Um amor de férias
É realmente um milagre de Natal. Como uma comédia romântica e natalina conseguiu me cativar? UMA COMÉDIA ROMÂNTICA E NATALINA?! (Adeus a meu eu alternativo e hardcore...) Estou chocado, adorei o filme, é água com açúcar igual a todos do gênero e mesmo assim fiquei mesmo apaixonado (termo mais do que apropriado) por “Um Amor Não Tira Férias”. O motivo? Ele tem um diferencial, bem, na verdade ele tem quatro: Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law e Jack Black!
Sim, Jack Black! Até ele parece adequado, correto e simpático como o galã da vez (ao lado de Law). A diretora Nancy Meyers (do bom “Abaixo o Amor”) merece um Oscar por ter feito o elenco render tanto (imagine só, Jack Black e Jude Law!). Se alguns suspiram pelos moços, não posso esquecer de citar o quanto Cameron está maravilhosa – ligando meu lado Rubens Ewald Filho – iniciando – o sorriso mais gostoso que Hollywood consegue proporcionar nos dias atuais. Ela está simplesmente de cair o queixo, e graças a Deus e (talvez) Papai Noel, além disso, ela sabe mesmo atuar. O que sua parceira de tela parece ter nascido para fazer, Kate Winslet dispensa maiores comentários (ou os torna difíceis, pois falar de seu talento é chover no molhado).
Os dois casais da trama (Cameron-Jude e Kate-Jack) se formam quando as moças resolvem trocar de casa nas férias (cada uma fugindo de sua respectiva desilusão amorosa) em uma história recheada de sacadas inteligentes, destaque para as referências cinematográficas (em uma metalinguagem interessante, que rende ótimas passagens). Dentre elas, a personagem de Cameron, na verdade uma editora de trailers cinematográficos, que sempre repensa sua vida quando se imagina em um – com locução em off do narrador e tudo mais que estamos acostumados a ver nessas peças comerciais.
As referências ao cinema se estendem a quase todos os personagens, como Edward Burns, que interpreta de forma comovente um consagrado e aposentado roteirista das antigas. Só por isso o filme já vale para os cinéfilos mais assíduos. Já para os apaixonados, assistir é mais do que obrigação. Afinal, que outra chance melhor para ver um filme natalino com esse elenco (diga-se de passagem, não muito afeito a comédias-românticas) ao invés do Hugh Grant e Meg Ryan de sempre? Prefiro ficar com o frescor dessa novidade. Está aí um filme que até a Isabela Boscov deve gostar... Ou não????

