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CURAS
RELIGIOSAS OU VÍCIO RELIGIOSO?
Seria
insensato assegurar que a oração praticada com bom equilíbrio,
com fortes sentimentos de generosidade, fraternidade, solidariedade
e sempre com bastante perseverança, seria uma atitude
dispensável e que em nada ajuda ou não teria grande influência
na recuperação da saúde, tanto física
como preponderantemente psíquica. Claro, essa conclusão não
procede e é falsa.
A oração, muito pelo contrário,
praticada com
real sentimento de amor, vivenciando o verdadeiro perdão, afastando
animosidades e o destruidor e nocivo egoísmo, sem a menor dúvida,
essa prática propicia condições do melhor equilíbrio biopsíquico
com satisfatórios e benéficos reflexos na saúde e no ambiente, pois essa oração amorosa e
equilibrada irradia, ao redor de quem ora,
ondas de energia positivas transformando a atmosfera do
ambiente, agradável saudável e extremamente protetora.
Entretanto, e infelizmente, temos observado com enorme freqüência
em nossos dias o viciado em religião com sérias distorções de
interpretação, o qual usa de todos os meios,
abusando dos fiéis, de
nominações de igrejas e, pior ainda, do próprio Deus, com um sistema de crenças, muitas delas confusas e
antagônicas para fugir da realidade, para anestesiar os próprios
conflitos interiores.
É lamentável constatar o aproveitamento dos traumas
humanos, às vezes extremamente doloridos, alienando as pessoas e
danificando o mundo interior com o objetivo de impor autoridade,
desenvolver a megalomania e, com tudo isso, conseguir melhores
resultados financeiros.
É preciso muita cautela e cuidado redobrado frente a
verdadeiros absurdos que ocorrem em cultos das mais diversas crenças.
Os viciados em religião exacerbam seus conceitos e
interpretações religiosas com conclusões inconseqüentes e
estereotipadas que se tornam inconvenientes, desastradas,
descontroladas e visivelmente chatas.
Estamos cansados de
pessoas que se intitulam o verdadeiro "homem de deus". São
elas que mantêm um constante contato e diálogo com o seu deus em
tempo integral, a hora que desejarem e como desejarem. Impõem exigências
para as curas das mais diversas e apelam para
benefícios em todos os sentidos, principalmente financeiros.
Não devemos nos esquecer:- "Não tentarás o Senhor teu
Deus."
O viciado em religião, entendendo ser a sua crença a
verdadeira, a única, desta forma, tem no seu vício uma forte dose
de entorpecente para fugir das dificuldades e dos fracassos da vida,
chegando até a escamotear a
própria doença, provocando
sérios comprometimentos na sua saúde.
Uma
conceituada revista que aborda
vários assuntos com temas variados nessa área comenta o livro do sacerdote episcopal, o norte-americano Leo Booth
-"Quando Deus se Torna uma Droga". Ele que se livrou do
alcoolismo afirma :- ...muitas pessoas têm empregado a religião
para fugir da dor. O vício religioso
está usando Deus, a igreja ou um sistema de crenças como um escape
da realidade, numa tentativa de encontrar ou de elevar um senso de
valor próprio ou de bem estar."
Com
real espanto, temos assistido em diversos cultos, em muitas
pregações religiosas e através dos meios de comunicação, rádio
e TV, às mais absurdas e simplistas orientações para as curas
religiosas. Como tudo é exposto poder-se-ia
chegar à absurda
e aberrante conclusão
de que, freqüentando
os mais diversos cultos, praticando seus rituais, suas orações
estereotipadas, os profissionais da medicina, os consultórios, os
psicólogos, os ambulatórios clínicos, os hospitais e outros
profissionais da área, seriam
dispensáveis. Até o Santo Padre também não precisaria do auxílio
médico. Ora, essas afirmações que ouvimos não podem prosperar.
Isso é um grande mau e muito prejudicial.
É bom esclarecer de forma bem clara e precisa que a ciência
parapsicológica condena e jamais aprovou essas posturas dos
viciados em religião.
Sem a menor dúvida ninguém
pode negar o grande valor
e a importância das
orações bem praticadas mas, nunca devemos
nos esquecer das inúmeras doenças psicossomáticas, na
verdade a grande maioria delas, as quais encontram no equilíbrio psíquico
e na boa técnica de também trabalhar a paranormalidade
excelentes caminhos e úteis ferramentas de ajuda na recuperação física
e psíquica.
Nós não somos marionetes à espera de que algo aconteça.
Porém, com o auxílio divino fazemos as coisas acontecerem,
mediante "espiritualidade
sadia e a um relacionamento recompensador com Deus", longe
do nefasto e entorpecente doentio do vício religioso, muito mais
perto da própria doença do que da cura religiosa.
O professor Válter Franceschini é escritor,
Conferencista parapsicólogo, professor dos Fenômenos paranormais
(PSI), contador economista e
administrador de empresas. Fones (15) 3231.0958 e 3231.7750
Outras informações dos nossos trabalhos você poderá
obtê-las
através do e-mail- [email protected]
e também no site www.sorocaba.com.br
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Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser
enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de
Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa
Rosália,
CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.
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