Esta é a noite. Noite de entrar no Parque das Águas de Cambuquira pela segunda vez para a experiência. Já se passou uma semana desde a última experiência na Fonte Magnesiana. Seguimos daqui a dez minutos para a Fonte Gasosa Regina Werneck. Jorge se balança na rede da varanda. Hoje à noite, ele parece tranqüilo. Estou inquieto. Sinto no ar o clima introspectivo de quando nos preparamos para esse tipo de jornada introspectiva. Tudo isso está bem evidente na minha fisionomia, no meu modo de falar e me conduzir ainda dentro da casa de Romero.
Romero pergunta se estamos prontos para seguir para a Fonte Gasosa Regina Werneck. Como da outra vez, a resposta é sim. Saímos para a noite cambuquirense. Cruzamos em silêncio as ruas da cidade rumando para o Parque das Águas de Cambuquira. Silêncio que se quebra cada vez que vemos uma estrela cadente.
No Parque das Águas de Cambuquira, avançamos por entre os caminhos de canteiros, mantendo as lanternas baixas para não atrair a atenção da rua lá fora. Eu tropeço numa raiz num canto e quase vou de boca no chão. Romero me ajuda a levantar, enquanto o Jorge tenta sem sucesso abafar uma risada. Agora estamos bem ao lado da fonte.