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Norte

Esta é a noite. Noite de penetrar o Parque das Águas de Cambuquira pela primeira vez para a experiência. Já se passou pouco menos de uma semana desde a primeira ida ao Alto do Piripau, o Alto de Santa Quitéria e o Vale do Sol, embora a gente vá a esses lugares e à mata atrás do Parque das Águas de Cambuquira praticamente todo dia e toda noite. Seguimos daqui a cinco minutos para a Fonte Magnesiana Comendador Augusto Ferreira. Jorge tamborila seus dedos sobre a mesa da varanda. Parece inquieto. Sinto no ar o clima introspectivo da responsabilidade dentro do projeto. A introspecção que um estado alterado da percepção pode induzir. Tudo isso está bem presente nas nossas fisionomias, no nosso modo de falar e conduzir ainda dentro da casa de Romero.

Romero pergunta se estamos prontos para seguir para a Fonte Magnesiana Comendador Augusto Ferreira. Nervosos, dizemos o sim. Com medo para que vir? Cruzamos em silêncio as ruas da cidade rumando para o Parque das Águas de Cambuquira. Silêncio que se quebra por vezes, à visão de uma estrela cadente.

No Parque das Águas de Cambuquira, avançamos por entre os caminhos de canteiros, mantendo as lanternas baixas para não atrair a atenção da rua lá fora. O Jorge tropeça numa raiz num canto e quase vai de boca no chão. Romero o ajuda a levantar, abafando uma tentativa de risada. Agora estamos bem perto da fonte.


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