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Este
carisma profundo,
Constante, que brota de ti
É a beleza que invade o mundo
Me faz existir.
Moça bonita tal qual primavera
Me alvoreceu
Como a infinda quimera
Suspira o canto de Orfeu.
A tua imagem é espanto,
Euforia, que a ti me conduz.
Teu caminhar é esmola, é encanto,
Doçura e luz.
Qual panacéia és manto, és fonte,
Encontro e razão.
Tua harmonia, vivência, horizonte,
Sustenta o perdão.
A esperança castiga
Minha solidão.
Faço-te fuga ligeira,
Brejeira canção.
Mirante sou tua herança,
Estrada e botequim.
És o delírio, o porre, a dança,
Folia sem fim.
A tua essência revela
O pique do meu carnaval.
És um poema, aquarela,
Boêmia, magia sem qual.
Vous saciar teus sentidos
Com a minha emoção.
Quando o desejo contido
Jurar sedução.
Como sentença, expõe
Ao sorriso o meu coração.
No teu prazer
Quero ser a oferenda
Da eterna paixão.
Beijo teu rumo, abraço
O futuro, musa, semente-mulher,
E no teu corpo eu giro o compasso
Do nosso viver.
Paulo Peres
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