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EDEMA AGUDO DE PULMÃO

Definição: acúmulo de líquido nos alvéolos pulmonares, devido à excessiva transudação de fluido dos capilares para os espaços alveolares, via interstício pulmonar.

Classificação:

-Cardiogênico: Pressão diastólica de altéria pulmonar > 25 mmHg, avaliada pelo monitorização cardíaca com cateter de Swan-Ganz.

-Não cardiogênico: SARA

Etiologia:

-Cardiogênico: pressão venosa pulmonar aumentada (sem IVE; secundária a IVE; secundária a ↑PAP); pressão oncótica plasmática diminuiída (hipoalbuminemia).

-Não cardiogênico: ↓pressão intersticial; ↑permeabilidade da mb alvéolo-capilar (SARA); insuficiência linfática; edema de altitude; asma; embolia pulmonar

Fisiopatologia: o edema intersticial ocorre em função de a) aumento da pressão intracapilar média (Pc) ou da pressão oncótica intersticial (Poi), ou de b) diminuição da pressão média do líquido intersticial (Pi), da pressão oncótica do plasma (Pop); d) diminuição do fluxo linfático (Qlinf); d) aumento da permeabilidade capilar

Acúmulo de líquido = K[(Pc-Pi) – C (Pop – Poi)] – Qlinf

Elevações na pressão intravascular resultam em abertura dos desmossomos endoteliais, seguido de ruptura das zônulas de oclusão entre as células do revestimento alveolar, com aumento da permeabilidade para as macromoléculas; e ocorre edema alveolar, devido ao extravasamento de líquido. Com a ruptura ainda mais intensa da mb alveolocapilar, o líquido edematoso alaga os alvéolos e as vias respiratórias, instalando edema pulmonar clínico franco; a troca gasosa fica gravemente comprometida, com agravamento da hipóxia;

Quadro clínico: sudorese; pele fria; cianose; taquipnéia; BAN; tiragem intercostal; acentuação da fossa supra-clavicular;

Exame físico: estertores bolhosos bilaterais e roncos; cianose; taquipnéia; BAN; tiragem intercostal; acentuação da fossa supraclavicular; hiperfonese de B2 e B3;

Estudo Radiológico: borramento difuso dos campos pulmonares, com maior densidade nas regiões hilares proximais; linhas A, B e C de Kerley; desaparecimento da trama vascular.

-evidências radiológicas de hipertensão venocapilar pulmonar: redistribuição de fluxo sangüíneo pulmonar, com cefalização dos vasos pulmonares e linhas de Kerley)

-edema alveolar: visto no Rx como em "asa de borboleta"

Diagnóstico#: asma (tem sibilos); EAG alretações de fundo de olho e PAP > 25 mmHg. A morfina melhora TEP; mas piora asma, ao contrário de a adrenalina.

Diagnóstico: clínico; ECG; Rx tórax; hemograma e bioquímica; gasoemtria; cateter de Swan-Ganz (pressão da a. pulmonar > 25mmHg).

Suspeita-se de edema agudo de pulmão quando um paciente apresenta início súbito de tosse, dispnéia intensa (que pode ser sibilante), angústia de morte iminente, estertores crepitantes em todos os campos pulmonares associado (ou não) a estertores bolhosos (denunciando presença de edema alveolar), galope ventricular da disfunção ventricular esquerda, e evidências radiológicas de hipertensão venocapilar pulmonar, edema alveolar e, usualmente, cardiomegalia.

Tratamento: O2; morfina; diuréticos de alça (furosemida); nitroprussiato de sódio (PA>100mmHg); inotrópicos (dobutamina ou dopamina); aminofilina;

Diagnóstico:

*Classe I: a)História clínica e exame físico dirigidos; b)ECG de 12 derivações; c)Monitorização eletrocardiográfica contínua; d)Laboratório: Hemograma Completo; eletrólitos, ureia, creatinina e enzimas cardíacas; e) Oximetria de pulso e Gasometria arterial; f)Rx Tórax; g)Ecocardiografia; h)Cateterismo cardiaco / arteriografia coronaria para os casos suspeitos de DAC (se intervenção de urgência para IAM estiver indicada; ou para determinar a causa de refratariedade ao tratamento do EAP)

*Classe II: a)Pressão arterial invasiva (PAM); b)Ecocardiografia trnsesofágica; c)Balanço hidrico rigoroso

*Classe III: Procedimentos maiores (e.g., cateterismo cardiaco e arteriografia coronaria) em pacientes portadores de doença terminal concomitante ou que não seja candidato a intervenção cardiovascular de emergência.

Tratamento:

-Oxigênio: primeira coisa; aumenta a pressão intra-alveolar, reduz a transudação de líquidos e o retorno venoso para o tórax, diminuindo a pressão capilar pulmonar; O2 a 100% preferencialmente sob pressão positiva

-Morfina: atenua a ansiedade, reduz os estímulos vasoconstritores adrenérgicos da circulação venosa e arteriolar; 2-5 mg IV em doses repetidas;

-Furosemida: diuréticos de alça intravenosos iniciam uma diurese rápida, reduzem o volume sanguíneo circulante e aceleram a atenuação do edema pulmonar; 40-100 mg

-Inotrópicos: dopamina; dobutamina;

-aminofilina: 240-480 mg IV; redução do broncoespasmo, aumento do fluxo sanguíneo e renal; aumento da excrreção de sódio e melhora da contratilidade miocárdica.

 



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