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Sul

Esta é a noite. Noite de adentrar o Parque das Águas de Cambuquira pela terceira vez para a experiência. Já se passou uma semana desde a última e as baterias estão recarregadas. Seguimos daqui a dois minutos para a Fonte Ferruginosa Dr. Fernandes Pinheiro. Eu me balanço na rede da varanda. Hoje à noite, estou estranhamente tranqüilo, pelo menos até agora. Jorge contempla o céu, introspectivo e mudo, ele que é de falar tanto.

Romero pergunta se estamos prontos para seguir para a Fonte Ferruginosa Dr. Fernandes Pinheiro. Como das outras vezes, a resposta é sim. Saímos para a noite de Cambuquira. Cruzamos em silêncio as ruas da cidade, rumando para o Parque das Águas de Cambuquira. Silêncio que se quebra cada vez que vemos uma estrela cadente.

No Parque das Águas de Cambuquira, avançamos por entre os caminhos de canteiros, mantendo as lanternas baixas para não atrair a atenção da rua lá fora. Romero tropeça numa raiz num canto e quase vai de boca no chão. Eu o ajudo a levantar, abafando uma tentativa de risada. Lanternas bem baixas agora, que a Fonte Ferruginosa Dr. Fernandes Pinheiro é das quatro fontes a mais exposta à luz da rua. Agora já estamos bem na área da fonte.


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