| Introdução Vivendo
entre pessoas de crenças
diversas, por nossos princípios
de vida cristãos,
freqüentemente somos
confrontados com situações onde
devemos explicar alguns de nossos
costumes, à luz da Bíblia, para
que pessoas sinceras, mas que
ainda estão no mundo, possam
entender o que nos
motiva. Muitas vezes temos de
mostrar que nosso estilo de vida
não é conseqüência de
proibições da Igreja, nem do
Pastor, mas é o resultado de uma
escolha sensata e madura, de
acordo com a orientação das
Escrituras. E temos de explicar
claramente quem somos, e porque
somos como
somos, para não desapontar nem
desanimar pessoas sinceras que
nos observam de longe.
Nosso maior cuidado deve ser o de
dar um testemunho positivo, de
amor a Jesus, que leve as pessoas
ao nosso Salvador.
Desenvolvimento
O
Testemunho Cristão:
-
- Falado (pregando, ensinando,
dando estudos, etc.)
- - Mudo (pelas atitudes, pelo
comportamento, pelo
aspecto, etc.)
Muitos
dizem: "O que importa é o
que vai no coração".
Realmente isso é correto, é
verdadeiro. Deus nos julga pelo
nosso coração.
-->
Quem está vendo o meu coração,
agora?
--> Como vocês imaginam ser o
que vai no meu coração?
Jesus
deu uma pista: "A boca fala
daquilo de que o coração está
cheio".
O
testemunho mudo é tão
importante que ele pode fazer com
que as pessoas creiam ou duvidem
das nossas palavras; o testemunho
mudo nos dá ou tira a
credibilidade.
No
mundo atual, todos estão sempre
sendo observados por alguém. O
testemunho mudo é o resultado de
como nos vêem aqueles que nos
observam.
-->
Você confiaria num julgamento do
juiz Nicolau "Lalau"
dos Santos Neto, aquele do TRT de
São Paulo?
Quando
Adão e Eva viviam no Jardim do
Éden, tudo ainda era perfeito,
ainda não havia calor nem frio,
e eles usavam a vestimenta de luz
que lhes havia sido dada por
Deus.
Ao
pecarem, separaram-se de Deus e
conheceram a sensação de nudez,
a sensação desagradável de
estar com sua intimidade exposta,
eles que até ali haviam usado
como roupa a proteção que o
Criador lhe havia dado.
Nesse
caso, o propósito da roupagem de
folhas de figueira que fizeram
para si não era protegê-los do
frio (lá não havia frio, era o
clima perfeito do Eden), mas
apenas esconder a intimidade um
do outro, e tentar cobrir seus
corpos na presença de Deus.
Vejam
que cada coisa que se faz tem um
propósito definido:
*
* para obter o sustento
próprio e da família,
trabalhamos;
* * para manter nosso
organismo bem nutrido e
saudável, comemos e
bebemos;
* * para honrar
compromissos e para
manter bom crédito,
pagamos nossas contas;
* * para podermos nos
comunicar com os outros,
ouvimos e falamos;
* * para escolher o par
da nossa vida, namoramos;
* * para nos completar,
para criar uma família,
para dar e receber
carinho, nos casamos;
* * para adorar a Deus
junto com outros que
pensam da mesma forma,
vamos à igreja;
* * para agradecer, para
pedir, ou mesmo para
conversar com Deus,
oramos a Ele;
* * para proteger nosso
corpo do clima e para
preservar nossa
intimidade, nos vestimos.
Com
o passar dos tempos surgiu a
moda, que se propõe a variar o
aspecto visual das pessoas. Com a
desculpa de cuidar do penteado,
de cuidar das roupas, dos
adereços, do tipo de
alimentação, das músicas e de
uma variedade enorme de outras
coisas, a moda, na verdade,
aponta o foco de atenção dos
outros para a pessoa, para a
criatura, desviando toda a sua
atenção do Criador.
Seja
ressaltando as formas de um corpo
feminino, seja ostentando um
traje masculino vistoso, o real
objetivo da moda é atrair a
atenção dos outros para o homem
ou para a mulher que usa seus
recursos. Tanto isso é verdade
que determinadas roupas são
classificadas pela própria
propaganda com
qualidades tais como
"atrativas",
"provocantes",
"sensuais",
"marcantes" e outras do
mesmo tipo.
No
livro do Apocalipse, João nos
oferece um contraste entre dois
tipos de adornos exteriores,
através do simbolismo de duas
mulheres, uma pura, e a outra a
"Grande Prostituta". A
mulher pura representa a igreja
verdadeira,que é a
"noiva" do Cordeiro.
Ela se prepara para o Noivo e
convida outros a se prepararem
para "a festa de casamento
do Cordeiro" (Apoc. 19:9).
Em
oposição, a grande prostituta
representa o poder apóstata
político-religioso do fim dos
tempos; ela seduz os habitantes
da Terra e os leva a cometer
fornicação espiritual com ela.
O contraste entre as duas
mulheres é dramaticamente
representado através de sua
aparência exterior.
João
viu a grande prostituta
"vestida de púrpura e
escarlate, adornada com ouro e
jóias e pérolas, segurando em
sua mão um copo de ouro cheio de
abominações e das impurezas de
suas fornicações; e em sua
testa estava escrito um nome de
mistério: 'Babilônia, a grande,
a mãe das prostitutas e
das abominações da Terra', e vi
que a mulher estava embriagada do
sangue dos santos e do sangue das
testemunhas de Jesus".
(Apoc. 17:4-6). De outro lado, a
noiva de Cristo é adornada
modestamente com linho fino puro
sem ornamentos exteriores.
A
aparência exterior destas duas
mulheres nos ensina uma lição
especial. Deus viu que seria
apropriado representar o caráter
delas através de suas
vestimentas, porque nossas roupas
revelam quem nós somos. A mulher
impura está vestida
extravagantemente e adornada com
ornamentos dispendiosos, porque
tais ornamentos se encaixam bem
com a representação de seu
orgulho interno e métodos
sedutores.
Em
contraste, a mulher pura está
vestida com simplicidade e
modéstia, sem ornamentos
exteriores, simplesmente porque
tais vestimentas representam
muito adequadamente sua pureza e
humildade internas.
Paulo
aborda a questão de como a
mulher cristã se deve adornar
dentro do contexto de sua
instrução sobre a conduta na
adoração pública.
1ª
Timóteo 2:8-10 --> Quero,
pois, que os homens orem em todo
o lugar, levantando mãos santas,
sem ira nem contenda. Que do
mesmo modo as mulheres se ataviem
em traje honesto, com pudor e
modéstia, não com tranças, ou
com ouro, ou pérolas, ou
vestidos preciosos, mas (como
convém a mulheres que fazem
profissão de servir a Deus) com
boas obras.
O
contraste, nesta passagem,
acontece entre o adorno da mulher
cristã que professa uma fé e o
da mulher mundana, cuja única
preocupação é atrair atenção
para si própria.
A
frase "mulheres se
ataviem" sugere que Paulo
não está condenando o adorno em
si, desde que ele seja do tipo
adequado. A vontade de se
apresentar bem diante dos outros
não é errada, quando bem usada.
É bom lembrar que devemos sempre
agir com equilíbrio e bom-senso.
O indivíduo podequebrar o
código do vestuário cristão
tanto por dar atenção excessiva
à sua aparência, como por
negligenciá-la pelo descuido e
relaxamento. Um pode ser
orgulhoso de suas roupas,
enquanto outro cair no orgulho
por sua humildade.
Como
pode a mulher cristã, ou o
cristão, de um modo geral,
mostrar reverência e respeito
por Deus, pelos outros e por si
própria através de seus trajes?
Vestindo-se com decência e
sensibilidade, sem causar
vergonha nem constrangimento a
Deus, a si mesmo ou aos outros.
A
preocupação da moda moderna é
vender seus produtos pela
exploração do poderoso impulso
sexual próprio ao corpo humano,
mesmo que para isso tenham de
colocar no mercado roupas
indecentes que apenas alimentem o
orgulho de quem as usa, e o
apetite sexual de quem as
observa. A mulher cristã é
chamada a vestir-se decentemente
não para que seja menos
atraente, mas para preservar e
proteger algo frágil que pode
ser facilmente perdido: sua
capacidade de ter intimidade com
seu marido, e a experiência que
enriquece a vida de ambos.
O
motivo para vestir-se com
modéstia é semelhante ao motivo
para se trancar uma casa. Nós
trancamos uma casa para proteger
o que está dentro dela, e com
isso mantemos do lado de forma as
pessoas que não pertencem a ela.
De maneira semelhante, os
cristãos devem vestir-se com
modéstia e decência para
proteger e preservar a intimidade
do relacionamento matrimonial,
pelo impedimento de intrusos
vindos de fora.
As
roupas podem produzir reações
íntimas: os nossos mais
profundos sentimentos de amor, a
expressão cheia de paixão de
nossa sexualidade, a revelação
de nosso ser íntimo; tais
reações pertencem somente ao
relacionamento matrimonial. O
propósito da modéstia e
decência no trajar não
é esconder-nos da vista dos
outros, mas preservar nossa
intimidade para o nosso cônjuge.
A modéstia e a decência devem
ser respeitadas até mesmo entre
marido e mulher.
Uma
exposição indecente, mesmo
dentro do casamento, pode
destruir o respeito mútuo e a
capacidade de desfrutar uma
união íntima de mente, corpo e
alma.
Mary
Quant, criadora da mini-saia e a
mais famosa das estilistas de
moda britânicas, dizia que seu
alvo é "vestir as mulheres
de tal maneira que os homens
sintam vontade de arrancar a
cobertura delas". Também
dizia que criava roupas que
causassem impacto porque acredita
que "se as roupas não te
fazem notado, então é
desperdício de dinheiro".
Numa entrevista publicada pela
revista News Week, ao ser
perguntada sobre qual é o
objetivo da moda, e para onde
está se direcionando, em
palavras tão cruas que se torna
difícil citá-las aqui, Mary
Quant prontamente respondeu:
"Sexo". Também
afirmou:
"Toda essa decoração é
colocada para seduzir um homem
para ir para a cama, assim como o
motivo para retirá-la".
Uma
mulher cristã precisa lembrar-se
que o seu charme reside não
apenas naquilo que revela, mas
também naquilo que esconde. Uma
mulher que se veste para exibir
seus encantos físicos e sexuais,
encoraja todos os homens que a
olham para que a vejam e tratem
como se fosse um objeto sexual.
Enquanto
a Palavra de Deus recomenda a
modéstia, a moda insiste em
andar na direção oposta. A
pessoa que se esforça para
chamar a atenção dos outros
para si pode ter qualquer
qualidade, menos a da modéstia.
Para o pensamento que hoje domina
o mundo, modéstia é um defeito
dos tímidos e dos que não tem
coragem de se impor.
E
por que a Palavra de Deus
recomenda a modéstia? Certamente
por vários bons motivos.
Além
dos já mencionados, de
preservação da relação
conjugal, também contribui para
proporcionar um desenvolvimento
harmônico e equilibrado do nosso
caráter. Como se sentiria um
verdadeiro cristão usando roupas
caras e jóias enquanto tantos
semelhantes seus passam
necessidade?
Onde ficaria a sua misericórdia
para com o sofrimento alheio, se
dá mais atenção para mostrar a
si mesmo do que para atender as
necessidades dos carentes e
necessitados?
Em
segundo lugar, por uma questão
de economia, de uso cuidadoso dos
recursos que o Senhor nos dá. Se
é verdade que devolvemos a Deus
10% do que Ele nos dá, e que
ficamos com os restantes 90% para
nossas despesas, também é
verdade que não temos o direito
de esbanjar e de gastar
irresponsavelmente aquilo que
Deus nos dá.
Em
Mateus 6:19-20 Jesus
aconselhou-nos assim: "Não
acumuleis para vós outros
tesouros sobre a terra, onde a
traça e a ferrugem corroem e
onde ladrões escavam e roubam;
mas ajuntai para vós outros
tesouros no céu, onde traça nem
ferrugem corrói, e onde ladrões
não escavam, nem roubam;".
E Ele mesmo arremata, no verso
21: "porque, onde está o
teu tesouro, aí estará também
o teu coração."
Conclusão
Além
de tudo quanto foi dito, a
Palavra de Deus recomenda a
modéstia para que nos
acostumemos a não dar-nos um
valor diferente do que realmente
temos, que é o valor do sangue
derramado por Cristo na cruz (na
verdade, nada pode ser mais
valioso do que esse Sangue).
A
Palavra de Deus recomenda a
modéstia para que aprendamos a
ser cuidadosos com a forma com
que nos apresentamos diante dos
outros, e assim, em todos os
lugares, possamos chamar a
atenção dos outros pela
semelhança do nosso caráter com
o de Cristo, e não pela
semelhança que possamos ter com
os costumes do mundo.
Quem
deseja andar na moda, deseja
chamar a atenção para si,
agradando os outros, expondo-se
aos demais;
Quem deseja chamar a atenção
para si não consegue mostrar
Cristo para os outros, pois não
é a Cristo que está mostrando,
mas a si mesmo.
Quem deseja mostrar a Cristo, por
certo não deseja esconder a Deus
atrás de si, não deseja que
nada atrapalhe a visão que todos
devem ter do Senhor, por isso é
humilde e discreto.
E você, que tipo de pessoa é?
A quem você deseja agradar, da
forma com que se veste?
A quem você deseja agradar, da
forma como se comporta?
Quem você está mostrando aos
outros, a Jesus ou a si mesmo?
Que possamos tomar consciência
de nossa responsabilidade diante
dos outros pelo testemunho que
damos, seja falado, seja mudo,
Que possamos lembrar que sempre
estamos influenciando alguém,
para o bem ou para o mal, e que
um dia seremos chamados a dar
conta do nosso procedimento.
Façamos um pacto agora, com
Cristo, para que Ele nos
transforme à Sua semelhança,
Para que os outros possam ver
Jesus em nós. Amém.
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