Atualização semanal

Publicado no Jornal

Sorocaba, 13/05/2005
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FUGINDO DA ESCRAVIDÃO DO MUNDO INTERIORProf. Valter Franceschini - 7631,0 K

Prof.Válter Franceschini

 

 

Todos nós ficamos aborrecidos e mesmo
chocados com  notícias sobre os mais diversos trabalhos escravos. São empresários e proprietários de imóveis rurais  que dominam, mandam e escravizam trabalhadores, impondo-lhes obrigações quase impossíveis de serem cumpridas e, assim, impedem o livre direito de ir e vir do cidadão. Grande
exploração humana.

                                       Também a ninguém é desconhecido o
tráfico escandaloso de mulheres brasileiras e de outros paises emergentes em dificuldades de empregos, exploradas em diversos paises, forçadas a viverem da prostituição, visto que foram enganadas com promessas incentivadoras de bons empregos, ótimos salários e aquela vida nababesca. Terrível escravidão
que leva ao desespero, às doenças e até ao suicídio. 

                                       Toda essa imagem de escravidão choca
e pode até gerar grave revolta contra tão lastimável situação.

                                                             Entretanto, creio que  situação semelhante de escravidão ocorre com muitas pessoas. E isto é pior ainda. Refiro-me àquela escravidão com fundamento nas inúmeras
influências devastadoras e tremendamente doentias  e negativas oriundas das marcas arquivadas no mundo interior humano,  durante toda a vida, desde o útero.

                                 Marcas profundamente doentias, negativas e
pessimistas que lá estão arquivadas acarretando os mais desastrosos e aniquilantes comportamentos humanos. O que dizer então da terrível escravidão dos vícios, das drogas lícitas ou ilícitas, da prostituição?

                                 O interessante é que elas, para a grande
maioria das pessoas, não causam a mesma repugnância e condenação da escravidão exposta nua e cruamente através das  camadas sociais.

                                  Quantas vezes, você e eu, ouvimos comentários:-"Você é um escravo, bobo do seu chefe, da sua mulher"; "Você é uma escrava do seu marido e da sua família"; "O  Brasil ainda é um país escravo". Porém, seria normal perguntar :- E você não seria um escravo do seu mundo interior desestruturado, negativo, doentio e pessimista? Qual seria a sua resposta depois de uma séria e humilde análise introspectiva? 

                                    Triste e infelizmente quase sempre deparamos  com muitas respostas positivas  referentes a esse questionamento. Tristemente  ainda verificamos  que para essa escravidão há um conformismo, uma aceitação e uma grande acomodação de postura. Não ocorre  o mesmo protesto veemente como o da escravidão social.

                                     Não resta a menor dúvida que tal postura humana denigre e solapa a imagem da pessoa. Claro que  também leva a amplitude da escravidão interior nas  várias atitudes nos relacionamentos nos mais diversos segmentos.

                                     Realmente é muito triste ser escravo daqueles pensamentos mórbidos, pensamentos derrotistas, pensamentos doentios, pessimistas. Ser escravo dos vícios, das dependências químicas que destroem  e impedem a realização  de qualquer  projeto de vida. Enfim, ser escravo de um mundo interior, desencontrado, desequilibrado e destrutivo, programado e criado pela própria pessoa  é carregar um fardo pesado demais.

                                      Espero também, que estas minhas observações não devam ser confundidas como simples propostas e normas de auto-ajuda. Estas, quase sempre correspondem a uma pequena camada de verniz a qual se solta no primeiro e simples impacto das dificuldades da vida.

                                       Proponho, isto sim, a uma análise mais profunda  bem mais robusta com o objetivo de programar e reprogramar o mundo interior (Pantomnésia) e, assim, fugir da triste escravidão estruturada e alimentada pela própria pessoa sofredora.

                                       Como alerta o poeta :- "Se há sol
dentro de você, seu mundo será colorido. Se o seu mundo é cinzento, você pode pintar de azul. Se a sala está escura, abra a janela, acenda a luz. Abrir as janelas e deixar a luz entrar."

                                       Não há motivo para mais sofrimento.
Basta abrir a janela e deixar a luz entrar. Melhor ainda, a luz de Deus a qual possibilita a sua fuga da escravidão do mundo interior.


O   professor Válter Franceschini é escritor, Conferencista parapsicólogo,  professor dos Fenômenos paranormais   (PSI),    contador economista e
administrador de empresas. Fones (15) 3231.0958 e 3231.7750


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Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália, CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.

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