Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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VENTILAÇÃO MECÂNICA √

Indicações clínicas:

-anestesia inalatória profunda;

-uso de bloqueadores neuromusculares;

-procedimentos laparoscópicos, cardíacos e toracopulmonares;

-comprometimento da ventilação devido ao posicionamento do paciente;

-comprometimento acentuado da função cardíaca e pulmonar (ex: SARA; ICC; pneumotórax);

-aumento da pressão intracraniana.

Indicações Laboratoriais:

-PaO2 < 70 mmHg;

-PaCo2 > 50

-FR > 35 irpm;

-Capacidade vital < 15 ml/Kg;

-Força inspiratória < 25 cm H2O;

-P(A-a)O2 > 450 mmHg;

-PaO2/FiO2 < 200

-Volume corrente < 5 ml/Kg;

-Saturação de O2 < 90%

Objetivos clínicos:

-reverter hipoxemia (sinais: taquipnéia; agitação; dispnéia); tratar acidose; diminuir fadiga da musculatura respiratória;

Fisiopatologia:

*Durante a anestesia geral, a excursão da caixa torácica é quase abolida e os músculos intercostais estão inativos, de forma que há uma resposta ventilatória diminuída ao aumento da PaCO2 e uma diminuição da capacidade residual funcional, podendo comprometer a relação ventilação/perfusão (V/Q) em algumas áreas e inclusive ocorrer atelectasias destas áreas.

Devido a essas alterações presentes durante a anestesia e no pós-operatório imediato, principalmente após cirurgia de abdome superior ou torácica, torna-se freqüentemente necessário o controle parcial ou total da ventilação.

*Efeitos

-hemodinâmicos: ↑P intratoráxica; ↓retorno venoso; ↓fluxo sanguíneo pulmonar; ↓DC; ↑PVC

-modificação do eq. acido-base

-↓motilidade gastro-intestinal.

-ativação do sistema renina-angiotensina e produção de ADH, em função da ↓DC

Classificação:

-Ventilação controlada: o aparelho determina todas as fases da ventilação; geralmente a sensibilidade do aparelho está desligada; o volume corrente é determinado de acordo com o tipo de ciclagem escolhido. Indicações: apnéia; instabilidade da caixa torácica; logo após intubação; pacientes que exigem volume minuto elevado;

-Ventilação assistida: o aparelho determina o início da inspiração por um critério de pressão ou fluxo, mas o ciclo só é iniciado com o esforço inspiratório do paciente, que aciona o aparelho de acordo com a sensibilidade pré-determinada.

-Ventilação assistida-controlada: mecanismo duplo de disparo; há um mecanismo deflagrado a tempo que é o do aparelho e um mecanismo deflagrado a pressão que depende do esforço inspiratório do paciente.

-Ventilação mandatória intermitente: combinação de ventilação controlada e/ou assistida intercalada com ventilações espontâneas do paciente. Os ciclos são volumétricos e podem ser desencadeados por tempo, independente de a respiração do paciente (ventilação mandatória intermitente-IMV) ou sincronizado com ela (ventilação mandatória intermitente sincronizada-SIMV). Indicações: desmame; má adaptação ao modo assistido; sobrecarga de trabalho respiratório em CPAP.

-PS (pressão de suporte) consiste no oferecimento de níveis pressóricos positivos predeterminados e constantes nas vias aéreas do paciente, ativados somente durante a fase inspiratória do ciclo, a fim de “diminuir” o trabalho da musculatura inspiratória; A PS é ativada quando o aparelho reconhece uma queda de pressão no circuito e é desativada quando o fluxo inspiratório cai abaixo de valores determinado. Neste tipo de ventilação, o paciente controla o tempo, o fluxo e o volume inspiratórios e a freqüência respiratória. Indicações: ventilação a longo prazo; desmame com ventilação espontânea;

Parâmetros de Ajuste:

-Volume corrente: 5-15 ml/Kg

-FR: 4-20 irpm; elevada (restritiva: SARA); baixa (obstrutiva)

-Fluxo: 40-100l/min; controlada:40; assistida(1l/Kg/min)

-Tempo inspiratório (I:E): 1:1,5 a 1:2; ins: 0,8-1,2s;

-Sensibilidade: 0,5-1,5 cm H2O; 1-3 l/min

-FiO2; Objetivo < 0,5; inicial e transporte = 1;

Complicações:

-barotrauma (evitar pressão de pico > 40-45 e platô > 30-35 cm H2O);

-volutrauma: volume corrente: 8-10 ml/Kg (rotineiramente); 4-7 (SARA); 5-7 (ASMA); 5-8 (DPOC).

-atelectasia de absorção (ideal FiO2 < 0,5).

-traqueobronquite

Obs:

-PEEP (positive end expiratory pressure): pressão positiva nas vias aéreas ao final da expiração, após uma fase inspiratória a cargo do ventilador; Indicação em hipoxemia (PaO2 < 60 mmHg com FiO2 > 0,5). Inicial 10 cm H2O, aumenta de 2 em 2, até o pc melhorar, baseando na Sa O2. e na PaO2 / FiOs.

Vantagens: melhora da oxigenação; diminuição da resistência das VA; impede o colabamento alveolar; diminui o trabalho ventilatório;

Desvantagens: ↓retorno venoso; ↓DC; ↓ fluxo sanguíneo renal e porta; ↓força dos músculos inspiratórios, além de causar risco de hiperinsuflação; contra-indicado em situações de hipertensão craniana, instabilidade hemodinâmica ou fístula broncopleural ativa.

-CPAP é a manutenção de uma pressão positiva nas vias aéreas durante todo o ciclo respiratório espontâneo do paciente;

-VPPI: ventilação com pressão positiva intermitente):a máquina faz o esforço respiratório.

 



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