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2006/_____ |

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Aníbal Cavaco Silva nasceu em Boliqueime (Algarve) em 15 de Julho de 1939. Na escola, foi um aluno médio e aos 13 anos chumbou no terceiro ano da Escola Comercial. Como castigo, o avô obrigou-o a trabalhar de enxada na mão na horta. Em 1964, licenciou-se em Finanças no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), com uma média de 16 valores. Já casado com Maria Alves da Silva, de quem teve dois filhos (Patrícia e Bruno), Cavaco Silva cumpriu, em 1964, o serviço militar obrigatório em Moçambique, como oficial miliciano da Administração Militar. A carreira docente é iniciada em 1966, como assistente do ISCEF, mas dois anos depois Cavaco ingressa na Universidade de York (Reino Unido), onde, em 1973, faz o doutoramento. A política só entra na sua vida após o 25 de Abril de 1974, aderindo logo nesse ano ao então PPD, de Sá Carneiro, de quem é um admirador. Antes de chegar à liderança do partido, Cavaco Silva esteve no gabinete de estudos do PSD e foi ministro das Finanças do Governo de Francisco Sá Carneiro (1980-81). Com a morte de Sá Carneiro, em Dezembro de 1980, e a crise na Aliança Democrática, abandona o executivo e lidera com Eurico de Melo uma oposição a Pinto Balsemão. É deputado (1980) e presidente do Conselho Nacional do Plano (1981-1984). Em 1985, Cavaco Silva vai ao congresso da Figueira da Foz fazer a rodagem do seu Citroen BX e ganha supreendentemente a liderança do partido na disputa com João Salgueiro. Depois, rompe o acordo de coligação com o PS (Bloco Central), iniciado pelo falecido Mota Pinto, e provoca eleições antecipadas. Após ganhar as legislativas de 1985, com maioria relativa, Cavaco Silva forma um governo minoritário que durou cerca de dois anos. Em 1987, o executivo cai com uma moção de censura apresentada pelo PRD no Parlamento. É então que conquista a primeira maioria absoluta do pós-25 de Abril, que repete nas legislativas de 1991. É na fase final do seu mandato - ironicamente depois de o PSD ter apoiado a reeleição de Mário Soares para Belém - que atravessa o período mais conturbado das relações com o Presidente da República. Em 1994, alimenta durante largos meses o famoso «tabu» sobre a sua hipotética recandidatura ao cargo de primeiro-ministro, que só seria quebrado muito próximo das legislativas de 1995. Quebrado o tabu, Cavaco deixa a liderança social-democrata para Fernando Nogueira e, em 1996, decide candidatar-se a Belém, mas perde para o socialista Jorge Sampaio. De 1996 até 2005 data em que anunciou a sua candidatura a Belém, o primeiro-ministro que fez do sigilo uma regra do seu gabinete e entende que «a qualidade nunca é um acidente e que quase nada acontece por acaso» quebrou poucas vezes o silêncio para comentar a política portuguesa. Foi investido no cargo de Presidente da República, no dia 9 de Março de 2006.
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