Este texto corresponde a um resumo incompleto [e, possivelmente, com erros] sobre o assunto indicado. O resumo deve servir apenas para uma consulta superficial. Para uma abordagem adequada, recomenda-se a leitura de literatura específica.
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PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA

Definição: interrupção súbita da respiração e da atividade mecânica ventricular útil e suficiente.

Classificação:

-assistolia: cessação da atividade elétrica e mecânica dos ventrículos;

-fibrilação ventricular (FV): contração incoordenada do miocárdio em consequência. da atividade caótica de grupos de fibras miocárdicas.

-taquicardia ventricular (TV) sem pulso: sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares com deterioração hemodinâmica tal que leva à ausência de pulso arterial palpável.

-atividade elétrica sem pulso (AESP): ausência de pulso detectável na presença de atividade elétrica, com exclusão de TV e FV. Ex: dissociação eletro-mecânica.

Classificação: das intervenções terapêuticas na RCR e na emergência cardíaca de acordo com as evidências científicas

*I: útil e eficaz; sempre aceita.

*II: aceitável sob certas cirucunstância; eficácia incerta; pode ser controverso;

*IIa: aceitável; provavelmente útil; maioria das evidências científicas favoráveis;

*IIb: aceitável; resultados não evidentes; possivelmente útil; provavelmente não prejudicial;

*Indeterminada: evidência insuficiente para classificação final

*III: não indicado; sem base científica; pode ser prejudicial.

Etiologia (causas reversíveis): hipóxia tissular (IRp); isquemia; hipovolemia; estímulo vagal; distúrbios metabólicos (acidose metabólica; hiper ou hipocalemia); hipotermia; drogas; tamponamento; tensão no tórax; trombose coronária; tromboembolismo;

Fatores de risco: história de PCR; TV; IAM; HA; miocardiopatia dilatada; cardiomiopatia hipertrófica

Diagnóstico: inconsciência; ausência de pulso central; cianose;

Conduta:

*ações preliminares:

-determinar inconsciência (tentar acordar o paciente; colocar as 2 mãos no ombro e sacudi-lo);

-solicitar ajuda;

-pedir desfibrilador;

-posicionar o pc (deitar e elevar m.i.);

-posicionar-se adequadamente (do joelhos, ao nível do ombro do pc)

*ABCD primário:

-A: assegurar permeabilidade das vias aéreas; 2 dedos no queixo; mão na testa; hiperestender o pescoço; cânula orofaríngea (GUEDEL);

-B: verificar respiração: aproximar-se para avaliar respiração (sentir, ver, ouvir); sem respiração, ventilar o pc; 2 ventilações lentas; boca-a-boca; ventilação manual (AMBU);

-C: verificar circulação: verificar pulso central; escorregar o dedo lateralmente a partir do pomo de adão, ao lado da traquéia, para avaliar o pulso carotídeo em 10 seg; se pulso ausente, massagem cardíaca: correr 2 dedos pelo rebordo costal até ao região medial, no processo xifóide; colocar a outra mão acima dos 2 dedos; retirar os 2 dedos e colocar a mão sobre a outra; fazer 15 compressões toráxicas; (80-100/min) para cada 2 ventilações; deixar o peso do corpo deprimir o tórax de 3-4 cm;

-D: sem pulso, identificar ritmo; proceder a desfibrilação em caso de FV ou TV sem pulso; até 3 vezes seguidas (200, 300, 360 J); repetir desfibrilação 360J em 1 min;

*ABCD secundário:

-A: estabelecer o controle avançado das VA: intubação endotraqueal.

-B: promover ventilação adequada: pressão positiva de O2;

-C: promover acesso venoso; monitorar o paciente; continuar RCR; corrigir arritmias farmacologicamente: FV/TV (vasopressina 40 U IV; ou adrenalina 1 mg IV a cada 3-5 min); Assitolia/AESP (adrenalina 1 mg IV a cada 3-5 min);

-D: diagnóstico diferencial (causas reversíveis e tratáveis)

Obs:

Desfibrilação é a aplicação de corrente elétrica contínua de grande amplitude, curta duração, não sincronizada ao ECG (durante a despolarização), no tórax ou no músculo cardíaco, para tratamento de FV ou TV sem pulso.

 



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