DESILUSÃO
Varley
Farias
21/12/05

Dorme
a dor latente
Pungente, lancinante
No corpo
moribundo
Da bela amante
Que outrora era todo
sedução.

Dorme a dor esquecida
Escondida,
mal querida
No silenciar fatal
Do seu outrora
inquieto coração.

Dorme a dor de outrora
Onde e
quando era quem sabe somente
Semente de sua farta
imaginação.

Dorme a dor que agora
Não
despertará jamais
Neste corpo cansado de
desilusão.



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