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RPG, jogo da morte

Um crime bárbaro mobiliza a polícia de Ouro Preto, em Minas Gerais. Uma estudante foi assassinada e a polícia acredita que o crime foi inspirado nas regras de um jogo, conhecido como RPG. Os participantes assumem personagens e realizam tarefas até o término da brincadeira, que pode levar dias e até meses.

Das repúblicas de estudantes vieram os oito primeiros depoimentos sobre um crime inédito e um dos mais violentos da história recente de Ouro Preto. O corpo da estudante Aline Soares, de 18 anos foi encontrado no cemitério da igreja de Nossa Senhora das Mercês, no centro histórico da cidade.

Tinha seis perfurações de faca, um corte profundo no pescoço. No último fim de semana, Aline participou de uma festa tradicional de estudantes em Ouro Preto, onde ela encontrou o assassino. Este estudante viu o suspeito que a polícia está procurando.

“Ele era alto, um pouco mais alto do que eu. Ele era calvo em cima e tinha o cabelo comprido atrás, usava cavanhaque e estava muito bem vestido.”

Hoje a polícia conseguiu mais duas pistas. O suspeito teria procurado por Aline nesta república, e se identificado como Jesus. A estudante também estaria envolvida em um jogo onde o perdedor é punido com a morte. E a polícia suspeita que a ficção pode ter sido transformada em realidade.

O RPG é um jogo inglês que simula situações de confronto e magia. A sorte que Aline não teve pode ter sido selada nos dados. Versão que vai ser incluída no inquérito, segundo o delgado que investiga o caso.

“O jogo tem de ter um desfecho. E o desfecho pode ser a morte. Então nós vamos dar uma verificada em cima desse jogo para ver se Aline estaria ou não envolvida nessa questão", aponta Francisco da Silva, delegado.

 >> Fonte: Jornal da Globo - Rede Globo. Informamos que a matéria está divulgada de forma integral e sem alterações ou cortes no texto.

 

10/07/04
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