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O que é Brecha?
                Segundo o “Dicionário da Língua Portuguesa” de Aurélio Buarque de Holanda, a palavra “brecha” significa: “fenda, abertura, quebramento numa rocha, espaço vazio, lacuna; fig.: dano, perda, prejuízo”. Portanto, quando numa força de expressão muito comum entre os evangélicos, afirmamos que determinada atitude foi, ou pode ser, ou ainda é uma “brecha” que precisa ser “fechada”, estamos supondo que ocorreu em nossa vida (ou ocorre) algum tipo de “abertura”, de espaço aberto, que pode ser usado pelo inimigo de nossas almas, o demônio, para nos trazer “danos”, “perdas”, “prejuízos”, pois ele entra por essa “abertura”.

                Deus quer nos abençoar com todo o tipo de bênçãos. Deus quer nos ver “por cabeça e não por cauda”, mas, se nós, por desconhecimento, por imprevidência, por acomodação ou negligência, não fecharmos as brechas, isto é, os espaços através dos quais o inimigo possa entrar e nos prejudicar, haverá conseqüências. Precisamos “fechar as portas” à ação do mal, precisamos “resistir ao diabo” e, dessa forma, obrigá-lo a “fugir de nós”!

                Jesus à conquistou para cada um a salvação, a vitória, a saúde, tudo de que temos necessidade. Façamos a nossa parte: “brechas tapadas”, “portas fechadas”!  Tenhamos atitudes corretas, resistência ao mal, renúncia diante do que nos possa ser prejudicial, retirada de contaminações de nossas vidas!  Essa é a nossa parte!  A gloriosa tarefa de Jesus já está feita!

                As cidades antigas, para se defender dos ataques inimigos, eram cercadas de muros ou muralhas em toda a sua extensão, para que ataques de surpresa fossem evitados, para que os inimigos fossem mantidos fora daquela cidade, para que não entrassem, não invadissem.

                Porém, muitas vezes, com o passar dos anos, pela ação das chuvas, por falta de consertos e de manutenção, os muros começavam a rachar, chegavam até a ruir. Freqüentemente, abriam-se neles pequenos espaços que, forçados, cresciam, aumentavam e tornavam-se “brechas”: “... quando se fez uma brecha no cidade, então entraram todos os príncipes do rei da Babilônia...” (Jer. 39:2 e 3)

                O resultado das “brechas” era que as cidades ficavam vulneráveis, expostas aos ataques e invasões dos inimigos; as cidades eram tomadas, o que havia de mais precioso era roubado, os tesouros levados pelo invasores que se aproveitavam do descuido, da “brecha” encontrada. Problemas, perdas , roubos, prejuízos de toda a ordem também podem ocorrer em nossas vidas, se não fecharmos as brechas, se não conservarmos os muros em bom estado, se não preservarmos a boa qualidade, a retidão, em nossa vida espiritual, moral, familiar, profissional. Portanto, sem brechas, sem entrada para o inimigo, sem portas abertas, o invasor não poderá penetrar, não conseguirá fazer os seus estragos: “... ou tinha edificado o muro e nele já não havia brecha nenhuma...” (Neemias 6: 1)

“COMO MANTER OS MUROS INTACTOS”

                É possível ter uma vida santa?  Sim, se for dirigida pelo Espírito Santo. É possível viver a plenitude do Espírito Santo, ser cheio do Espírito Santo?  A Bíblia, que é a Palavra de Deus, afirma que sim: “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5: 18; Atos 2: 4).  O Espírito Santo intercede por nós. (Rom 8: 26).

                Querido(a) irmão(a), comece a lutar e a orar, guerreie contra as forças malignas, contra as tentações, renuncie ao mal, retire de sua vida todo e qualquer “ponto de contato” com o inimigo.  Creia que o Exército de Deus se unirá a você nesse combate, para lhe garantir a vitória.  O Deus Todo-poderoso estará lutando por você: “O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, Ele mesmo lutará a vosso favor...” (Deuteronômio 1: 30).  Os anjos, a mandado do Senhor, estarão lutando por sua vida: “Não são todos eles (os anjos) espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Heb 1: 14)

                O famoso autor do livro Oração de Guerra, C. Peter Wagner, indica alguns “princípios de guerra espiritual”, a serem seguidos.

São eles:

1.Certifique-se de que está em bom relacionamento com Deus.

2.Confesse todos os pecados.  Permita que o Espírito Santo o convença

do pecado.

3.Busque a cura para os padrões pecaminosos persistentes.

4.Permita que outros crentes ministradores de libertação e cura interior o ajudem.

5.Quanto mais elevada for a liderança para a qual Deus chamá-lo, mais elevados deverão ser os seus padrões de santidade.

                Deus continue a nos fortalecer e o Espírito Santo revele a cada um de nós a necessidade de libertação, a necessidade de santificação.

Pra.  Mada Célia P. Leite

Pastora da Igreja Metodista Renovada - Sede

22/09/04
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