Estamos
em plena quarta-feira de cinzas. Para muitos, aqueles que professam
a fé católica, é o início de uma caminhada onde são
propostas várias sugestões para análise do viver cristão. Os
pontos fracos e exigentes de séria revisão de vida e o acerto
do caminhar de acordo com a fé professada. Neste ano, o ponto
forte da tradicional Campanha da Fraternidade, agora mais ecumênica,
é o lema "VIDAS SIM, DROGAS NÃO". Este, por sinal,
é o terrível mal do século, aniquilando principalmente a
nossa juventude.
Para
outros, a quarta-feira de cinzas, é a volta à realidade do
cotidiano, cuja realidade, muitas vezes dura e sofrida, as
pessoas
procuram nos
folguedos ou incentivos para uma folia descompromissada com a
boa moral, com descalabros momísticos, e assim, erradicá-la
da vida como verdadeiro passe de mágica. Esquecem o
respeito e a compreensão dos sentimentos alheios, o cuidado com
as crenças e as convicções religiosas, enfim, tudo isso,
para aqueles desestruturados emocionalmente, traz um gosto
amargo da desilusão.
Continuam
com esse gosto amargo da vida, sem sentido e sem ideais
compromissados com o sucesso do homem na sua totalidade, na sua
integralidade.
A
diversão sadia, alegre e respeitosa sempre foi e é grande remédio
para evitar os famigerados transtornos depressivos. Ninguém
poderá condená-la. Porém, só ela não basta.
O homem necessita
alicerçar suas posturas, suas ações e reações, seus passos
na vida, estruturados em sólido equilíbrio físico, psíquico
e espiritual. É um
trabalho individual e
perseverante.
Muitas são as
informações propostas, mas não muitas sérias e aceitáveis,
respeitando o próximo, o ser humano. A ganância e o
desequilibrado interesse material, o desejo imenso do poder e de
autoridade, o egocentrismo doentio,
são tremendos obstáculos para o melhor equilíbrio do mundo
interior humano.
Todos
nós temos, vez ou outra, momentos desagradáveis, de tristeza e
até lampejos de depressão. Porém, se esses sintomas encontram
a pessoa estruturada, equilibrada emocionalmente, sãos momentos
passageiros e não infligem sofrimentos maiores. Caso contrário,
o rosto, as expressões e as atitudes, são típicas daquele
fogo de palha, tão forte no início, mas efêmero e sem
alicerce para continuar aquecendo e, quantas vezes, continuar
iluminando a própria vida e a dos semelhantes.
Esse fogo de palha,
efêmero e passageiro, rapidamente é transformado em cinzas. Cinzas que recordam um passado de ilusão
e de falsa felicidade. Cinzas que mascaram a realidade de uma
vida nada equilibrada e quase sempre descontrolada.
Não vale a pena,
pois, ficar iludido com aquele fogo de palha, tão rápido
e sem conteúdo, mas que continuará naqueles iludidos e
desprotegidos, com o mesmo rosto enrugado de dores, com o humor
no mais baixo astral, enfim, aquele resto de cinzas, com o sabor
amargo da decepção daquela que só era ilusão da falsa
alegria.
Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser
enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de
Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália,
CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.
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