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Varley
Farias

És minha bem sei
És meu bem, amor Paixão,
perdição Frio, calor Fantasia,
ilusão Poesia, canção És minha sim, bem
sei E no afã dos nossos corpos Se
entregando um ao outro Nesse fogo quase
louco É que percebo que somos um Que nos
pertencemos Sou teu És minha E tenho-te
aqui no meu suor No sangue que corre em
minhas veias No nosso leito, nas nossas
artimanhas Nossas teias És minha bem
sei Pois trago-te no meu pensar a todo
instante És minha mulher, amada, doce
amante E sinto-te em mim, sinto-me em
ti Nas tuas entranhas Estranhas e
deliciosas formas Saborosa tentação Amor,
volúpia, tesão És minha sim, e nunca soube de
alguém Tão minha como sei de ti E nunca
amei tão profundamente alguém Como amo a
ti E nunca tive essa perturbadora sensação
que tenho Que ainda és tão pouco minha Te
quero mais Quero-te nas minhas pupilas, nas
minhas retinas Minha saliva, meu sonhar
eterno Quero-te mais, bem mais do que
imaginas Quero-te como energia vital a dar-me
vida Esse viver de felicidade que é estar a
teu lado Quero sugar a cada dia dos teus
seios O néctar dessa vida Me perder na tua
geografia Nas tuas planícies, montes e
cascatas No cume do teu prazer Me
perder E me encontrar Nos teus braços,
adormecer Despertar E te amar outra
vez. És minha bem sei Mais...quero-te
ainda mais.



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