Atualização semanal

Publicado no Jornal

Sorocaba, 18/08/99
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Ídolo, Modelo e Exemplo


As críticas do ministro da Saúde, dr. José Serra, contra a apresentadora e cantora Xuxa têm merecido destaque nos meios de comunicação. O ministro censura o péssimo exemplo da apresentadora no modismo conhecido como `produção independente' da filha, alertando que muitas adolescentes vêm seguindo essa postura da apresentadora/cantora em vista da sua forte influência psíquica nas suas seguidoras. Afinal ela, para muitos, é um modelo a ser seguido.

Xuxa contra-ataca chamando a atenção da vergonha e da mazela em que se encontra a saúde pública brasileira, sob a responsabilidade do ministro da Saúde. Ora, um erro não justifica o outro. É verdade que a saúde pública está muito desorganizada e deficiente, apesar dos CPMFs da vida. Mas a crítica do ministro está perfeita e correta.

Não concordamos em absoluto com a apresentadora/cantora. Sem dúvida, ela como ídolo e modelo público deveria ter muito mais cuidado e zelo com sua postura pública. É modelo público e é esse mesmo público que lhe deu fortuna e poder. Toda a sua riqueza muito bem explorada, trabalhada e desenvolvida.

Não há como fugir do infeliz exemplo da `produção independente' da sua filha como extremamente danoso e prejudicial, agravado ainda pelas desavenças familiares. Negar os prejuízos causados especialmente às adolescentes seria muito infantil e sem qualquer base de argumento.

Os fatos estão aí mostrando o escandaloso número de adolescentes mães, sem famílias constituídas, sem amparo financeiro, sem amparo afetivo emocional. Muitas ainda em idade escolar.

É evidente que toda essa falta de estrutura familiar afeta sensivelmente a formação e o desenvolvimento das crianças. Por outro lado, sobrecarrega ainda mais a precária saúde pública.

A Parapsicologia mostra com clareza as mazelas desse procedimento inconseqüente. Não só a Parapsicologia, mas a Psicologia e a Psiquiatria também. Logo, o ídolo, o homem público, precisam necessariamente colocar freios em muitos dos seus anseios e desejos, principalmente quando esses procedimentos possam trazer prejuízos e comprometimentos sociais. Os adolescentes, por estarem em formação emocional e educacional, têm nos seus líderes e ídolos os modelos para suas posturas na vida. Daí a grave responsabilidade exigida perante a sociedade.

Praticar a caridade, com base no amor cristão, é indispensável para quem tem condições em ajudar o próximo. Não só indispensável, mas é um dever social. Porém, caridade também é entendida na prática do bom exemplo e no propósito de não ser escândalo para ninguém, destacando aquelas pessoas mais fragilizadas e vulneráveis psiquicamente. Este cuidado é uma caridade que exige muito mais comprometimento de quem a pratica. É bem mais difícil do que dispor daquilo que sobra.

Caridade é também fazer valer os seus direitos e respeitar os dos outros. Em todos os sentidos, inclusive o moral. Nunca ser motivo de escândalo para os mais humildes. Como diz C. Torrez Pastorino, no seu livro "Minutos de Sabedoria" (Ed. Vozes - pág. 189), "desperte para a vida. Medite em suas responsabilidades perante a humanidade e perante Deus. De você depende criaturas que o cercam, na família, no trabalho e na sociedade".

O exemplo do seu ídolo de `produção independente' não é um bom exemplo. Não o siga. O universo, as condições financeiras e as condições materiais, no caso, são especialíssimas e oferecem meios para educação e realizações econômicas e materiais. Dificilmente, porém, estruturas psíquicas e espirituais de crescimento. E estas são as mais importantes para a felicidade. A vida ensina isto com clareza e perfeição.


Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália, CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.

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