidente laquético: No tratamento deve se utilizado o soro anti-laquético de 10 a 20 ampolas.

-acidente elapídico: anti-elapídico; intubação; ventilação. administração endovenosa de 10 ampolas de soro anti-elapídico.

 



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