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Idade da sabedoria
Quando
há conceitos numa nação ou até numa família,
através dos quais a pessoa idosa é tratada como um peso, um
aborrecimento, uma pessoa sem a menor importância nos
enfrentamentos da vida, sem opinião ou discernimento, pode ter
certeza que essa nação, esses ambientes e principalmente essa família
estão deixando escapar pelos dedos valores e experiências tão
necessárias e indispensáveis ao sucesso e ao equilíbrio humano,
cujo acervo abarcam longos, cansativos e difíceis esforços de
aprendizado.
O diploma da experiência de vida somente é outorgado pela
própria vida e somente cursou a faculdade da vida quem por ela
passou e vivenciou. Daí a insensatez de relegar pessoas calejadas
pelos anos de vida a um plano inferior e secundário,
julgando-as improdutivas. Ledo e terrível engano. Confundir disposição
física para o trabalho que exige essa capacidade com a disposição
intelectual e de sabedoria é profundamente
lamentável e um grande desperdício para a humanidade e mais ainda,
para a própria família.
Não resta a menor dúvida de que, considerado o valor físico, a
juventude está quilômetros de distância do idoso. O reverso da
medalha também é verdadeiro e facilmente constatado. A experiência
intelectual e a capacidade mental, integrados e solidificados de
forma global no conceito holístico com a capacidade paranormal,
capacitam a pessoa idosa para estar
quilômetros de distância do jovem. É a experiência de vida. Por
isso penso que a melhor definição para a terceira idade é a idade
da sabedoria.
Pobre nação, no universo macro, pobre família, no universo micro,
que relegam à inferioridade e dispensam os conselhos e a assessoria
das pessoas na idade da sabedoria e que estão vivendo com
intensidade essa idade.
Não há necessidade de muito esforço para observar e constatar
isso. Pessoas idosas sem escolaridade acadêmica e longos anos
de bancos escolares, na sua simplicidade oferecem noções e
conceitos de vida nunca devidamente explorados nas escolas e
faculdades. São conceitos de sabedoria profunda e aplicável.
Entretanto e infelizmente, a realidade e os fatos não são bem
assim e eles vêm mostrando comportamentos agressivos e indiferentes
com as pessoas na idade da sabedoria.
Com tristeza vemos o abandono das mesmas. Para evitar maiores dispêndios
financeiros à nação, aumenta-se a idade da aposentadoria quase ao
limite estatístico da longevidade. Assim, o contribuinte beneficiário
morre logo e as despesas previdenciárias diminuem. Afinal, pensa-se
equivocadamente :- "são pesos mortos".
Poderia alguém se escandalizar com essas colocações mas os fatos
reais demonstram claramente a sua efetiva realidade. Aliás, esses
fatos e essa realidade ocorrem até nas próprias famílias onde os
idosos simplesmente são indesejáveis. Muitos filhos não querem
que os pais trabalhem mais, pois dizem já trabalharam bastante. Porém,
não ajudam
financeiramente, não colaboram com as suas limitações físicas
pelo contrário, não querem que trabalhem no mercado, mas
desejam imensamente que trabalhem para eles. E de graça, como uma
obrigação.
É preciso dar um basta nessa farsa de demonstrar atenção, falar
de Deus a eles, antes de conversar com Deus sobre eles e colocar
amor e compreensão no relacionamento mantido com eles. É evidente
que há necessidade de um apoio para as pessoas idosas,
principalmente nos aspecto físico e não criar obstáculos
emocionais e psíquicos. Favorecendo
condições físicas é lógico que a idade da sabedoria oferece
maior estrutura para exteriorizar essa sabedoria.
As pessoas na idade da sabedoria também precisam compreender e
aceitar as limitações físicas da própria idade. Precisam
entender e recorrer aos meios oferecidos pela moderna ciência médica
para propiciar melhor estrutura e reforço, continuando assim a ser
útil e de grande produção intelectual.
Reclamar e ficar remoendo coisas realizadas no passado, até
distante, aquela estória de "no meu tempo, na minha idade,
naquela época" e ficar vivendo só do passado. Hoje o seu
tempo, a sua idade e a sua época são agora. Aproveite a
maravilhosa experiência da sua vida e viva intensamente o presente,
o agora.
Os filhos que você criou e educou talvez já foram embora, estão
vivendo a vida de cada um, percorrendo os mesmos caminhos de vida
que você percorreu. Talvez melhores, outras vezes mais difíceis
porém, quando alcançarem a idade da sabedoria poderão analisar se
souberam ou não aproveitar a sua experiência de vida.
Por tudo não vale a pena ficar reclamando das coisas e da vida e
com isso esquecer de viver. Viver intensamente o agora e colher os
frutos de hoje. É desgastante e leva a depressão desejar colher
flores na época dos frutos.
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Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser
enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de
Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa
Rosália,
CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.
Se preferir, clique na figura para enviar um
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