Atualização semanal

Publicado no Jornal

Sorocaba, 27/10/98
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Vícios mentais


O mais grave deles é o desleixo na prática das técnicas de programação e reprogramação mental. Encontro pessoas que conseguiram excelentes resultados e enormes sucessos em todos os sentidos, utilizando corretamente as técnicas de controle mental, aliadas à correta aplicação da paranormalidade. Venceram e, assim, encontraram o caminho da paz, da saúde e da felicidade e pararam por aí mesmo.

Isto é lamentável e muito ruim. Lamentável por entenderem completos e perfeitos e, deste modo, esqueceram com até facilidade os benefícios obtidos. Ruim porque estão abrindo enorme caminho para grandes obstáculos por fragilidade do mundo interior. Como não estão dando continuidade aos exercícios das técnicas e, assim, preparados mentalmente, o mais comum e normal é sucumbirem frente aos obstáculos. Depois, para recuperarem o equilíbrio físico, psíquico e espiritual, básico para a vitória, o esforço será bastante redobrado.

É preciso cuidar com carinho desse prejudicial desinteresse mental, aliás extremamente perigoso. Os exemplos mostram isto com clareza. Queremos sempre um belo passe de mágica para vencermos os obstáculos. Se possível um milagre, sem esforço, sem empenho e quase sempre sem convicção. Claro, tudo dá algum trabalho e exige esforço, mas sem isto poderemos cair facilmente frente aos constantes e novos obstáculos tão comuns que no caminhar nos defrontamos.

Vença o quanto antes o desagradável vício da acomodação. Evite alicerçar essa acomodação com críticas e julgamentos maldosos, invejosos, megalomaníacos e inconseqüentes. O prejuízo é muito mais seu do que do outro.

O julgamento maldoso e orgulhoso é também um grave vício mental. Não encubra os defeitos, pelo contrário enfrente-os com valentia. Nada de "panos quentes". O tempo vai mostrar as falhas. Quantos fazem como o fariseu: "Graça te dou, meu Deus, por não ser como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali" (Lucas 18,9-14).

Será que não é mesmo? Como você trabalha seu mundo interior? Será que o julgamento injusto fez brotar em você a ingratidão? Precisamos meditar, trabalhando bem o mundo interior e implorar as luzes de Deus Espírito Santo para que não tenhamos julgamentos injustos que nos levam à mais dilacerante prática. A prática da ingratidão. Afinal, julgar-se perfeito, sem mácula, já é a porta da megalomania. Isto demonstra forte desequilíbrio interior.

É preciso superar a si mesmo. Quantos detalhes interiores precisamos zelar para evitar o máximo possível a prática de vícios mentais? Estes são destruidores tanto quanto quaisquer drogas. Talvez piores, pois subjetivos dão a falsa impressão de perfeição, quando, na verdade, é o início do infeliz desequilíbrio do mundo interior.

Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália, CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.

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