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| Atualização
semanal |
Publicado no Jornal
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Sorocaba,
17/03/99 | |
Em busca da felicidade

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Manter com entusiasmo
esse projeto de vida é o objetivo de todos. Sem dúvida, é
louvável essa busca, ainda mais que, para alcançá-la, o
caminho correto necessariamente passar pelo equilíbrio do mundo
interior. Quanto maior e melhor esse equilíbrio, o seu encontro
ocorre bem mais rápido e tudo fica imensamente prazeroso e mais
saudável.
Muitos vão em busca da felicidade com ansiedade e desesperado
anseio, mas infelizmente pelos caminhos mais tortuosos e
desaconselháveis. Isto porque esses caminhos, ao invés de
favorecerem o seu encontro, eles a afastam para bem longe.
As pessoas, porém, não se apercebem disto e se angustiam e se
aborrecem. A escolha desses caminhos que parecem ser os ideais e
os mais promissores para a vivência da felicidade são ilusórios,
de grande falsidade e simplesmente perecíveis. Terminam logo
ali, no primeiro desencanto, no primeiro percalço, no primeiro
fracasso.
Um belo carro último modelo, primoroso e lindo, traz a
felicidade? Um patrimônio de muitos bens, ótimo saldo bancário
trazem a felicidade? Poder, posição social, ótimos
relacionamentos sociais, muitos amigos, amigos do seu dinheiro e
bens, trazem a felicidade? Tantos outros ansiosos objetivos
materiais trazem a felicidade? Enfim, serão somente esses
apegos fatores determinantes para viver a felicidade?
Claro que não. São perecíveis e podem acabar ou desaparecer
da sua vida como num passe de mágica. Basta uma enxurrada de
poucos minutos e o seu carrão vai água abaixo. Lá vai a
felicidade rodando água abaixo envolta na maior da sujeira e
contagiada pelas mais diversas doenças.
Estando a felicidade alicerçada nesses objetivos materiais e
passageiros é lógico, uma vez perdidos ela também se perde.
É uma ilusão vã e muito efêmera.
A felicidade é eterna e só se complementa no eterno. A
felicidade é a imensa paz interior e se solidifica no equilíbrio
do mundo interior, físico, psíquico e espiritual.
Todos os bens materiais não cabem no seu esquife. Deste mundo,
você somente vai levar aquilo que enobrece os atos almejados
para o eterno. Vale a pena, pois, acumular riquezas que as traças
não corroem. Tudo o mais é pueril e bem passageiro. Como dizia
o filósofo, a felicidade depende muito mais do que temos na
cabeça do que nos bolsos. É um estado mental.
Por isso, é equivocado procurarmos a felicidade fora de nós. Lá
nós não vamos encontrá-la. É preciso estar bem consigo
mesmo. Mas estar bem mesmo e não procurar o achismo de pensar
estar bem, quando, na verdade, a vida é angustiante, tensa e
extremamente preocupada com o ter. Ter sempre mais. Para os
outros, as migalhas, se sobrarem.
Não é bom ficarmos apegados aos momentos de infelicidade.
Estes existem e a infelicidade está escondida no seio da
felicidade. A felicidade nasce da infelicidade e da sua comparação
surge o valor de ser e viver feliz.
As técnicas parapsicológicas são mais eficazes quando há a
experiência da verdadeira felicidade. Não aquela perecível,
calcada também em objetivos perecíveis. Somente neles. Mas sim
aquela de visão eterna. Nessa situação, tudo fica mais fácil
e melhor e a saúde se solidifica, pois ela é irmã gêmea da
felicidade.
A felicidade só é uma ilusão quando a vida for uma ilusão.
Isto seria enfadonho e vazio, sem sentido mesmo.
Viver feliz não é utopia, muito menos ilusão. É preciso
descobrir a felicidade dentro de cada um de nós. Como afirma
Humberto Rohden, "a felicidade existe não fora de nós,
onde em geral a procuramos, mas dentro de nós, onde raras vezes
a encontramos".
Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser
enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de
Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália,
CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.
Se preferir, clique na figura para enviar um
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