Atualização semanal

Publicado no Jornal

Sorocaba, 12/03/2003
felipe\ - 0,0 K

Idade da sabedoria


Prof. Valter Franceschini - 7631,0 KQuando há conceitos numa nação ou até numa família,
através dos quais  a pessoa idosa é tratada como um peso, um aborrecimento, uma pessoa sem a menor importância nos enfrentamentos da vida, sem opinião ou discernimento, pode ter certeza que essa nação, esses ambientes e principalmente essa família estão deixando escapar pelos dedos valores e experiências tão necessárias e indispensáveis ao sucesso e ao equilíbrio humano, cujo acervo abarcam longos, cansativos e difíceis esforços de aprendizado.

                 O diploma da experiência de vida somente é outorgado pela
própria vida e somente cursou a faculdade da vida quem por ela passou e vivenciou. Daí a insensatez de relegar pessoas calejadas pelos anos de vida a um plano inferior e secundário,  julgando-as improdutivas. Ledo e terrível engano. Confundir disposição física para o trabalho que exige essa capacidade com a disposição intelectual e de sabedoria é profundamente
lamentável e um grande desperdício para a humanidade e mais ainda, para a própria família.

                 Não resta a menor dúvida de que, considerado o valor físico, a juventude está quilômetros de distância do idoso. O reverso da medalha também é verdadeiro e facilmente constatado. A experiência intelectual e a capacidade mental, integrados e solidificados de forma global no conceito holístico com a capacidade paranormal, capacitam a pessoa idosa para estar
quilômetros de distância do jovem. É a experiência de vida. Por isso penso que a melhor definição para a terceira idade é a idade da sabedoria.

                 Pobre nação, no universo macro, pobre família, no universo micro, que relegam à inferioridade e dispensam os conselhos e a assessoria das pessoas na idade da sabedoria e que estão vivendo com intensidade essa idade.

                 Não há necessidade de muito esforço para observar e constatar isso.  Pessoas idosas sem escolaridade acadêmica e longos anos de bancos escolares, na sua simplicidade oferecem noções e conceitos de vida nunca devidamente explorados nas escolas e faculdades. São conceitos de sabedoria profunda e aplicável.

                  Entretanto e infelizmente, a realidade e os fatos não são bem assim e eles vêm mostrando comportamentos agressivos e indiferentes com as pessoas na idade da sabedoria.

                   Com tristeza vemos o abandono das mesmas. Para evitar maiores dispêndios financeiros à nação, aumenta-se a idade da aposentadoria quase ao limite estatístico da longevidade. Assim, o contribuinte beneficiário morre logo e as despesas previdenciárias diminuem. Afinal, pensa-se equivocadamente :- "são pesos mortos".

                   Poderia alguém se escandalizar com essas colocações mas os fatos  reais demonstram claramente a sua efetiva realidade. Aliás, esses fatos e essa realidade ocorrem até nas próprias famílias onde os idosos simplesmente são indesejáveis. Muitos filhos não querem que os pais trabalhem mais, pois dizem já trabalharam bastante. Porém, não ajudam
financeiramente, não colaboram com as suas limitações físicas pelo contrário, não querem que trabalhem  no mercado, mas desejam imensamente que trabalhem para eles. E de graça, como uma obrigação.

                    É preciso dar um basta nessa farsa de demonstrar atenção, falar de Deus a eles, antes de conversar com Deus sobre eles e colocar amor e compreensão no relacionamento mantido com eles. É evidente que há necessidade de um apoio para as pessoas idosas, principalmente nos aspecto físico e não criar obstáculos emocionais e psíquicos. Favorecendo
condições físicas é lógico que a idade da sabedoria oferece  maior estrutura para exteriorizar  essa sabedoria.

                    As pessoas na idade da sabedoria também precisam compreender e aceitar as limitações físicas da própria idade. Precisam entender e recorrer aos meios oferecidos pela moderna ciência médica para propiciar melhor estrutura e reforço, continuando assim a ser útil e de grande produção intelectual.

                    Reclamar e ficar remoendo coisas realizadas no passado, até distante, aquela estória de "no meu tempo, na minha idade, naquela época" e ficar vivendo só do passado. Hoje o seu tempo, a sua idade e a sua época são agora. Aproveite a maravilhosa experiência da sua vida e viva intensamente o presente, o agora.

                    Os filhos que você criou e educou talvez já foram embora, estão vivendo a vida de cada um, percorrendo os mesmos caminhos de vida que você percorreu. Talvez melhores, outras vezes mais difíceis porém, quando alcançarem a idade da sabedoria poderão analisar se souberam ou não aproveitar a sua experiência de vida.

                     Por tudo não vale a pena ficar reclamando das coisas e da vida e com isso esquecer de viver. Viver intensamente o agora e colher os frutos de hoje. É desgastante e leva a depressão desejar colher flores na época dos frutos.

                            O CORPO, A MENTE E A CURA

                     No próximo dia 18 de março, das 20h00 às 23h30, estarei apresentando no Auditório Parâmetros o curso rápido  O Corpo, a Mente e a Cura.

                       O tema interativo aborda, inclusive com demonstrações práticas, a valiosa ação do poder mental no processo de ajuda na cura física e psíquica, com detalhes e orientações  para alcançar o equilíbrio integral humano; físico, psíquico e espiritual, destacando a nova visão ampliada da paranormalidade. Você tomará conhecimento das técnicas de programação e
reprogramação mental para transformar a sua vida para muito melhor com experiência de mais de quarenta anos e milhares de casos acompanhados.Vagas limitadas. Maiores informações pelos fones (0xx.15) 231.0958 e 231.7750.


Outras informações dos nossos trabalhos você poderá obtê-las através do e-mail- [email protected] e nos sites www.geocities.com/cipaso e www.sorocaba.com.br 


Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália, CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.

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