As críticas do
ministro da Saúde, dr. José Serra, contra a apresentadora e
cantora Xuxa têm merecido destaque nos meios de comunicação.
O ministro censura o péssimo exemplo da apresentadora no
modismo conhecido como `produção independente' da filha,
alertando que muitas adolescentes vêm seguindo essa postura da
apresentadora/cantora em vista da sua forte influência psíquica
nas suas seguidoras. Afinal ela, para muitos, é um modelo a ser
seguido.
Xuxa contra-ataca chamando a atenção da
vergonha e da mazela em que se encontra a saúde pública
brasileira, sob a responsabilidade do ministro da Saúde. Ora,
um erro não justifica o outro. É verdade que a saúde pública
está muito desorganizada e deficiente, apesar dos CPMFs da
vida. Mas a crítica do ministro está perfeita e correta.
Não concordamos em absoluto com a
apresentadora/cantora. Sem dúvida, ela como ídolo e modelo público
deveria ter muito mais cuidado e zelo com sua postura pública.
É modelo público e é esse mesmo público que lhe deu fortuna
e poder. Toda a sua riqueza muito bem explorada, trabalhada e
desenvolvida.
Não há como fugir do infeliz exemplo da
`produção independente' da sua filha como extremamente danoso
e prejudicial, agravado ainda pelas desavenças familiares.
Negar os prejuízos causados especialmente às adolescentes
seria muito infantil e sem qualquer base de argumento.
Os fatos estão aí mostrando o escandaloso número
de adolescentes mães, sem famílias constituídas, sem amparo
financeiro, sem amparo afetivo emocional. Muitas ainda em idade
escolar.
É evidente que toda essa falta de estrutura
familiar afeta sensivelmente a formação e o desenvolvimento
das crianças. Por outro lado, sobrecarrega ainda mais a precária
saúde pública.
A Parapsicologia mostra com clareza as
mazelas desse procedimento inconseqüente. Não só a
Parapsicologia, mas a Psicologia e a Psiquiatria também. Logo,
o ídolo, o homem público, precisam necessariamente colocar
freios em muitos dos seus anseios e desejos, principalmente
quando esses procedimentos possam trazer prejuízos e
comprometimentos sociais. Os adolescentes, por estarem em formação
emocional e educacional, têm nos seus líderes e ídolos os
modelos para suas posturas na vida. Daí a grave
responsabilidade exigida perante a sociedade.
Praticar a caridade, com base no amor cristão,
é indispensável para quem tem condições em ajudar o próximo.
Não só indispensável, mas é um dever social. Porém,
caridade também é entendida na prática do bom exemplo e no
propósito de não ser escândalo para ninguém, destacando
aquelas pessoas mais fragilizadas e vulneráveis psiquicamente.
Este cuidado é uma caridade que exige muito mais
comprometimento de quem a pratica. É bem mais difícil do que
dispor daquilo que sobra.
Caridade é também fazer valer os seus
direitos e respeitar os dos outros. Em todos os sentidos,
inclusive o moral. Nunca ser motivo de escândalo para os mais
humildes. Como diz C. Torrez Pastorino, no seu livro
"Minutos de Sabedoria" (Ed. Vozes - pág. 189),
"desperte para a vida. Medite em suas responsabilidades
perante a humanidade e perante Deus. De você depende criaturas
que o cercam, na família, no trabalho e na sociedade".
O exemplo do seu ídolo de `produção
independente' não é um bom exemplo. Não o siga. O universo,
as condições financeiras e as condições materiais, no caso,
são especialíssimas e oferecem meios para educação e realizações
econômicas e materiais. Dificilmente, porém, estruturas psíquicas
e espirituais de crescimento. E estas são as mais importantes
para a felicidade. A vida ensina isto com clareza e perfeição.
Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser
enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de
Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália,
CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.
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