Atualização semanal

Publicado no Jornal

Sorocaba, 18/03/2005
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CURAS RELIGIOSAS OU VÍCIO RELIGIOSO?

Prof. Valter Franceschini - 7631,0 K

 

Seria insensato assegurar que a oração praticada com bom equilíbrio, com fortes sentimentos de generosidade, fraternidade, solidariedade e sempre com bastante perseverança, seria uma atitude  dispensável e que em nada ajuda ou não teria grande influência  na recuperação da saúde, tanto física como preponderantemente psíquica. Claro, essa conclusão não procede e é falsa.

                         A oração, muito pelo contrário,  praticada  com real sentimento de amor, vivenciando o verdadeiro perdão, afastando animosidades e o destruidor e nocivo egoísmo, sem a menor dúvida, essa prática propicia condições do melhor equilíbrio biopsíquico com satisfatórios e benéficos reflexos  na saúde e no ambiente, pois essa oração amorosa e equilibrada irradia, ao redor de quem ora, ondas de energia positivas transformando a atmosfera do ambiente, agradável saudável e extremamente protetora.

                           Entretanto, e infelizmente, temos observado com enorme freqüência em nossos dias o viciado em religião com sérias distorções de interpretação, o qual usa de todos os meios,  abusando dos fiéis,  de  nominações de igrejas e, pior ainda, do próprio  Deus, com um sistema de crenças, muitas delas confusas e antagônicas para fugir da realidade, para anestesiar os próprios conflitos interiores.

                            É lamentável constatar o aproveitamento dos traumas humanos, às vezes extremamente doloridos, alienando as pessoas e danificando o mundo interior com o objetivo de impor autoridade, desenvolver a megalomania e, com tudo isso, conseguir melhores resultados financeiros.

                            É preciso muita cautela e cuidado redobrado frente a verdadeiros absurdos que ocorrem em cultos das mais diversas crenças.

                            Os viciados em religião exacerbam seus conceitos e interpretações religiosas com conclusões inconseqüentes e estereotipadas que se tornam inconvenientes, desastradas, descontroladas e visivelmente chatas.

                             Estamos cansados  de pessoas que se intitulam o verdadeiro "homem de deus". São elas que mantêm um constante contato e diálogo com o seu deus em tempo integral, a hora que desejarem e como desejarem. Impõem exigências para as curas das mais diversas e apelam para  benefícios em todos os sentidos, principalmente financeiros. Não devemos nos esquecer:- "Não tentarás o Senhor teu Deus."

                             O viciado em religião, entendendo ser a sua crença a verdadeira, a única, desta forma, tem no seu vício uma forte dose de entorpecente para fugir das dificuldades e dos fracassos da vida, chegando até a escamotear  a própria doença,  provocando sérios comprometimentos na sua saúde.

                             Uma conceituada revista que aborda  vários assuntos  com temas variados nessa área comenta  o livro do sacerdote episcopal, o norte-americano Leo Booth -"Quando Deus se Torna uma Droga". Ele que se livrou do alcoolismo afirma :- ...muitas pessoas têm empregado a religião para fugir da dor. O vício  religioso está usando Deus, a igreja ou um sistema de crenças como um escape da realidade, numa tentativa de encontrar ou de elevar um senso de valor próprio ou de bem estar."

                             Com  real espanto, temos assistido em diversos cultos, em muitas pregações religiosas e através dos meios de comunicação, rádio e TV, às mais absurdas e simplistas orientações para as curas religiosas. Como tudo é exposto poder-se-ia  chegar à  absurda e  aberrante conclusão de que,  freqüentando os mais diversos cultos, praticando seus rituais, suas orações estereotipadas, os profissionais da medicina, os consultórios, os psicólogos, os ambulatórios clínicos, os hospitais e outros profissionais da área,  seriam dispensáveis. Até o Santo Padre também não precisaria do auxílio médico. Ora, essas afirmações que ouvimos não podem prosperar. Isso é um grande mau e muito prejudicial.

                         É bom esclarecer de forma bem clara e precisa que a ciência parapsicológica condena e jamais aprovou essas posturas dos viciados em religião.

                         Sem a menor dúvida ninguém  pode negar o grande  valor e a importância  das orações bem praticadas mas, nunca devemos  nos esquecer das inúmeras doenças psicossomáticas, na verdade a grande maioria delas, as quais encontram no equilíbrio psíquico e na boa técnica de também trabalhar a paranormalidade excelentes caminhos e úteis ferramentas de ajuda na recuperação física e psíquica.

                          Nós não somos marionetes à espera de que algo aconteça. Porém, com o auxílio divino fazemos as coisas acontecerem, mediante "espiritualidade sadia e a um relacionamento recompensador com Deus", longe do nefasto e entorpecente doentio do vício religioso, muito mais perto da própria doença do que da cura religiosa.

O   professor Válter Franceschini é escritor, Conferencista parapsicólogo,  professor dos Fenômenos paranormais   (PSI),    contador economista e
administrador de empresas. Fones (15) 3231.0958 e 3231.7750


Outras informações dos nossos trabalhos você poderá obtê-las através do e-mail- [email protected] e também no site www.sorocaba.com.br 


Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália, CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.

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