Atualização semanal

Publicado no Jornal

Sorocaba, 28/02/01
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Rosto e Humor de Cinzas


Prof. Valter Franceschini - 7631,0 K
Estamos em plena quarta-feira de cinzas. Para muitos, aqueles que  professam a fé católica, é o início de uma caminhada onde são propostas várias sugestões para análise do viver cristão. Os pontos fracos e exigentes de séria revisão de vida e o acerto do caminhar de acordo com a fé professada. Neste ano, o ponto forte da tradicional Campanha da Fraternidade, agora mais ecumênica, é o lema "VIDAS SIM, DROGAS NÃO". Este, por sinal, é o terrível mal do século, aniquilando principalmente a nossa juventude.

 Para outros, a quarta-feira de cinzas, é a volta à realidade do cotidiano, cuja realidade, muitas vezes dura e sofrida, as pessoas

procuram nos folguedos ou incentivos para uma folia descompromissada com a boa moral, com descalabros momísticos, e assim, erradicá-la  da vida como verdadeiro passe de mágica. Esquecem o respeito e a compreensão dos sentimentos alheios, o cuidado com as crenças e as convicções religiosas, enfim, tudo  isso, para aqueles desestruturados emocionalmente, traz um gosto amargo da desilusão.

 Continuam com esse gosto amargo da vida, sem sentido e sem ideais compromissados com o sucesso do homem na sua totalidade, na sua integralidade.

 A diversão sadia, alegre e respeitosa sempre foi e é grande remédio para evitar os famigerados transtornos depressivos. Ninguém poderá condená-la. Porém, só ela não basta.

O homem necessita alicerçar suas posturas, suas ações e reações, seus passos na vida, estruturados em sólido equilíbrio físico, psíquico e  espiritual. É um trabalho individual  e perseverante.               

Muitas são as informações propostas, mas não muitas sérias e  aceitáveis, respeitando o próximo, o ser humano. A ganância e o desequilibrado interesse material, o desejo imenso do poder e de autoridade, o egocentrismo  doentio, são tremendos obstáculos para o melhor equilíbrio do mundo interior humano.

 Todos nós temos, vez ou outra, momentos desagradáveis, de tristeza  e até lampejos de depressão. Porém, se esses sintomas encontram a pessoa estruturada, equilibrada emocionalmente, sãos momentos passageiros e não infligem sofrimentos maiores. Caso contrário, o rosto, as expressões e as atitudes, são típicas daquele fogo de palha, tão forte no início, mas efêmero e sem alicerce para continuar aquecendo e, quantas vezes, continuar iluminando a própria vida e a dos semelhantes.                 

Esse fogo de palha, efêmero e passageiro, rapidamente é  transformado em cinzas. Cinzas que recordam um passado de ilusão e de falsa felicidade. Cinzas que mascaram a realidade de uma vida nada equilibrada e quase sempre descontrolada.  

Não vale a pena, pois, ficar iludido com aquele fogo de palha, tão rápido e sem conteúdo, mas que continuará naqueles iludidos e desprotegidos, com o mesmo rosto enrugado de dores, com o humor no mais baixo astral, enfim, aquele resto de cinzas, com o sabor amargo da decepção daquela que só era ilusão da falsa alegria.


Cartas e consultas para a coluna Parapsicologia devem ser enviadas ao Prof. Franceschini A/C da Parâmetros Holísticos de Formação Humana, à rua Oswaldo Segamarchi, 15, bairro Santa Rosália, CEP. 18090-050 - Sorocaba - SP.

Se preferir, clique na figura para enviar um

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