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Dourada Luz da Manhã
Vieste trazendo a
sorte
Trazendo o brilho
Da luz que se fazia
viva
Num rastro de erva
doce
Trouxeste consigo
Um novo sopro de vida
O frescor da manhã
O brotar que vem após
a chuva.
Teu nome evoca a
glória
Princesa que veio ao
mundo
Com o toque especial
da deusa
Marcando de dourado
seu destino.

Manas Gatas
Tão lindos seus ohos
Recortes no pelo
Debruado em branco
Com tanto zelo.
Os anjinhos travessos
Da fábrica de gatos
Tão bem as fizeram
Tão lindas meninas.
Irmãs carinhosas,
Flores do mesmo galho
Maravilhosas siamesas
De olhar delicado.

Victor Valentim
Pequeno bebê
Trazido por mãos de fada
Presente sublime
De uma amiga amada.
Delicioso aconchego
Tão dengoso serzinho
Meu caçulinha tão belo
Do reino o principezinho.
Meu Victor de olhar suave
E enormes olhos cor do céu
Tão maravilhoso feitio...
Pequeno favo de mel.

Ana Clara
Luz inspirada de Deus
Companheira adorada
Minha menina siã
Tão pequena, tão delicada
Ana que clareia os céus
Ana que traz paz à vida
Pequeno anjo tão puro
Esperança renascida.

Aramis
Meiguice e doçura
Espelha em seus olhos
Meu persa candura
Eterno menino.
Olhos tão serenos
Que calma me traz !
Querido Aramis
És lindo demais...

Trinny
Ursinha atrevida
Curiosa e metida
Gatinha modelo
De laço no pelo.
Uma gata corisco
Faíscas espalha
Ligeira, agitada
Persinha amada.

Mel
Tigresa malhada
Listras da selva
Danada, atrevida
Bravissima e querida
A filha mais velha
Pedra mais reservada
Enorme, selvagem
Uma gata encantada

Gato
Gato
Retrato da vida
Centelha que brilha
Um rastro de lua
Um sopro de vento
Faísca no escuro
Do quarto.
Gato
Matreiro no mato
Nos becos espia
Miando em telhados
Espalha alegria
Segredos antigos
De eras perdidas.
Gato
Cria da noite
Que rola na grama
Tramas de encanto
Beleza e harmonia
Sereno parceiro
Da melancolia.
Gato
Penugem macia
Amado deslumbre
Vislumbre de chamas
Boêmia folia
Ser mais querido
Da gataria.

Orgulho
Viralata
Olhar enviesado
Orgulho viralata
Rabão listrado
Uma pata...
Beleza segura
Olhar de desdém
Serena e madura
Obedece a ninguém...
Um tigre matreiro
Espreita em tocaia
Se vê um salame
Nada há que a distraia !

Um
Anjo Que Se Vai
Como uma brisa leve passando
Assim você veio e se foi
Vidinha breve, cheia de luz
Fogo sereno aquecendo a alma.
Leve e pequeno anjo
Doçura sem fim em seus pequenos olhos
Tão frágil, tão delicado
Como poderia mesmo existir ?
Anjos assim não pertencem a esse mundo
Vivem aqui uma existência curta
Suave, bonita e amada
Tantas lições a aprender
Minha alma chora por você, meu pequenino
Ainda hoje os olhos se enchem d'água
Mais a mais profunda mágoa não apaga
A felicidade imensa que foi ter você.
Esteja onde estiver, meu anjo lindo
Meu bebezinho que entreguei aos céus
Espere por mim que aqui penso em ti
E juntos ficaremos a cada novo dia.

Gata
Gata
O pelo que orvalha
Raios de luz
Faíscas espalha.
Gata faceira,
Beleza trigueira,
Nariz pequenino
Vozinha de sino.
Gata assanhada,
Projétil na estrada
Corisco, ursinha
Pequena Trinninha.

Gatinho
Aramis
Aramis
Doçura gris
Me fazes feliz
Com teu ar de aprendiz
O mais meigo e terno
O mais compassivo
Meu apaixonado
Coração cativo
Teus beijos e mimos
Me fazem pensar
Que igual a ti
Outro não haverá...

Piuí
no Sol
No brilho do sol
Contraste de cores
Luzes e sombras
Brincam em teu pelo
As cores num enlace
Pequena arteira
Sossego e ternura
Repousam em tua face.
Perfeição felina
Em teu narizinho
Coisinha mais linda
Na luz da manhã...

Francisco
Manuel
Francisco Manuel
Anjinho do céu
Nascido do mundo
Francisco de santo
Manuel de luz
Um santo, uma luz...
Pedaço de brisa
Um fôlego novo
Prenúncio de vida.
Nariz de pastel
Delícia de manchas
Sutil colorido
Simetria tanta
Que tanto espanta,
Que tanto agrada
Uma jóia em preto
Um tesouro em branco
Menino encanto.
Meu favo de mel
Pequeno tornado
Manias de rei
Moleque amado
Gentil delicado
Um doce de gato
Principezinho
De nariz rosado...
Coração que bate
Pulsar renovado

Janela de Gato
Conheço uma casa que é uma delícia
Uma doce loucura, uma graça sem fim
Tem tantos gatinhos que fico assim
De queixo caído com tanta beleza
São tantas as cores, tantos formatos
Ah que gostosura estar entre os gatos !
Tem uma janela por onde eles passam
Da cama pra fora, pois tem um solário
São gatos bem chiques esses peludinhos
Tão lindos, tão fofos, amados gatinhos
Alguns dão até uns bons travesseiros
Os gatos de Inês são muito faceiros.
São assim como a dona, uma simpatia
Vem vindo, se chegam, cheios de energia
E correm, e pulam, numa só corrida
Eles, como ela, transbordam de vida.
Ah, como eu queria estar sempre lá
Com os doces gatinhos pra sempre brincar...
Agora
São Quatro
São quatro meninos
Meninos moleques
Cada um mais bonito
Cada um mais gostoso
Meu noivo, amante
Afilhado e neném
São quatro meninos
A quem quero bem
Começo por ele
Meu noivo galante
Com sua barriguinha
Redonda, tão falante
Querido Bezinho
De tanta doçura
Uma mãezona sempre segura.
Depois, meu amante
Dakota querido
De olhos azuis
Tão brilhantes, é fato
Que belo e gostoso
Pedaço de gato !
Vontade de rolar e dormir agarrado...
Meu fofo Fievel
Anjinho tão lindo
Ursinho pequeno
De olhinho sereno
Menino levado
Bebê delicado
Gatinho amado...
Por fim, vem o Max
Bebezinho novinho
Amor de gatinho
Docinho peludo
Ai, como eu queria
Estar bem pertinho
Para morder a orelha do pequenininho...
Helô, minha Anjinha
Meus parabéns
Você bem que merece
Seus lindos nenéns.

Amor
Tricolor
As cores do coração
Ninguém sabe bem dizer
Uns dizem que é vermelho
Mas outras eu vou dizer.
Tem coração que é preto
Branco e amarelo claro
Esse coração tão belo
É feito de um tipo raro
Um raro tipo de amor
De bondade e de respeito
E esse em minha amiga Lucia
É quem bate no peito
A mãe de Lula e Chico
Que tanto amor demonstrou
Tanta ternura e cuidados
Tantas vezes revelou
A esses meninos lindos
E a mamãe tão querida
Essa é a minha homenagem
Amigas por toda vida !!!

Chique
Chique
São dois moleques
Pretos pretinhos
Pretinhos que nem carvão
Panteras no jeitinho
Anjos no coração.
Pois que todos os gatinhos
São mesmo uns anjos sem asas
Entram pela nossa vida
De um susto e criam casa.
Vejam só esses meninos
Vindos de um reles bueiro
Quem adivinharia
Esse destino tão chique
Uma casa e um irmão
Essa vida de gatos
Com muitos e muitos mimos
Uma mãe tão carinhosa
Tão boba, tão orgulhosa ?
Pit e Pant, que gostosos
Esses trombadinhas chiques
Fazem a vida mais feliz
Com seu jeito de moleques
Trombadinhas de butique
Pretinhos muito amados
Seu pelo sempre brilhante
Me inspira a deixar
Pra Soninha, esse instante.

De
Gatos e Manhãs de Sol
Existem certas manhãs
Onde o sol tem outra luz
Assim como existem pessoas
Que Deus melhor conduz
São como bruxas do bem
Encantadores de gato
Com seu carinho e segredos
Conquistam todos de fato.
Existe uma bruxa assim
Muito longe, lá no sul
Que seduz todos os gatos
E a todos sempre conquista
Tem até chuva de gatos
Do telhado - está na lista !
Gatos sempre bem cuidados
Pela bruxinha sulista.
Minha irmãzinha querida,
Uma vet tão dedicada
Cuidando com tanto desvelo
Sempre uma mão delicada
Amando com tanto empenho
Gato e toda a bicharada.
Agora seus belos filhos
Apresento de tacada.
Tigrão, senhor de respeito
Das listras tão apanhadas
É um gatinho gorducho
De barrigona engraçada
Muito mimoso e faceiro
É um grande companheiro
Dessa bruxinha amada.
Negrinha, menina querida
Brincalhona e saltadora
É uma querida moleca
Pretinha e tão engraçada
Saltos de quase um metro
Manhas e brincadeiras
Corridas e festas matreiras.
Mimoso, lindo menino
Gostoso e muito comprido
Enorme e muito travesso
É da avó o querido
Quis Deus que o destino
Lhe desse o melhor caminho
Encontrou em sua casa
Ninho do melhor carinho.
E ainda temos Vicky
E os dois bebês sem nome
Representantes de tudo
Que pela vida afora
Nossa bruxinha querida
Vem fazendo sem demora
Resgatando os irmãozinhos
Encontrando novos lares
Por tudo isso, querida
Conte sempre com o carinho
O amor e a amizade
Dessa irmã que te adora.

Gatos
& Anjos
Gatos e anjos
Combinam-se bem
Conheço um anjo
Que gatos tem.
São tantos, tão lindos
São tantos encantos
Que enchem meus olhos
De um mudo espanto.
Ah, como eu queria
Ser também assim
Ter tantos anjinhos
Olhando por mim !
Que cores, que festa
Que grande alegria
Aqueles serzinhos
Fazendo folia...
E correm, e pulam
Brincam no quintal
E belos se escondem
Paixão sem igual !
Eu vi um anjo
E sua corte de anjinhos
Minha linda amiga
E seus muitos gatinhos.

O
Gato Casquinha
O Gato Casquinha
É uma gracinha
Não gosta de banho
E vai para a rua
Deixando a mamãe
De orelha em pé
Pobre amiga minha
Tão preocupada
Casquinha, menino
Sossega em casa !
Ele anda por ai
Paquerando as gatinhas
Parece que esquece
Que tem uma sogrinha...
Que fica de olho,
Vigia tudinho,
Pra depois pra Mel
Conta segredinho.
E tira o laço
Que a mãe colocou:
"Também, essa serva...
Que macho que eu sou ?"
É tão bonitinho
O menino Casquinha
Que quero uma foto
De gravatinha...
A mãe do gatinho
É uma figura
Tem umas saídas
E umas gracinhas
Que fazem rolar
De rir a amiga
Mas é muito querida
Essa minha menina.

Poema
Em Seis Tons
Primeiro tom
Pedro menino
Delicia de gato
Preto e branco encanto
Amor de um anjo
Barriga gostosa
Boa de afofar
Um cambalhoteiro
Gostoso inteiro !!!
Segundo Tom
Eis que vem Zazá
Surgindo na porta
Com seu porte imponente
Seu pelo tão belo
Maravilhando a gente
Um modelo, uma estrela
Garbosa e faceira
Preguiça matreira...
Terceiro Tom
Juju poderosa
Seu rabo desfila
Tão linda gata
De mania estranha
E bate que bate
Pobre da menina
Mas ela bem que sabe
Que é tudo manha
Quarto Tom
Frida menina
Delicada e sutil
Mocinha tímida
De olhar gentil
São tantas as cores dessa gatinha
Que dá muito orgulho
Da fábrica de anjos
Que a fez tão certinha.
Quinto Tom
O pequeno moleque
Chico Abilho Augusto
Amarelo carmelo
Que veio de susto
Que traduz o sol
Em seu movimento
Na cor dos seus olhos
Espalha-se o vento
Sexto Tom
É Mila, tão linda
Que vem agradar
Uma doce velhinha
Com um meigo olhar
O anjo da guarda
De uma amiga sem par
Que a vida das duas
Siga a iluminar
Mas olha que coisa
Terminar não consigo
Pois falta outra nota
Tempero de amigo...
É minha querida
Minha grande amiga
Laurinha, doçura
Irmãzinha que a vida
Me presenteou
Encerrando assim
Meu poema de amor.

Pretos
e Brancos
O branco e o preto
São lindos de fatos
Mas ficam mais lindos
Em pelos de gato.
Os gatos branquinhos
São como cordeiros
Pelinho de neve
Jeitinho de nuvem...
Os gatos pretinhos
São tão engraçados
Seu pelo brilhante
Jeitão de pantera...
Dois brancos, dois pretos
Quatro lindos gatos
Misturam-se em um quadro
Por anjo pintado...
Melhor, uma anjinha
Sua mãe dedicada
Minha amiga Cristina
Que é tão delicada.

Raça
de Heróis
Os gatos às vezes têm
Uns guardiãos poderosos
São verdadeiros heróis
Guerreiros dos animais
Anjos valentes e fortes
Que nos orgulham demais.
Existe em uma cidade
Uma dupla bem assim
Com muitas histórias de sustos
Resgates e lutas sem fim
Um casal de jovens amigos
E seus gatos querubins.
São apenas dezessete
Cada um com sua história
História às vezes de briga
Histórias às vezes de glória
Muitas vezes de vitória
E de grande amor à vida.
Bill, Tavinha e Pretuxa
Rato, Branquinha e Mingau
Muphy, Tata, Tato e Wed
Fifi, Babi, Espelhinho
Cindy, Bimby e Pipo Bola
E o Bebê sem igual !!!
São todos uns gatos valentes
Selvagens alguns, mas nem tanto
Outros belos caçadores
Gatos tímidos, bravinhos
Brancos, pretos, malhadinhos...
Toda sorte de gatinhos.
A Cleber e Jê eu dedico
Esse poema, tão pouco
Para o tanto que merecem
Cada um especial
Cada um com sua história
Seus rostos pra mim tão amados
Que não tiro da memória.

Sallada
de Gato
Onde haviam só dois
Hoje em dia há quatro
Qual o resultado ?
Sallada de gato.
Sallada tão boa,
Delícia, gostosa
As gatas e gatos
Doçura mimosa.
Brad e Pitt,
Que lindo casal
Belo par de olhos
Azul celestial.
Lili travessa
Moleca comprida
Menina que foi
Presente da vida.
E Blanc danado
Tão belo, tão branco
Pluminha de rabo
Olhar de espanto.
Minha amiga Chris
Tão linda e querida
Pra mim foi um presente
Moça divertida !!!
Menina, que a vida
Sempre te sorria
Mereces do mundo
Toda a alegria.
Você também foi
Um belo presente
É sempre tão bom
Descobrir gente-gente...

Das Folhas da Revista
Engraçado, a vida põe cartas na mesa
Quem imaginaria tamanha surpresa ?
Nas folhas de uma simples revista
Surge uma amiga, mais uma conquista
Claudinha, querida, que me veio assim
Um belo presente, perfeito pra mim.
Quem pensaria que ao ler sua história
As lágrimas viriam sem muita demora,
O sentir parecido, a identificação
Achar como o seu outro coração ?
São tantas histórias que ela tem pra contar
Quero muito ouvir todas, me deliciar...
Claudinha, obrigada por estar aqui
Que uma grande amizade possa surgir
E assim, virá, através das palavras
E letras escritas em simples papel
Uma ligação traçada quem sabe no céu
Seja bem vinda, e tua tropa fiel.

Superpower
Cats
Eram duas gatinhas
A branca e a preta
Pequenas arteiras
Queridas faceiras
De grande poderes
De artes tão grandes
De pulos gigantes.
Eram duas gatinhas
Até vir mais um
Menino gostoso
Dengoso siamês
Carinha de anjo
Um grande ronrom
Juntou-se ao grupo
Mais um poderoso
Agora são três
Brincando tranqüilos
Às vezes um fuzzzz
De um rabo de esquilo
Às vezes a calma
Doçura de mãe
A branca gatinha
Com seus filhotinhos
Bill, Scully & Nana
Gatinhos fogosos
Formam o trio dos poderosos
Seus superpoderes
Aumentam a cada dia
Trazendo pros pais
Sempre nova alegria
Querida Susana
Seja bem vinda
Amiga tão perto
Tão perto de mim
Obrigada por tudo
Fique e assim
Juntas estaremos
Pela vida sem fim.

A
Cada Gato, Uma Lição
Pensamentos que correm numa tarde de trabalho...
Há muito o que se aprender com os gatos. A cada gato, uma lição. A cada lição, aprendemos a viver. Viver de forma mais livre, mais
corajosa, ousada. Vida felina em equilíbrio. Aprendemos que a maravilha da vida reside em pequenos prazeres, em pequenos atos,
no manso desenrolar dos dias.
Em cada gato, novos valores.
Com Mel aprendi a lutar, a persistir nos meus sonhos, a ousar. Garra que veio de uma criatura minúscula que atravessou a noite e
se prendeu a mim num ato de extrema coragem, na esperança de ser bem acolhida. Uma sobrevivente das ruas, um triunfo da vontade.
Mel me ensinou a ter tenacidade e a manter o espírito indomável.
Frajola trouxe para o tempo uma nova dimensão. Mostrou que a duração dos dias depende não da contagem dos minutos, mas da
intensidade com que são vividos. Veio trazer à baila a inexorabilidade do destino, a mão pesada da morte. Morte súbita,
inexplicável. Frajola veio mostrar que por mais que se queria, a onipotência é inatingível. Deus rege nossos caminhos.
Trinny, uma lição de vida, um milagre que venceu a morte. Veio me ensinar a ter fé, a crer no impossível. Restaurou a confiança
perdida, ressuscitou a certeza da vitória. Sua vontade de viver
acima e apesar de tudo trouxe à tona a esperança em quantidades imensas. A cada salto, a cada travessura, a cada gracinha, me
lembra sempre que, por mais que pareçamos perdidos, sempre haverá uma luz.
Meu meio menino Aramis encheu de doçura meus dias. Com seu carinho infinito, seus olhos de adoração, trouxe consigo os sonhos e as
cores, tornou mais feliz cada momento. Ensinou o enorme poder do amor. Meu suave recanto de paz, o porto seguro... Aramis com seu
jeito tranqüilo me ensinou as virtudes da paciência. Me ensinou a amar.
Francisco Manuel, presente dos céus, trouxe o inesperado, o novo, a surpresa, o deslumbre diante do inexplicável. Está me ensinando
a ser livre, a respeitar as particularidades de cada ser... Francisco me ensina a humildade, me lembra a todo momento que cada
momento é importante, que a alegria se vive aos golinhos, que ninguém é importante sozinho... Mas que cada um é importante no
eterno milagre da vida.
Fico pensando comigo quanto mais irei aprender... A cada gato uma vida. Sempre um novo saber.

O
Gato Que Veio Para a Páscoa
Há
muito tempo atrás, um menino nasceu em uma terra distante, para trazer ao
mundo uma mensagem de paz.
Um
gato estava presente ao momento glorioso de seu nascimento. Tendo feito o
menino sorrir, o pequeno animal foi marcado para sempre por sua mãe com a
letra de seu nome na testa, em sinal de agradecimento. Um M de Maria...
O
gato, que alegrou o menino e o fez feliz, saiu para a noite e sua
descendência espalhou-se pelo mundo.
Trinta
e três anos se passaram. As trevas cercaram o menino agora homem. Um homem
agora Deus.
Neste
cenário, havia um gato, descendente do mesmo gato dengoso que havia passado
pela infância do filho de Deus.
O
gato achava muito estranho aquilo tudo. Que os homens o cercassem, não se
surpreendia. Afinal, era um gato. E gatos nem sempre eram bem vindos.
Mas
aquele ser tão belo, tão cercado de luz... Porque o perseguiam ?
Ele
veio para trazer o amor. Mas os homens não o compreenderam.
Entendia
bem o gato de perseguições e injustiças. Ouvia histórias antigas, perdidas
no tempo, de gatos adorados como deuses, coroados de ouro e riquezas. Não
acreditava. Histórias, nada mais. A realidade era outra. O gato era apenas
mais um animal a servir aos caprichos dos homens.
Assustado
e confuso, o gato viu o homem ser cercado por soldados e levado à presença
das autoridades. Espantado, viu quando o amarraram e espancaram. Incrédulo
perante a crueldade humana, desviou o olhar quando a coroa de espinhos foi
posta em sua cabeça. Assistiu perplexo quando obrigaram-no a carregar uma
pesada cruz de madeira nos ombros e o fizeram caminhar cheio de dores.
O
gato o seguiu. A luz que o homem irradiava mesmo ferido, cansado e triste era
forte demais. Era uma chama que não parecia se apagar. O gato apreciava isso.
Sua própria chama parecia por vezes inapagável. Lutava pela vida
desesperadamente a cada segundo.
E
dentre a multidão, seguia o gato, desviando-se da turba que ora se dividia,
ora bradava ao homem as mais terríveis injúrias.
Chegaram
a um monte. A cruz foi colocada no chão. O homem, alquebrado pelo imenso
esforço, a ela foi preso por pregos que transpassaram sua carne.
O
gato sentiu cada ponta perfurante como se fosse em si. Trazia no corpo marcas
de uma passagem antiga em sua vida, quando um menino cruel havia lhe perfurado
a carne com um espeto de ferro, ao expulsá-lo dos fundos de sua casa. O gato
tinha fome, contava apenas consigo. Nada mais natural que invadisse o lugar em
busca de comida... Por tão pouco, havia sofrido tanto...
Mas
o que haveria o homem roubado, para que lhe causassem tamanha dor ? O gato
não entendia. Apenas sentia em si uma ponta de desespero, por perceber o ato
tão errado que cometiam. Aquele homem trazia em si uma grandeza e uma bondade
inimagináveis a um humano comum, será que não compreendiam ? Não
enxergavam ? Como enxergava ele, que era apenas um gato ?
A
cruz foi erguida. O gato viu com imensa dor quando os pregos rasgaram a carne,
ao peso do corpo. O gato sentia toda a angústia da alma daquele homem. Podia
sentir de longe a tristeza e a desilusão. Ah, a humanidade...
O
sangue escorria das feridas abertas do homem. O gato angustiou-se com a pele
maculada pelo sangue. Na ânsia de desfazer um pouco da tristeza do ser
iluminado, o gato aproximou-se. E, na tentativa de minorar o sofrimento,
lambeu-o. Lambeu o sangue que escorria, o sangue derramado por seus próprios
semelhantes.
Uma
decisão fatal. Mãos rudes o agarraram e o atiraram longe, em meio à
multidão, que pisoteou seu pequeno corpo. O homem agonizava na cruz.
O
sofrimento de ambos durou pouco. O homem logo expirou, para delírio da
multidão ensandecida. E, ao expirar, rasgou-se o véu dos céus em dois, e o
dia fez-se noite, calando todo o murmúrio.
O
gato suspirou e morreu. E descobriu, deslumbrado, que ainda vivia.
O
gato elevou seu olhar às alturas. E lá estava o homem a lhe sorrir.
Estendendo
suas mãos macias, o Filho de Deus trouxe para si a pequenina criatura,
acariciando-lhe a cabeça e chamando-o de Irmão.
A
Páscoa é um momento sublime de celebração da vida. Vida que vence a morte,
luz que vence as trevas. Alegria que brota da dor. O renascer da esperança, a
renovação da fé.
Que
nessa Páscoa possamos pensar neste pequeno gato, e em seu amor incondicional
por um homem que nunca havia visto antes. Por um homem do qual soube ser
Irmão.
Que
todos nós também saibamos olhar aqueles que nos cercam com o mesmo amor, e
consigamos ver em cada um a chama do imenso amor com o qual Deus o presenteou.
A força para a mudança está presente em todos. Na união venceremos.

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